Carta com quase 200 nomes apoia Fachin e cobra transparência no STF
Manifesto assinado por juristas, ex-ministros e líderes civis respalda medidas do presidente da Corte e cobra apuração pública sobre o caso Banco Master.

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Em resumo
- Documento divulgado no domingo (13) reúne 198 signatários em defesa das providências adotadas pelo presidente do STF, Edson Fachin.
- Grupo classifica revelações sobre relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro como a crise mais severa da história do tribunal.
- Signatários demandam sessão plenária pública na terça-feira (15) e reformas internas para impedir captura de decisões por interesses econômicos.
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Um manifesto com 198 assinaturas de juristas, ex-ministros de Estado, economistas, empresários e lideranças sindicais e da sociedade civil foi enviado neste domingo (13) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O documento formaliza apoio irrestrito às decisões tomadas pelo ministro para conter a crise interna na Corte e exige apuração rigorosa, pública e com estrita observância do devido processo legal sobre as denúncias envolvendo integrantes do tribunal e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Entre os nomes que subscrevem o manifesto estão os ex-ministros da Justiça José Eduardo Martins Cardozo e José Carlos Dias, o ex-ministro dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi, o professor e dirigente sindical Clemente Ganz Lúcio, o presidente da CUT, Sergio Nobre, além de economistas e ex-gestores públicos como Luciano Coutinho, André Lara Resende, Pérsio Arida e Armínio Fraga.
Apoio a Fachin e freio a conflitos de interesse
O documento define o atual momento como “a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal” e adverte para a urgência de preservar o Judiciário de interferências indevidas. O texto destaca que a recuperação da confiança democrática depende de frear a influência de interesses corporativos e financeiros sobre a jurisdição constitucional.
Entendemos, ainda, que a superação dessa crise exigirá reformas institucionais urgentes, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes. Carta de apoio ao presidente do STF, Edson Fachin
Os signatários reforçam categoricamente que o Supremo não pode se submeter à captura por “interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica”.
Centralização das apurações do caso Banco Master
A crise na Corte ganhou tração pública no início de setembro, após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatório da Polícia Federal no âmbito das investigações relativas ao Banco Master. O material apontou comunicações entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de referências a familiares de integrantes do tribunal. O episódio desdobrou-se em atritos internos, incluindo pedidos de apuração contra Mendonça por abuso de autoridade e decisões divergentes sobre o comando da Polícia Federal.
No sábado (12), Fachin assumiu a relatoria do procedimento ligado a Moraes e Vorcaro que antes tramitava com Mendonça. O presidente do tribunal também ordenou o envio da íntegra das apurações do Banco Master e de procedimentos do INSS, além de cobrar informações da PF sobre a extração do celular de Vorcaro, apreendido em 2025. Neste domingo (13), a corporação confirmou dispor de plenas condições técnicas para encaminhar cópias do conteúdo periciado sob as devidas cautelas legais.
Sessão pública no plenário e garantia institucional
Um dos pontos centrais reivindicados na carta é o caráter estritamente público da sessão plenária extraordinária marcada para a próxima terça-feira (15), com transmissão aberta nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na pauta definida por Fachin, o colegiado avaliará o relatório da Polícia Federal sobre a atuação de Moraes e o parecer da Procuradoria-Geral da República que solicita a anulação da peça.
Ao chamar a responsabilidade da gestão da Corte e submeter a controvérsia ao plenário público, o presidente do tribunal atende à necessidade de afastar manobras de bastidores e dar resposta transparente à sociedade brasileira, assegurando que o interesse público e as garantias democráticas prevaleçam sobre disputas corporativas.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. brasil247.comSTF: empresários, ex-ministros e economistas divulgam carta de apoio a Fachin
- 2. diariodocentrodomundo.com.brCarta com 198 assinaturas apoia Fachin e cobra transparência na crise do STF
- 3. g1.globo.comCrise no STF: 198 autoridades assinam manifesto em apoio a Fachin | G1
- 4. poder360.com.brEx-ministros assinam carta em apoio a Fachin e cobram transparência no STF
