Bancários da Caixa rejeitam proposta e mantêm greve por saúde
Em assembleia nacional, categoria recusou mudanças no plano de saúde e cobra preservação de conquistas históricas no banco público.

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Em resumo
- Assembleias em todo o país rejeitaram a proposta final apresentada pela direção da Caixa Econômica Federal na noite de sexta-feira (11).
- Na base de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos bancários votaram contra o texto, mantendo a greve iniciada na quinta-feira (10).
- O principal impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho centra-se nas alterações de custeio e coparticipação do Saúde Caixa.
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Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram, em assembleias realizadas na noite de sexta-feira (11), rejeitar a proposta final apresentada pela direção da instituição e manter a greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação, deflagrada na última quinta-feira (10), expressa a determinação da categoria bancária em resguardar condições dignas de trabalho e proteger conquistas históricas da categoria.
Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região — que concentra a maior fatia de funcionários do país e os principais centros administrativos da instituição pública —, a proposta foi recusada por 68% dos votos em deliberação virtual encerrada às 23h. A maioria das demais bases sindicais espalhadas pelo território nacional seguiu a mesma diretriz, confirmando a continuidade da mobilização coletiva.
Saúde Caixa no centro das reivindicações
O nó central das discussões para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) repousa sobre a gestão e as regras do Saúde Caixa, o plano de assistência médica dos trabalhadores ativos e aposentados. Embora a oferta do banco previsse a ampliação do teto de participação da instituição no custeio de 6,5% para 8%, o texto continha exigências que aumentavam o peso financeiro direto sobre as famílias.
As cláusulas propostas pela gestão previam contribuições individuais escalonadas entre 2,3% e 4,1% sobre a remuneração-base, cobrança por dependente entre R$ 480 e R$ 660 conforme a idade, e a elevação do teto anual de coparticipação familiar de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil. O texto também estipulava a criação de 13ª mensalidade e duplicava a taxa de consulta em pronto-socorro, de R$ 75 para R$ 150, fora do limite anual.
"A expressiva rejeição da proposta nas assembleias realizadas em todo o país demonstra que ela está muito distante das necessidades e das expectativas dos trabalhadores da Caixa. A Caixa precisa rever sua posição e apresentar uma proposta que realmente responda às demandas dos trabalhadores." Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de SP e coordenadora do Comando Nacional
A entidade sindical havia sugerido destacar o debate sobre a assistência médica do restante do acordo para viabilizar as demais cláusulas econômicas — que incluíam abono de R$ 3 mil e quitação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em 18 de setembro —, mas a administração optou por manter a vinculação em bloco.
A disputa de modelos e a mesa de diálogo
Antes mesmo da conclusão da contagem dos votos, a direção da Caixa declarou que os termos formulados tinham validade apenas até a sexta-feira e aventou o acionamento de dissídio coletivo junto à Justiça do Trabalho para arbitrar o impasse. Em nota, a instituição declarou manter as portas abertas ao entendimento.
Tesifon Quevedo Neto, representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) na Comissão Executiva dos Empregados, sublinhou que a meta da categoria é proteger a perenidade do sistema de saúde: "O principal argumento para a avaliação do novo ACT não está apenas na tabela de percentuais, mas nas condições para a sustentabilidade do nosso patrimônio, que é o Saúde Caixa".
Manutenção de canais essenciais à população
Durante o período de paralisação nas agências físicas, a Caixa informou a continuidade do atendimento à população por intermédio das plataformas digitais e redes compartilhadas. Serviços operacionais, saques e consultas continuam viabilizados pelos canais remotos e eletrônicos.
O pagamento de benefícios sociais e movimentações segue disponível por meio do aplicativo Caixa Tem, Internet Banking, WhatsApp Caixa, caixas de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além do suporte telefônico pelo Alô Caixa. A sustentação desses serviços reafirma o papel social do banco estatal perante a classe trabalhadora brasileira, ao mesmo tempo em que seus servidores buscam valorização salarial e segurança assistencial justa.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. brasildefato.com.brTrabalhadores da Caixa rejeitam proposta do banco e mantêm greve nacional
- 2. poder360.com.brBancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional
- 3. infomoney.com.brBancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional
- 4. g1.globo.comEmpregados da Caixa rejeitam proposta final e greve continua | G1
