Alcolumbre pauta PEC do fim da escala 6×1 no Senado para terça-feira
Prioridade do governo Lula que garante jornada de 40 horas e dois dias de descanso sem redução salarial entra em debate logo após a eleição.

Núcleo editorial
Leitura rápida
Em resumo
- O presidente do Senado incluiu na pauta de terça-feira (6) a discussão da PEC que reduz a jornada máxima para 40 horas semanais.
- A proposta assegura dois dias de descanso remunerado sem redução salarial e representa avanço histórico impulsionado pelo governo Lula.
- Quatro senadores da oposição de direita votaram contra o relatório na CCJ, mas o governo mantém articulação para aprovar o texto neste ano.
3 min de leitura

Ouça esta leitura
Duração disponível ao iniciar
Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu na pauta da próxima terça-feira (6) a discussão em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) que acaba com a escala de trabalho 6×1. A matéria será o primeiro grande tema deliberativo enfrentado pela Casa logo após o primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4), marcando um avanço concreto nas pautas históricas de proteção ao trabalhador.
A proposta representa uma das principais prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e chega ao plenário respaldada por articulação direta do Planalto. O texto estabelece a redução da duração máxima da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e assegura dois dias de repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos, vedando expressamente qualquer diminuição salarial.
Articulação do governo Lula destrava pauta histórica
A tramitação da proposta ganhou força decisiva a partir do diálogo institucional liderado por Lula, que reuniu Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no Palácio da Alvorada para fixar matérias estratégicas para o país. Em setembro, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o relatório favorável do senador Omar Aziz (PSD-AM), preservando o texto já chancelado pelos deputados federais.
Na última quarta-feira (30), o presidente Lula reforçou a convicção no compromisso com os trabalhadores brasileiros:
Carregando enquete…
Publicação no Facebook
Abrir fonte original no FacebookA fonte pode ser consultada pelo link acima. Para exibir aqui, o Facebook pode usar cookies e receber dados desta visita.
“É inexorável, ela vai ser aprovada. Antes do próximo presidente tomar posse, ela será aprovada.”
Para garantir celeridade regimental, Alcolumbre já agendou sessões semipresenciais também para quarta e quinta-feira. Como a aprovação de uma emenda constitucional exige cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno e outras três antes do segundo turno, o plenário pode aprovar requerimentos para abreviar prazos e acelerar a promulgação definitiva da medida.
Direita articula contra direitos trabalhistas
Enquanto o governo federal trabalha para resgatar a qualidade de vida e a saúde da classe trabalhadora, setores da oposição de direita tentaram frear o avanço do texto na CCJ. Quatro senadores votaram abertamente contra o parecer favorável aos trabalhadores: Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Para ser definitivamente aprovada no Senado e promulgada sem retornar à Câmara, a PEC precisa do voto favorável de pelo menos 49 senadores em dois turnos. A liderança governista, comandada pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), mantém o cronograma focado na aprovação integral ainda em outubro, confirmando a capacidade do governo Lula de entregar conquistas sociais decisivas para a soberania popular e a valorização do trabalho.
Comentários
Sem comentários · Membros comentam com o @ do seu canal no YouTube.
Espaço dos membros
Comentar é um benefício de quem é membro da BEM10.TV.
A membresia é a assinatura do canal de Bemvindo no YouTube. Ela libera os comentários, os jogos diários, o Museu Digital e mais. Se você já é membro, entre na sua conta.
Carregando comentários…
Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
