Bets negociam volta imediata com o PL caso Flávio vença, diz site
Articulação busca derrubar a medida protetiva de Lula que blindou a renda das famílias contra o endividamento gerado pela jogatina virtual.

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Em resumo
- Fonte ligada à BetMGM revelou acordo com o PL para que as apostas virtuais retomem as operações logo após a eleição, caso Flávio Bolsonaro vença.
- A Medida Provisória assinada pelo presidente Lula em 25 de setembro barrou os cassinos online e as apostas para resguardar o orçamento das famílias.
- Pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou que 75% da população apoia a proibição total das apostas online, medida hoje defendida pela AGU no Supremo.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
As empresas de apostas online já operam nos bastidores para reverter o bloqueio de suas atividades no país. Conforme revelou reportagem do Brasil de Fato nesta segunda-feira (19), representantes das plataformas estariam negociando diretamente com o Partido Liberal (PL) para voltar a operar no território brasileiro já a partir de segunda-feira (26), na hipótese de vitória do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno marcado para domingo (25).
A investida visa desarmar o mecanismo protetivo implementado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizou a saúde financeira e social do povo trabalhador ao editar uma Medida Provisória barrando a jogatina online. O avanço das tratativas foi confirmado sob sigilo por um interlocutor do setor.
"Existe um acordo para que, se o Flávio ganhar, as bets voltem já na segunda pós-eleição", afirmou uma fonte ligada à operadora BetMGM ao Brasil de Fato.
Interesses do setor encontram respaldo no bolsonarismo
As apurações apontam que outra empresa do ramo contaria com conexões diretas no PL, o que facilita o diálogo com a campanha bolsonarista. As informações obtidas pela reportagem dão conta ainda de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, relator das ações que contestam o encerramento das atividades do setor, já teria ciência dessa articulação.
A movimentação comercial se apoia na postura aberta de Flávio Bolsonaro em defesa das empresas. Conforme registrou o ICL Notícias, o senador atacou publicamente a iniciativa do Executivo, alegando supostos prejuízos contratuais ao mercado e a agremiações esportivas, ao mesmo tempo em que parlamentares da base conservadora articulam emendas para reabrir espaço aos bilionários patrocínios do jogo. Procurada, a assessoria de Flávio não se manifestou.
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Essa pressão orquestrada pelo mercado das apostas ignora frontalmente a vontade expressa da sociedade. De acordo com levantamento do instituto Atlas/Bloomberg realizado em setembro, três em cada quatro cidadãos concordam com o banimento dessas plataformas, aprovando o encerramento de um ciclo que vinha corroendo salários e benefícios de milhões de lares.
O escudo social do governo Lula contra a usura virtual
A reação das casas de apostas decorre da postura firme do governo federal em defesa da soberania popular e dos direitos sociais. Assinada em 25 de setembro por Lula, a Medida Provisória estabeleceu um divisor de águas ao proibir a exploração, publicidade e intermediação de cassinos virtuais e apostas de quota fixa em todo o território nacional.
Para blindar a medida contra a ofensiva das bancadas de direita e do setor privado, a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou manifestação contundente junto ao STF no último dia 6 de outubro. A representação jurídica do governo demonstrou a urgência da proibição para frear o endividamento galopante e os graves impactos psicológicos e comunitários provocados pelo assédio das empresas estrangeiras sobre a renda básica.
A tentativa das multinacionais de apostas de emplacar um retorno açodado ocorre no momento em que o campo popular cresce na reta decisiva da eleição. Conforme dados da CartaCapital, divulgados pelo instituto Nexus/BTG nesta segunda (19), a disputa presidencial entrou em quadro de empate técnico absoluto na contagem de votos válidos — com Lula em trajetória ascendente rumo a 49,7%, frente a 50,3% de Flávio, que oscilou para baixo. O compromisso histórico do presidente com a proteção da classe trabalhadora reafirma a centralidade de um Estado ativo que resguarda o bolso das famílias da exploração financeira.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. cartacapital.com.brPesquisa Nexus/BTG mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro a menos de uma semana da eleição
- 2. iclnoticias.com.brCentrão articula volta das bets após eleição e aposta em apoio de Flávio - ICL Notícias
- 3. brasildefato.com.brExclusivo: caso Flávio Bolsonaro ganhe, bets teriam acordo para voltar a atuar na segunda-feira pós-eleição
