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Cobertura: Geopolítica

EUA se isolam na ONU e recusam aplausos a discurso soberano de Lula

Representantes de Donald Trump foram os únicos a ignorar a firme defesa do multilateralismo e a advertência de Lula contra a ingerência externa no Brasil.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • A delegação dos Estados Unidos foi a única a não aplaudir o discurso do presidente Lula na abertura da 81ª Assembleia-Geral da ONU.
  • Lula defendeu a soberania e o multilateralismo, afirmando que o Brasil 'não cabe no quintal de ninguém' e repudiou a coerção por tarifas.
  • Os representantes de Trump também se recusaram a aplaudir a homenagem de despedida prestada ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

Na abertura da 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a representação dos Estados Unidos adotou uma postura de isolamento diplomático e foi a única comitiva a não aplaudir o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto o plenário das Nações Unidas acolheu com palmas as diretrizes brasileiras de defesa do multilateralismo e da soberania internacional, os emissários do governo de Donald Trump permaneceram sentados e imóveis.

Estavam presentes na bancada norte-americana o secretário do Tesouro, Scott Bessent, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. Trump não estava no salão durante o pronunciamento do mandatário brasileiro, segundo os relatos do plenário da organização.

Isolamento da delegação americana no plenário da ONU

A recusa em manifestar respeito ao pronunciamento de Lula evidenciou o contraste entre o consenso internacional e a linha adotada por Washington. Enquanto outras delegações aplaudiram o presidente brasileiro ao menos duas vezes durante a sua intervenção, além da ovação ao término de sua fala, os representantes norte-americanos mantiveram-se em silêncio absoluto. O gesto não foi um episódio isolado: a delegação dos EUA também foi a única entre os mais de 190 Estados-membros a não aplaudir de pé o discurso de encerramento de Antonio Guterres no comando da secretaria-geral da ONU, que defendeu a reforma do Conselho de Segurança e a criação imediata de dois Estados para solucionar a crise no Oriente Médio.

Figuras do primeiro escalão de Trump, como a primeira-dama Melania Trump, o secretário de Estado Marco Rubio e a chefe de gabinete Susie Wiles, só se juntaram aos assentos americanos após a saída de Lula, para aguardar a fala do presidente republicano.

Soberania brasileira e recado direto contra ingerências externas

No púlpito da ONU, onde o Brasil cumpre o papel tradicional de abrir os debates gerais desde 1955, Lula reafirmou a autodeterminação nacional e contestou projetos unilaterais que buscam constranger a independência de outros povos. O presidente enfatizou que a escolha do destino político cabe exclusivamente à população de cada nação, rechaçando tentativas de tutela imperial.

"Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?" — Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil

Lula destacou que o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e frisou a necessidade de alianças baseadas no desenvolvimento mútuo e na cooperação: "Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais", declarou.

A advertência ocorre em meio às preocupações manifestadas pelo governo brasileiro quanto a movimentações de interferência de Washington na política interna, no momento em que Donald Trump articulou aproximação com setores bolsonaristas ao receber o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Casa Branca.

Retaliação econômica e o confronto entre soberania e subordinação

A firmeza do posicionamento do governo Lula em Nova York também respondeu diretamente à política agressiva de coerção comercial imposta pelos Estados Unidos, que decretou tarifas punitivas unilaterais contra a produção brasileira.

"A Organização Mundial do Comércio respira por aparelhos. Quando os governos capitulam frente aos que usam tarifas como armas de coerção e chantagem, as consequências são nefastas." — Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil

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Ao demarcar a disputa entre a soberania dos povos e a tentativa de imposição de hegemonias obsoletas, o pronunciamento de Lula na ONU consolidou o papel do Brasil como liderança central na defesa de uma governança global justa e democrática, assegurando a defesa intransigente dos interesses e do desenvolvimento do país diante de pressões externas.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. diariodocentrodomundo.com.brDelegação dos EUA foi a única que não aplaudiu discurso de Lula na ONU
  2. 2. g1.globo.comDelegação dos EUA não aplaude discurso de Lula na ONU | G1