Argentina de Milei fecha 32 mil empresas e expõe risco para o Brasil
Dados oficiais revelam que o arrocho de Javier Milei destruiu milhares de negócios e postos de trabalho, modelo exaltado pela campanha de Flávio Bolsonaro.

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Em resumo
- A Argentina perdeu 32 mil empresas e registrou 18 meses consecutivos de fechamento de negócios sob a gestão de Javier Milei.
- O número de empregadores caiu de 512.357 em novembro de 2023 para 480.067 em julho de 2026, segundo a Superintendência de Riscos do Trabalho.
- A campanha de Flávio Bolsonaro adota Milei como referência para impor um corte de R$ 200 bilhões que mira saúde, educação e salário mínimo.
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O receituário neoliberal aplicado por Javier Milei na Argentina provocou o encerramento de mais de 32 mil empresas em menos de três anos de mandato. Os números oficiais da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), órgão governamental argentino, divulgados no sábado (10), revelam que o contingente de empregadores no país vizinho despencou de 512.357 em novembro de 2023 para 480.067 em julho deste ano.
O levantamento confirma uma sequência ininterrupta de 18 meses de fechamento de empreendimentos. Apenas no mês de julho, o cadastro da SRT perdeu 948 empregadores, enquanto 3.485 postos de trabalho com carteira assinada foram extintos no período. Os dados traduzem a recessão gerada pelo chamado plano motosserra, que paralisou obras públicas, retirou subsídios de energia e transportes, desvalorizou a moeda nacional e asfixiou as províncias ao reter repasses federais.
O modelo importado pela extrema direita
Mesmo diante do colapso econômico que colocou mais de 30% da população argentina abaixo da linha de pobreza e ampliou a informalidade, o plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL) mantém a cartilha de Milei como principal referência. A coordenação econômica da pré-candidatura bolsonarista tem tratado a destruição de direitos no país vizinho como meta.
Durante participação em evento do grupo Esfera Brasil, em setembro, a coordenadora econômica da chapa do senador, Daniella Marques, elogiou abertamente a política da Casa Rosada e confirmou a diretriz da campanha:
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"Vamos usar de inspiração no que foi feito pelo governo de Javier Milei, na Argentina."
Marques ainda classificou a gestão ultraliberal como um "ótimo exemplo". A equipe do senador bolsonarista batizou seu programa de "tesouraço", articulando uma tesourada estimada em R$ 200 bilhões no orçamento federal.
Ameaça às conquistas do povo brasileiro
O plano articulado pelos bolsonaristas coloca em risco direto os avanços sociais garantidos pelo governo federal. A proposta de tesourada atinge o piso constitucional da saúde e da educação pública, a política de reajuste real do salário mínimo, além do reajuste das aposentadorias da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que atende idosos vulneráveis e pessoas com deficiência.
Enquanto a reconstrução nacional liderada pelo presidente Lula devolveu ao país a valorização dos salários, o fortalecimento dos serviços públicos e a expansão do mercado de trabalho formal, a direita projeta a repetição da tragédia argentina. A apuração expõe que o discurso de enxugar o Estado serve apenas para transferir o custo da crise para as famílias trabalhadoras, minando a renda popular e sufocando a produção nacional.
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Fontes desta notícia
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