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Cobertura: Geopolítica

Datafolha mede impacto do discurso soberano de Lula na ONU

Novo levantamento ouve eleitores após fala contundente em Nova York em defesa da democracia, dos direitos sociais e contra interferências externas.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • Datafolha divulga na quinta-feira pesquisa sobre a corrida presidencial com 2.002 eleitores ouvidos logo após a fala de Lula na ONU.
  • Na tribuna, Lula reafirmou a soberania brasileira ao alertar que o país não aceitará interferências estrangeiras no processo eleitoral.
  • Presidente defendeu avanços concretos do governo, como a Lei Antifacção, o fim da escala 6x1, a preservação do Pix e o combate às bets.

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

O instituto Datafolha divulgará na próxima quinta-feira (24) uma nova rodada de pesquisas sobre a eleição presidencial, captando o sentimento popular logo após o pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York. O levantamento contratado pelo Grupo Globo e pela Folha de S.Paulo entrevista 2.002 pessoas entre terça e quinta-feira, sob o registro BR-00304/2026 no Tribunal Superior Eleitoral, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Na rodada anterior do instituto, Lula registrou 39% das intenções de voto no primeiro turno, diante de 36% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em um cenário de segundo turno, o presidente liderava com 46% contra 44% do adversário, em um quadro de disputa polarizada que agora absorve a repercussão da presença do chefe de Estado brasileiro no centro da diplomacia mundial.

Soberania nacional e recado contra pressões externas

Ao abrir os debates gerais pela décima vez como presidente da República, Lula colocou a soberania nacional e a autodeterminação dos povos como eixos centrais de sua manifestação. O presidente alertou abertamente contra interferências estrangeiras nos rumos do Brasil, destacando que as decisões sobre o futuro do país pertencem exclusivamente à população.

O posicionamento contrapõe a estratégia articulada pela extrema direita. Pouco antes do evento, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro viajou a Washington ao lado do empresário Paulo Figueiredo com o intuito de pressionar a Casa Branca e o Departamento de Estado por sanções unilaterais contra ministros do Supremo Tribunal Federal, visando desestabilizar as instituições brasileiras às vésperas do pleito. Em resposta à postura servil dos adversários em relação ao poder estrangeiro, Lula frisou em Nova York que as instituições nacionais "não permitirão que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular".

"O Brasil não cabe no quintal de ninguém." Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, durante discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU

Agenda social, proteção ao trabalho e conquistas públicas

Além de repudiar a coerção econômica internacional expressa no tarifaço comercial, a mensagem de Lula na ONU funcionou como uma prestação de contas dos compromissos populares assumidos pelo governo. Lula pontuou a necessidade de fazer a justiça tributária avançar, garantindo espaço no orçamento aos mais vulneráveis, ao mesmo tempo em que cobra a cota devida dos mais ricos.

O presidente levou à tribuna global pautas de proteção à classe trabalhadora e medidas de resguardo social em andamento no Brasil:

  • A proposta pelo fim da escala 6×1 de trabalho, reforçando o direito ao descanso e à dignidade laboral;
  • A defesa intransigente do Pix como infraestrutura pública financeira, rejeitando pressões do mercado para privatizar a ferramenta;
  • O enfrentamento aos impactos sociais das apostas virtuais e à desregulação do setor de apostas online (bets);
  • A aprovação da Lei Antifacção e as ações integradas de segurança pública que respeitam a soberania e a integridade do território nacional.

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A repercussão do pronunciamento em grandes veículos da imprensa internacional, como Reuters, Bloomberg e The New York Times, enfatizou a postura de altivez do governo brasileiro frente a potências estrangeiras. As entrevistas do Datafolha, concluídas nesta quinta-feira, chegam para mensurar a sintonia entre essa postura soberana de defesa das conquistas sociais e a escolha do eleitorado.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. diariodocentrodomundo.com.brA próxima pesquisa Datafolha após discurso de Lula na ONU
  2. 2. poder360.com.brImprensa internacional destaca discurso de Lula na ONU
  3. 3. aosfatos.orgChecamos o discurso de Lula na ONU
  4. 4. bbc.comLula na ONU: as tensões e incertezas que envolvem discurso nas Nações Unidas - BBC News Brasil