Ação pró-Lula domina o Instagram e pinta as redes de verde e amarelo
Mobilização convocada por canal de apoiadores e alavancada por André Janones leva fotos com a camisa da seleção e o gesto de Lula aos assuntos mais comentados.

Núcleo editorial
Atualizado em 17 de outubro de 2026
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Em resumo
- Eleitores e lideranças postaram fotos vestindo verde e amarelo e fazendo o 'L' às 9h deste sábado, entrando nos trending topics.
- A iniciativa foi articulada pelo canal de WhatsApp 'Exército do Lula', coordenado pelo deputado André Janones, reunindo quase 5 milhões de pessoas.
- Artistas, aliados políticos e o próprio presidente Lula aderiram à mobilização voltada a resgatar as cores nacionais na disputa contra Flávio Bolsonaro.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
Uma mobilização coordenada de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou conta das redes sociais na manhã deste sábado (17), a oito dias da votação do segundo turno presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A ação consistiu na publicação simultânea, a partir das 9h, de fotos com a camisa da seleção brasileira ou peças em verde e amarelo acompanhadas pelo tradicional gesto do "L" com as mãos.
A iniciativa alcançou os tópicos mais comentados do X (antigo Twitter) e registrou ampla adesão no Instagram. O movimento foi articulado por meio do canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que reúne quase 5 milhões de participantes na plataforma.
Articulação digital e resgate de símbolos nacionais
A proposta apresentada aos integrantes do grupo buscou dialogar com setores da sociedade que defendem o processo democrático, mas que não se identificam formalmente com partidos de esquerda. A estratégia central consistiu na disputa direta pelos símbolos nacionais, frequentemente apropriados pelo bolsonarismo durante manifestações políticas.
Além de eleitores em todo o país, a mobilização reuniu artistas e figuras públicas de destaque, como Chico Buarque, Raí, Debora Bloch, Sophie Charlotte, Cláudia Abreu, Marjorie Estiano, Reynaldo Gianecchini, Kleber Mendonça Filho e Carla Madeira.
O próprio presidente Lula participou da iniciativa ao lado de aliados e outros políticos, incluindo Simone Tebet, Fernando Haddad, Marina Silva, Erika Hilton, Tabata Amaral e João Campos.
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Disputa jurídica no Tribunal Superior Eleitoral
A atuação do canal que impulsionou a ação já vinha sendo contestada pelos adversários. Durante a semana, a página no WhatsApp chegou a ficar temporariamente fora do ar por decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após representação da campanha de Flávio Bolsonaro.
Só convido as pessoas para amanhã às 9 da manhã postarem uma foto fazendo o L e usando o verde e o amarelo. — André Janones, deputado federal (Rede-MG)
A assessoria jurídica da oposição apontou suposta difusão de desinformação e acusou o administrador do grupo de apagar postagens. A área técnica do tribunal, entretanto, analisou as publicações veiculadas entre 2 e 11 de outubro e não identificou os conteúdos falsos apontados na ação. O canal foi liberado após decisões judiciais divergentes na Corte, período em que a campanha de Lula também informou o registro formal da página perante a Justiça Eleitoral.
Neste sábado, o presidente Lula manteve foco na preparação para o debate promovido pela Band, agendado para o domingo, enquanto a articulação virtual de apoiadores assegurou a presença da candidatura no ambiente digital.
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Fontes desta notícia
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