Após diálogo com Lula, EUA aceitam negociar e recuar de tarifaço
Em reunião em Milwaukee, governo dos EUA assume o compromisso de apresentar proposta formal e criar grupo de trabalho com o Brasil.

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Em resumo
- Brasil e EUA criam grupo de trabalho para negociar termos de um acordo comercial e superar entraves tarifários.
- Encontro ministerial em Milwaukee decorre da interlocução direta entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
- Governo brasileiro segue firme na OMC na defesa dos setores produtivos nacionais contra medidas unilaterais de Washington.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
A diplomacia brasileira colheu um avanço expressivo na defesa da indústria e dos trabalhadores do país. Nesta quarta-feira (30), durante reunião ministerial em Milwaukee, nos Estados Unidos, os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, pactuaram com a Casa Branca a abertura formal de negociações para enfrentar as sobretaxas unilaterais impostas contra exportações brasileiras.
No encontro com o representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, realizado à margem do encontro de comércio do G20, ficou definido que Washington apresentará nas próximas semanas um documento oficial delimitando o escopo de trabalho sobre barreiras tarifárias e não tarifárias. Para conduzir as conversas, os dois países oficializaram a criação de um Grupo de Trabalho bilateral focado em construir um possível acordo comercial.
Articulação de Lula abre portas para o diálogo
A mudança de postura do governo norte-americano, que até então mantinha posições intransigentes e sem respaldo técnico, decorre diretamente da liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reabertura dos canais de negociação ganhou fôlego a partir de um telefonema entre Lula e o presidente Donald Trump, realizado em 21 de agosto de 2026, quando ambos acordaram orientar suas equipes a buscar uma saída negociada.
Em nota conjunta, o Itamaraty e o MDIC destacaram que o Brasil compareceu à mesa com posições claras em favor do desenvolvimento nacional:
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"Durante a reunião, os ministros brasileiros reafirmaram a disposição do Brasil de avançar, por meio do diálogo e da negociação, na construção de soluções para os temas que afetam o comércio bilateral, sempre tendo como referência a defesa dos interesses brasileiros e a ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois países."
Defesa da soberania contra taxas arbitrárias
A investida unilateral promovida por Washington estabeleceu tarifas combinadas que podem alcançar até 37,5% contra produtos brasileiros. O pacote protecionista da Casa Branca alegou supostas práticas desleais do Brasil em áreas como o sistema de pagamentos instantâneos PIX, etanol e propriedade intelectual, além de alegações genéricas sobre controle de cadeias de suprimentos.
Diante de argumentos desprovidos de sustentação técnica, a gestão Lula rejeitou a partidarização das disputas comerciais e acionou formalmente a Organização Mundial do Comércio (OMC). O pedido de consultas abriu uma janela de 60 dias para a busca de consenso. No âmbito multilateral, a Casa Branca chegou a barrar o ingresso da China nas consultas, confirmando o teor eminentemente geopolítico das pressões exercidas sobre o mercado brasileiro.
Ao manter uma postura firme em Genebra e, ao mesmo tempo, destravar o canal bilateral nos Estados Unidos, o governo federal reafirma que as relações internacionais do país são pautadas pelo pragmatismo soberano, pela proteção da indústria brasileira e pelo respeito mútuo entre as nações.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. brasil247.comBrasil e EUA criam grupo de trabalho e avançam em negociação comercial
- 2. cartacapital.com.brIrã informa que recebeu resposta oficial dos EUA após proposta pelo fim da guerra
- 3. metropoles.comMinistros de Lula e governo Trump se reúnem no EUA para discutir tarifaço
- 4. g1.globo.comTarifaço: EUA devem enviar ao Brasil proposta de negociação, diz equipe de Lula após reunião com representante de Trump | G1
