Colonos agridem prefeito francês e Netanyahu põe ataque em dúvida
Comitiva diplomática europeia foi encurralada na Cisjordânia ocupada; diante do linchamento gravado em vídeo, premiê israelense tentou culpar a filiação política da vítima.

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
Nem mesmo a faixa tricolor de autoridade pública francesa poupou o prefeito Bernard Baudoux, de 78 anos, de ser atirado ao chão por colonos israelenses mascarados na Cisjordânia ocupada. O linchamento da delegação internacional, que acompanhava agricultores palestinos durante a colheita de azeitonas perto de Taybeh, foi registrado e publicado no X pelo perfil Arbel, escancarando a violência cotidiana do extremismo protegido pelo Estado de Israel.
Nas gravações, homens encapuzados cercam o comboio, que reunia representantes da França, Bélgica e Polônia, além de religiosos católicos. Um dos carros da missão belga teve os vidros estilhaçados a pedradas, enquanto Baudoux, governante de Aulnoye-Aymeries, acabou derrubado na terra. O episódio ocorreu apenas um dia após uma fotojornalista norte-americana também ter sido espancada na mesma região.
O manual do cinismo oficial
Confrontado com imagens nítidas da brutalidade, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reagiu recorrendo à cartilha habitual do cinismo diplomático. Em nota oficial, tratou o episódio documentado como um “suposto ataque”, alegando que homens mascarados e um idoso no chão não configuram prova suficiente.
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Acusações sérias exigem provas sérias.
Para desviar o foco da impunidade colonial, o governo israelense preferiu atacar a vítima: destacou que Baudoux é comunista, que já hasteou a bandeira palestina em sua cidade e que o grupo não pediu autorização prévia ao exército da ocupação para pisar na terra alheia. A justificativa de praxe ainda insinuou a existência de uma “campanha de difamação” contra Tel Aviv.
A desfaçatez gerou reação dura do chanceler belga, Maxime Prévot, que reforçou a exigência de punição aos agressores e defendeu sanções internacionais, lembrando que a rotina de terror que agora atinge autoridades europeias é a realidade imposta aos palestinos todos os dias.
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Fontes desta notícia
A publicação original comprova o que foi dito. As demais fontes verificam contexto e alegações.
