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Cobertura: STF

Damares propõe grupo no Senado para pressionar STF

A Comissão de Direitos Humanos aprovou indicação à CCJ para compilar projetos de controle sobre o Judiciário em até 60 dias, em manobra de ocasião da bancada bolsonarista.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou indicação para que a CCJ crie um grupo de trabalho com prazo de 60 dias para formular uma proposta sobre o Judiciário.
  • A senadora bolsonarista Damares Alves quer pautar mandatos fixos, critérios de indicação e restrições a decisões monocráticas de ministros da Suprema Corte.
  • A investida da bancada de extrema direita ocorreu paralelamente à sessão do STF suspensa por pedido de vista do ministro Flávio Dino.

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Presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), participa do lançamento do Banco Vermelho no Senado Federal. Uma luta pelo Feminicídiozero no Brasil. O projeto visa conscientizar sobre o fim da violência contra a mulher. Inspirado em uma iniciativa internacional, o projeto busca instala
Presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), participa do lançamento do Banco Vermelho no Senado Federal. Uma luta pelo Feminicídiozero no Brasil. O projeto visa conscientizar sobre o fim da violência contra a mulher. Inspirado em uma iniciativa internacional, o projeto busca instalar bancos vermelhos em locais públicos com mensagens de reflexão e informações sobre canais de ajuda e denúncia. — Agência Senado. Wikimedia Commons · CC BY-SA

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado aprovou, nesta terça-feira (15), uma indicação para que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) crie um grupo de trabalho destinado a formular uma proposta de reforma do Judiciário no prazo de 60 dias. O encaminhamento foi articulado e apresentado pela presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que aproveitou as tensões institucionais do dia para acelerar pautas de interesse da bancada de extrema direita contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Como a CDH não tem prerrogativa para instituir a comissão especial, a indicação legislativa depende de acolhimento pela CCJ, colegiado competente para decidir se instala o grupo e como será definida sua composição.

Manobra bolsonarista tenta emparedar o tribunal

Ao defender a instalação imediata do grupo, Damares defendeu a reunião de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e projetos de lei que tramitam no Congresso para impor mecanismos de controle externo sobre a Suprema Corte. Entre os pontos defendidos pela parlamentar estão a imposição de mandatos por tempo determinado para ministros do STF, restrições a decisões monocráticas e alterações nos critérios de escolha dos magistrados.

A indicação é para que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado crie imediatamente um grupo de trabalho que busque todas as propostas de emenda à Constituição e todos os projetos de lei em tramitação sobre reforma do Poder Judiciário. E que apresente, em no máximo 60 dias, uma única proposta de reforma do Poder Judiciário, especialmente depois do espetáculo grotesco que eles apresentaram para o Brasil hoje. — Damares Alves, senadora da República

A articulação de Damares coincidiu com a sessão do plenário do STF que discutia a abertura de apuração sobre o ministro Alexandre de Moraes e supostas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. O julgamento foi interrompido após o ministro Flávio Dino apresentar pedido de vista, adiando a deliberação por até 90 dias.

Na mesma reunião da CDH, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou a apresentação de um mandado de segurança no Supremo para tentar forçar a instalação de uma CPI sobre ministros da Corte e Vorcaro, afirmando que o requerimento conta com 40 assinaturas mas está travado pela presidência do Senado.

Lula lidera debate com projeto estruturante e republicano

Enquanto setores da oposição bolsonarista tentam usar o momento para desgastar instituições democráticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou do tema sob a perspectiva republicana do interesse público. Em entrevista concedida na mesma noite ao Jornal da Record, Lula defendeu a necessidade de uma reforma profunda e responsável no Judiciário, pontuando que a Corte precisa dar exemplo ao país.

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Lula destacou que os critérios de escolha e mandatos devem ser rediscutidos com seriedade e defendeu a vedação ética explícita à atuação de parentes de magistrados em processos dentro dos tribunais. O presidente lembrou que a histórica reforma do Judiciário que instituiu o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi realizada em seu governo, sob a condução do então ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, reafirmando o compromisso do campo progressista com a moralidade, a soberania e a transparência pública.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comSenate Proposes Judicial Reform Group for Enhanced Oversight
  2. 2. brasildefato.com.brLula promete reforma no Judiciário, com mudanças no critério de escolha e nos mandatos dos ministros do STF
  3. 3. www12.senado.leg.brCDH aprova indicação para que CCJ crie grupo de reforma do Judiciário
  4. 4. noticias.r7.comComissão propõe grupo de trabalho para reforma do Judiciário após caso Moraes