Caças da Argentina escoltados pelos EUA sobrevoam fábrica da Embraer
Seis F-16 comprados por Buenos Aires e aviões-tanque de Washington cruzaram o interior paulista bem em cima da linha do Gripen.

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
A cena chamou a atenção de quem olhou para o céu no interior de São Paulo na tarde de terça-feira (29): seis caças F-16A/BM Fighting Falcon comprados pela Argentina e dois aviões-tanque KC-135R da Força Aérea dos Estados Unidos cruzaram a região a cerca de 34 mil pés de altitude. O registro do grupo em voo cerrado foi publicado pelo canal Brazil Aviation Araraquara SP no YouTube, quando as aeronaves passavam a cerca de 10 mil metros do solo.
O detalhe geográfico não passou despercebido. A formação militar cruzou justamente o espaço aéreo de Gavião Peixoto, município paulista que abriga a fábrica da Embraer. É ali que o Brasil produz aeronaves como o cargueiro KC-390 e o A-29 Super Tucano, além de sediar a linha de montagem dos modernos caças supersônicos Gripen, em parceria com a Saab, e contar com a maior pista de pouso do Hemisfério Sul, com quase 5 mil metros de extensão.
Enquanto sobrevoavam o polo nacional de tecnologia de defesa, os caças argentinos dependiam do apoio direto de Washington para completar a rota. As aeronaves integram o segundo lote de F-16 usados adquirido pela Argentina da Dinamarca. Como noticiou o Diário do Centro do Mundo, a travessia rumo à base provisória de Río Cuarto precisou do reabastecimento em voo feito pelos gigantescos KC-135R americanos, sem os quais os caças não cumpririam o trajeto de longo curso.
A rota cruzou o país de ponta a ponta. Os aviões decolaram de Natal, no Rio Grande do Norte — após etapa iniciada nas Ilhas Canárias —, passaram pelo interior de Pernambuco, Bahia e Minas Gerais, cruzaram o território paulista e seguiram pelo Paraná até cruzar a fronteira em Foz do Iguaçu. A passagem sobre as instalações da indústria aeronáutica brasileira ilustra o contraste entre o esforço de soberania industrial no Brasil e o pacote de equipamentos de segunda mão operado com escolta estrangeira no país vizinho.
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Fontes desta notícia
A publicação original comprova o que foi dito. As demais fontes verificam contexto e alegações.
