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Cobertura: Política brasileira

CNBB rebate ataque sem provas de Flávio Bolsonaro em campanha

Conferência dos Bispos repudiou fala do senador do PL em Goiás, que tentou transferir desgaste sobre pauta religiosa para a Igreja Católica e o PT.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • A CNBB negou envolvimento em desinformação e afirmou que acusações infundadas atingem injustamente a atuação da instituição católica.
  • A polêmica tem origem em projeto apresentado em 2007 por Victório Galli, ex-deputado que mais tarde se aliou ao grupo de Jair Bolsonaro.
  • O ministro Flávio Dino, do STF, derrubou decisão de André Mendonça e restabeleceu postagens sobre o caso para assegurar a liberdade de expressão.

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) repudiou formalmente as acusações do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que apontou, sem apresentar qualquer comprovação, que integrantes da entidade teriam colaborado com o PT para divulgar notícias falsas. Em nota pública, a instituição religiosa rechaçou vínculos partidários, reforçou sua atuação pastoral em defesa da dignidade humana e da democracia e advertiu que "a mentira não se combate com outra mentira".

Acusações sem sustentação durante agenda eleitoral

A investida de Flávio Bolsonaro ocorreu no domingo, 27 de setembro, durante agenda de campanha em Goiás. Em meio ao desgaste provocado pela circulação de mensagens sobre Nossa Senhora Aparecida, o candidato bolsonarista tentou desviar a responsabilidade e associar a repercussão negativa ao campo progressista e a quadros da Igreja.

"Não tem projeto. Não tem nada. E o PT, eu sei hoje, já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente dentro da CNBB. Infelizmente, essa é a realidade", declarou Flávio Bolsonaro durante o ato político.

A resposta da CNBB enfatizou que o órgão não produziu, autorizou ou participou de qualquer produção de informações falsas no atual pleito. A conferência pontuou que atribuir à instituição condutas desonestas, sem fatos que as sustentem, atinge injustamente a sua história e não contribui para a serenidade exigida no processo democrático.

Origem da proposta e a contradição da base bolsonarista

O debate nas redes sociais resgatou o Projeto de Lei 2.623 de 2007, de autoria do então deputado federal Professor Victório Galli (MT). A matéria pretendia alterar a Lei 6.802 de 1980 para limitar a menção de padroeira apenas aos brasileiros católicos apostólicos romanos. O projeto acabou rejeitado na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e foi arquivado em definitivo em agosto de 2008. Galli viria a ser nomeado assessor especial da Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro.

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O desgaste gerado pelo episódio também despertou reações de outros adversários na disputa ao Palácio do Planalto. O candidato Ronaldo Caiado (PSD) cobrou moderação do senador do PL e pontuou que sua tentativa contínua de justificativa apenas ampliou o problema, pedindo respeito à fé e às crenças do povo brasileiro.

Disputa judicial entre TSE e STF sobre manifestações nas redes

No campo jurídico, a coordenação de Flávio Bolsonaro procurou conter as repercussões e acionou a Justiça Eleitoral. O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, atendeu a pedido liminar e determinou a exclusão de mais de mil publicações críticas, incluindo postagem do humorista Antonio Tabet.

A tentativa de censura prévia, no entanto, foi revista no Supremo Tribunal Federal. O ministro Flávio Dino acolheu recurso da defesa de Tabet e revogou a ordem de Mendonça, determinando o restabelecimento imediato dos conteúdos. Dino fundamentou que a supressão violava a liberdade de expressão e prejudicava o debate democrático no período eleitoral.

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O impasse motivou o presidente do STF, ministro Edson Fachin, a pautar uma reunião com integrantes da Justiça Eleitoral para balizar as competências de cada órgão, evidenciando como a estratégia da extrema direita de recorrer a ataques infundados termina por tensionar as instituições democráticas.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. cartacapital.com.brCNBB rebate Flávio Bolsonaro após acusações na polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida
  2. 2. brasildefato.com.brCaso Nossa Senhora Aparecida: entenda polêmica com Flávio Bolsonaro e projeto de lei