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Cobertura: Geopolítica

Amorim denuncia plano de Trump para cercar o Brasil

Assessor internacional de Lula aponta que os EUA usam o falso pretexto de combater o crime para tentar dominar a região e intimidar o governo brasileiro.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • Celso Amorim denunciou o plano 'Escudo das Américas', criado por Donald Trump com líderes de direita, como um cerco de dominação contra o Brasil.
  • O Palácio do Planalto avalia o pacto como porta de entrada para intervenções militares na América Latina a pretexto de caçar 24 facções.
  • Amorim também apontou que os tarifaços comerciais dos Estados Unidos funcionaram como intimidação política contra o presidente Lula.

4 min de leitura

Imagem da reportagem de brasil247.com: ‘Escudo das Américas’: Amorim denuncia estratégia de Trump para impor ‘cerco’ ao Brasil
Reprodução de brasil247.com. Confira a autoria na fonte. — brasil247.com · Reprodução

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, denunciou neste sábado (10) que a iniciativa "Escudo das Américas", encabeçada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca impor um cerco geopolítico e uma "dominação absoluta" contra o Brasil. Em entrevista ao canal Tutaméia, no YouTube, o diplomata apontou que o governo norte-americano instrumentaliza o combate ao crime organizado para justificar ingerências diretas na América Latina.

A coalizão regional promovida pela Casa Branca reúne governantes alinhados ideologicamente a Trump, como Javier Milei (Argentina), Abelardo de la Espriella (Colômbia) e Nayib Bukele (El Salvador). Sob pressão de Washington, os integrantes formalizaram um acordo para rotular facções criminosas como ameaças compartilhadas e sujeitá-las a sanções. Entre os 24 grupos arrolados pelo plano figuram as organizações brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

"Agora, sim, nós sofremos ameaça. Veja bem, essa questão do Escudo das Américas põe o Brasil em cerco, cercado com base em argumento falso, que é tratar a questão do crime organizado como se fosse terrorismo internacional. […] Na realidade, é um esquema de dominação absoluta." — Celso Amorim, assessor especial da Presidência, em entrevista ao canal Tutaméia no YouTube, em 10 de outubro de 2026, conforme relato do Brasil 247

Pretexto criminoso e risco militar

No Palácio do Planalto, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratam a manobra de Trump como gravíssima. A avaliação interna é de que o pacto serve como porta de entrada para incursões militares estadunidenses na América do Sul, a exemplo de intervenções históricas vistas na Colômbia e na Venezuela. Integrantes da administração federal advertem que classificar organizações criminosas civis como grupos terroristas não resolve a segurança pública interna e funciona apenas como justificativa para intervenção externa.

Interlocutores do governo brasileiro destacam que os países vizinhos preservam, de modo geral, o interesse em manter boas relações com Brasília, mas cederam à articulação de Washington por motivações desiguais. Enquanto governantes como Milei, Bukele e de la Espriella aderiram por submissão política automática à agenda conservadora dos EUA, países como Equador, Paraguai e Panamá aceitaram o documento por cálculo financeiro e com o objetivo de evitar pressões bélicas em suas próprias fronteiras.

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Chantagem econômica durante o período eleitoral

Além da investida militar e diplomática, Celso Amorim denunciou o uso de retaliações comerciais como tática de intimidação direta contra o presidente Lula durante a disputa eleitoral no país. Washington aplicou duas rodadas de tarifas contra bens brasileiros: uma sobretaxa de 25%, amparada em questionamentos sobre o sistema Pix, etanol, desmatamento e propriedade intelectual, e outra de 12,5%, baseada em alegações genéricas relativas a trabalho forçado.

Negociadores do Brasil apontam que as restrições econômicas tiveram fins estritamente políticos e contrariaram dados reais da balança comercial, na qual os próprios Estados Unidos mantêm superávit na relação bilateral. Amorim ressaltou que a postura soberana do governo federal contrasta com a submissão buscada por Washington.

"O tarifaço não foi uma medida econômica, tanto que eles tiveram que voltar atrás em algumas porque a própria Suprema Corte disse que eram ilegais. O tarifaço foi uma medida de intimidação. A gente procura tentar levar isso de uma maneira como se fosse para poder negociar alguma coisa, mas na realidade é uma medida de intimidação. É que o Lula e o Alckmin não têm medo de tarefas difíceis, eles enfrentam. Essa é a questão. E eles [EUA] querem alguém que se acomode e faça o que eles querem, para ser um grande Porto Rico, com todo respeito ao povo de Porto Rico." — Celso Amorim, assessor especial da Presidência, ao canal Tutaméia no YouTube, registrado pelo Brasil 247

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A firmeza do governo Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin diante do cerco imperialista reafirma o compromisso brasileiro com a autodeterminação, a soberania nacional e a defesa irrestrita dos interesses do povo trabalhador contra pressões hegemônicas externas.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.com‘Escudo das Américas’: Amorim denuncia estratégia de Trump para impor ‘cerco’ ao Brasil
  2. 2. g1.globo.com'Escudo das Américas' de Trump tenta impor 'cerco' contra o Brasil sob argumento 'falso' de combate ao crime, diz Amorim | G1