Congressistas dos EUA denunciam Trump por tentar intervir na eleição do Brasil
Grupo de 31 parlamentares democratas enviou carta ao secretário Marco Rubio condenando tarifas, sanções e pressões para favorecer bolsonaristas.

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Em resumo
- Grupo de 31 parlamentares dos EUA enviou carta a Marco Rubio denunciando interferência de Trump nas eleições brasileiras.
- Documento condena tarifas e sanções aplicadas a autoridades do governo Lula e do STF para pressionar o processo de Bolsonaro.
- Lula denunciou a ofensiva externa contra os recursos nacionais e reafirmou na ONU que a soberania pertence ao povo brasileiro.
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Um grupo de 31 parlamentares dos Estados Unidos enviou uma carta ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, denunciando a administração de Donald Trump por reiteradas tentativas de interferência política nas eleições do Brasil. O documento, assinado por 30 deputados e um senador do Partido Democrata, exige que a Casa Branca assuma publicamente o compromisso formal de reconhecer e respeitar o resultado das urnas brasileiras.
Na representação diplomática, os parlamentares destacam que a gestão Trump tem adotado, desde 2025, um pacote agressivo de medidas unilaterais, diplomáticas e econômicas com o objetivo explícito de constranger a Justiça e tutelar o processo democrático brasileiro em benefício de aliados da extrema direita.
Retaliações e chantagem contra a soberania nacional
Entre os atos listados pelos congressistas figuram duas rodadas de tarifas impostas sobre produtos exportados pelo Brasil, além do uso distorcido da Lei Magnitsky para aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a outros integrantes da Corte e a membros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os parlamentares norte-americanos afirmam com clareza que o governo Trump utiliza sanções e barreiras tarifárias como instrumento ilegal de chantagem para interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, atropelando os parâmetros legais fundamentais.
“As ações do governo Trump constituíram uma violação extraordinária da soberania nacional do Brasil e uma tentativa flagrante de pressionar as autoridades brasileiras em relação a um processo judicial em andamento”, diz o documento.
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O documento também ressalta que o Departamento de Estado americano classificou as organizações criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas logo após uma reunião política entre Trump e o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro. Segundo a carta, Washington tomou a decisão ignorando as propostas de cooperação bilateral apresentadas com responsabilidade pelo governo Lula, criando terreno para ameaças de sanções financeiras unilaterais e até bravatas sobre intervenção militar.
Firmeza do Itamaraty e defesa intransigente do país por Lula
Diante da escalada imperialista, a diplomacia brasileira manteve postura altiva em salvaguarda da soberania eleitoral. O Itamaraty negou visto a dois oficiais do Departamento de Estado, Riley Barnes e Samuel Samson, após identificar que ambos tinham como intuito lançar suspeitas e questionar a lisura do sistema eletrônico de votação brasileiro. Em resposta à postura firme de Brasília, Washington revogou o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti.
Em pronunciamentos públicos, o presidente Lula tem alertado o país sobre a tentativa externa de colonizar o Brasil e espoliar suas riquezas estratégicas com o apoio de representantes da direita submissa. Na tribuna da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula sintetizou o princípio inegociável que guia sua política externa e a integridade institucional do país ao afirmar que a democracia brasileira pertence soberanamente aos brasileiros.
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