Direita festeja Flávio e Trump confunde o Brasil com a Índia
Extrema direita internacional tenta emparedar Lula após o 1º turno, mas tropeça em teorias golpistas e em gafe geográfica de Donald Trump.

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Em resumo
- Flávio Bolsonaro (47,12%) e Lula (45,05%) disputarão o segundo turno da eleição presidencial marcado para 25 de outubro.
- Javier Milei e a deputada Maria Elvira Salazar atacaram Lula, enquanto comunicadores trumpistas divulgaram conspirações sem provas.
- Donald Trump elogiou a apuração no mesmo dia de 125 milhões de votos para atacar o sistema dos EUA, mas afirmou que a eleição era na Índia.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
Mal as urnas eletrônicas haviam encerrado a contagem dos votos que colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, a rede internacional da extrema direita correu para as redes com um roteiro ensaiado: pressionar o cenário político brasileiro, atacar a liderança popular de Lula e tentar ditar os rumos do país de fora para dentro. O resultado de 47,12% dos votos válidos para o candidato do PL contra 45,05% de Lula bastou para acionar a cartilha da subserviência a interesses estrangeiros.
A movimentação combinou declarações virulentas de aliados de Donald Trump nos Estados Unidos, comemoração de Javier Milei em Buenos Aires e até o constrangimento de Donald Trump enaltecendo a agilidade da urna eletrônica brasileira — frequentemente atacada pela base bolsonarista — enquanto acreditava estar comentando um pleito na Índia.
A blitz reacionária para pressionar o país
A operação externa teve início imediatamente após a confirmação da nova votação, marcada para 25 de outubro. Nos Estados Unidos, a deputada republicana Maria Elvira Salazar correu para atacar o governo legítimo de Lula e o ministro Alexandre de Moraes, repetindo slogans sobre socialismo e alinhamento internacional.
Chega de corrupção. Chega de perseguição política. Chega de socialismo. Maria Elvira Salazar, deputada republicana dos EUA, em publicação nas redes sociais
O ex-conselheiro trumpista Jason Miller e o podcaster ultraconservador Benny Johnson também entraram em ação para festejar o desempenho do senador, com Johnson chamando o presidente brasileiro de tirano comunista. Em outra frente de desinformação, o comunicador de extrema direita David Pollack passou a disseminar, sem qualquer indício factual, alegações de que Lula estaria iniciando manobras para fraudar a eleição.
A procissão internacional contou ainda com o britânico Tommy Robinson — líder anti-imigração que cumpriu cinco penas de prisão entre 2005 e 2025 por agressão, assédio e fraude —, que declarou estar orando pelo senador do PL. Na América do Sul, o presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, celebrou o resultado afirmando que a verdadeira mudança é derrotar a esquerda. Na Argentina, Javier Milei repetiu seus ataques: chamou Flávio de querido amigo, usou o lema de seu partido e voltou a insultar Lula, ignorando a crise diplomática que ele próprio provocou ao agredir verbalmente o chefe de Estado brasileiro em ocasiões anteriores.
O tropeço geográfico de Donald Trump
O momento mais tragicômico da ofensiva internacional partiu do próprio líder republicano. Ao tentar usar o processo eleitoral brasileiro para desqualificar as eleições nos Estados Unidos, Donald Trump foi às redes sociais enaltecer a rapidez da apuração de 125 milhões de votos no mesmo dia, mas trocou completamente o mapa-múndi.
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Além de escancarar o erro ao confundir o território brasileiro com o país asiático — onde nem sequer havia eleições estaduais naquele domingo —, Trump produziu uma saia justa para a militância bolsonarista. Ao elogiar a rapidez e a capacidade técnica da apuração nacional para atacar o modelo norte-americano, o líder da Casa Branca acabou desautorizando a tese de desconfiança das urnas eletrônicas que aliados de Flávio tentaram emplacar no debate público.
Soberania popular frente à tutela estrangeira
A comoção fabricada por assessores estrangeiros e lideranças reacionárias evidencia a busca constante da candidatura bolsonarista por validação externa. Em contrapartida, o projeto liderado por Lula chega ao segundo turno respaldado pela soberania do voto popular e pelo compromisso histórico com as conquistas sociais do povo brasileiro, sem ceder a intromissões ou delírios conspiratórios que vêm de fora.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. diariodocentrodomundo.com.brMilei celebra segundo turno de Flávio Bolsonaro e fala em parceria com o Brasil
- 2. metropoles.comMilei comemora desempenho de Flávio Bolsonaro no 1º turno das eleições
- 3. iclnoticias.com.brTrumpistas, Milei e reacionários atacam Lula e comemoram eleição no Brasil - ICL Notícias
- 4. iclnoticias.com.brTrump erra, chama o Brasil de 'Índia' e elogia o voto eletrônico - ICL Notícias
