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Cobertura: Política brasileira

Blefe bolsonarista cai: Lula aceita exigências e manda Flávio abrir contas

Após o senador inventar 19 condições para tentar fugir do desafio de expor movimentações bancárias, coordenação petista dobra a aposta e topa abrir tudo no TSE.

BEM10 TV
Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • Flávio Bolsonaro listou 19 exigências no TSE para tentar justificar a recusa em abrir suas contas após o desafio feito por Lula.
  • A coordenação da campanha de Lula anunciou que aceita todas as exigências e protocola petição no TSE exigindo reciprocidade imediata.
  • Investigações da PF apontam que Flávio operava como 'usuário máster' de conta no exterior ligada a operador financeiro.

4 min de leitura

Imagem da reportagem de brasil247.com: Flávio Bolsonaro mantém estratégia e não responde ao desafio de Lula sobre quebra de sigilo
Reprodução de brasil247.com. Confira a autoria na fonte. — brasil247.com · Reprodução

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

O manual da bravata bolsonarista costuma funcionar bem enquanto o adversário hesita. Quando encontra disposição para ir até o fim, desmorona em velocidade recorde. Encurralado desde o debate da Band pelo desafio direto de Luiz Inácio Lula da Silva para que ambos abram seus sigilos bancários e telefônicos, Flávio Bolsonaro (PL) tentou criar uma cortina de fumaça: apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma lista com 19 exigências mirabolantes, na certeza de que o petista recuaria. O tiro saiu pela culatra nesta quarta-feira (21).

A coordenação da campanha de Lula avisou que aceita absolutamente todas as condições impostas pelo senador. A resposta oficial será protocolada no TSE nesta quinta-feira (22), às 11h. O presidente não apenas banca a abertura de seus dados, de familiares e do Instituto Lula, como agora empurra o filho de Jair Bolsonaro de volta ao xadrez da transparência, sem deixar rota de fuga.

O labirinto de desculpas e a resposta rápida

A ofensiva começou no domingo (18), quando Lula lançou o desafio ao vivo para que a população soubesse quem tem patrimônio inexplicável. Diante da hesitação pública do oponente, Lula protocolou a petição no TSE na terça-feira (20), estendendo a liberação de dados bancários e de comunicação à primeira-dama Janja e aos seus filhos, exigindo o mesmo da família Bolsonaro e de empresas associadas.

Visivelmente acuado, Flávio passou dias em silêncio antes de improvisar um contra-ataque em evento eleitoral em Guarulhos (SP), cercado pelo governador Tarcísio de Freitas. O senador afirmou que aceitaria a devassa se Lula incluísse na devassa o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o cartão corporativo e até reuniões institucionais. O objetivo da manobra era esticar a corda para inviabilizar o acordo.

A coordenação de Lula não perdeu tempo e desarmou o teatro. O senador Camilo Santana (PT-CE) explicou que a tentativa de criar obstáculos não terá efeito, porque o governo nada tem a esconder.

O candidato adversário protocolou no TSE, depois de três dias que o presidente fez o desafio para que ele pudesse abrir o seu sigilo bancário, fiscal, telefônico, colocando uma série de condicionantes numa tentativa de manobra [...]. E todas as condicionantes que ele colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer que não se opõe a absolutamente nada. Contanto que ele também cumpra e abra tudo. Camilo Santana, senador e coordenador da campanha de Lula

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O pesadelo do 'usuário máster' e as conexões suspeitas

O pavor do clã Bolsonaro em mostrar extratos e mensagens não decorre de mero pudor com a privacidade. Conforme relatórios da Polícia Federal remetidos ao Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Bolsonaro exercia controle operacional como "usuário máster" em uma conta mantida no exterior pela empresa estrangeira Alcazar Holding, pertencente ao advogado Willer Tomaz — investigado por fraudes no INSS e amigo íntimo do parlamentar. Os registros da corporação apontam que o acesso do senador a essa conta só foi formalmente cancelado em maio de 2025.

Além das peripécias financeiras internacionais, Flávio ainda tem de lidar com a sombra de Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. Enquanto o senador tentou acusar Lula sem provas no confronto televisivo, documentos revelaram que ele próprio possuía acerto comercial com Vorcaro para captar cerca de R$ 134 milhões destinados a produzir uma cinebiografia laudatória sobre Jair Bolsonaro.

Com o debate da TV Globo se aproximando na sexta-feira (23), os estrategistas do comitê bolsonarista agora calculam o tamanho do estrago. Ao aceitar sem pestanejar cada um dos 19 itens da lista de Flávio, Lula transformou a suposta armadilha da direita em uma intimação pública: para manter o discurso moralista, o senador terá que mostrar de onde vem e para onde vai o dinheiro de seu ecossistema político.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comFlávio Bolsonaro mantém estratégia e não responde ao desafio de Lula sobre quebra de sigilo
  2. 2. diariodocentrodomundo.com.brA desculpa de Flávio Bolsonaro para não abrir sigilo
  3. 3. cartacapital.com.brFlávio Bolsonaro impõe condições para aceitar desafio de Lula e abrir sigilos
  4. 4. oglobo.globo.comCampanha de Lula diz que aceita condições de Flávio sobre abertura de sigilo | Política | O Globo