Ex-prefeito de Curitiba rompe com MDB, declara voto em Lula e alerta contra submissão aos Estados Unidos
Ex-prefeito de Curitiba rompe com a cúpula do MDB e aliados da direita no Paraná para defender a soberania do Brasil, a cultura nacional e o compromisso social de Lula.

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Em resumo
- Rafael Greca declarou voto em Lula no segundo turno de 2026, confrontando a direção do MDB e aliados da direita paranaense alinhados a Flávio Bolsonaro.
- O ex-prefeito alertou para o risco de submissão do Brasil aos Estados Unidos e defendeu a preservação das terras raras e das riquezas nacionais.
- Greca destacou o compromisso do presidente Lula com os mais pobres, a manutenção da Lei Rouanet, a educação pública e a valorização do SUS.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
Na reta final da disputa presidencial, o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). O anúncio ocorreu durante um sarau no bairro Bom Retiro, na capital paranaense, na noite de segunda-feira (19 de outubro), e ganhou repercussão nesta terça-feira (20). Com um posicionamento enfático, Greca rompeu com a orientação da direção nacional do MDB e com o grupo político do governador Ratinho Júnior (PSD), que apoiam a candidatura bolsonarista, priorizando a soberania do país, os investimentos em cultura e a proteção aos mais necessitados.
Soberania e proteção das riquezas estratégicas
Ao fundamentar sua decisão, Greca colocou o interesse soberano do Brasil acima das disputas ideológicas e alertou para as investidas estrangeiras sobre patrimônios estratégicos, citando expressamente os minerais essenciais para a indústria tecnológica global.
“Pensem qual ideologia vale o direito de calar o Brasil, e calar o Brasil para só servir aos Estados Unidos, para só servir aos que querem as nossas terras raras, para só servir aos que querem lucrar com isso.” — Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba
O ex-prefeito associou a eleição de domingo (25 de outubro) à autonomia nacional e ao controle sobre as riquezas do solo brasileiro. Para embasar sua linha de pensamento, Greca evocou o legado trabalhista de Leonel Brizola, além de nomes históricos como Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira, expoentes da educação pública, e Jaime Lerner. Destacou também o Sistema Único de Saúde (SUS) como pilar fundamental de um Estado que protege sua população.
Defesa da cultura, da educação pública e do compromisso social
Em seu discurso a artistas e participantes do sarau, Greca ressaltou a prioridade histórica do presidente Lula no acolhimento ao povo trabalhador e na sustentação das artes. O líder paranaense apontou que Lula mantém o compromisso legítimo com a população de menor renda e assegura a continuidade de instrumentos vitais como a Lei Rouanet.
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Em contraposição, Greca denunciou o projeto da extrema direita representada por Flávio Bolsonaro, alertando para o estrangulamento deliberado de setores básicos. “Eles não querem a música, eles não querem o financiamento da cultura, eles não querem museus, eles não querem universidades, eles não querem escolas públicas”, afirmou o ex-prefeito.
Para explicar a necessidade de superar polarizações eleitorais em favor do país, utilizou uma metáfora da música brasileira, lembrando mestres como Ary Barroso, Heitor Villa-Lobos, Pixinguinha, Luiz Gonzaga e as matrizes africanas: “Não tem música de direita nem de esquerda, porque o gaiteiro, para tocar, precisa das duas mãos, a direita e a esquerda”.
Racha na direita paranaense em favor do projeto nacional
O gesto tem forte impacto no Paraná. Greca concorreu a vice-governador nas eleições de 2026 na chapa encabeçada por Sandro Alex (PSD), com chancela de Ratinho Júnior. A chapa foi derrotada em primeiro turno por Sergio Moro (PL), que recebeu mais de 3,12 milhões de votos válidos (50,10%) e passou a capitanear a campanha bolsonarista no estado.
Ao recusar a cartilha da cúpula do MDB e da base aliada de Ratinho e Moro, que abraçaram o projeto de Flávio Bolsonaro, Greca repete a opção feita no segundo turno de 2022, quando também se posicionou a favor de Lula. O ex-prefeito concluiu sua intervenção apelando à padroeira do país, Nossa Senhora Aparecida, para que inspire os eleitores a colocarem o futuro coletivo e a dignidade popular acima do sectarismo, consolidando um caminho de união e soberania para o Brasil.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. iclnoticias.com.brMoradores de favelas do Rio de Janeiro declaram voto em Lula nas redes sociais - ICL Notícias
- 2. revistaforum.com.brDe direita, ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca declara apoio a Lula - Revista Fórum
- 3. brasildefato.com.br‘Pensem no Brasil’: Greca declara voto em Lula e alerta para submissão aos Estados Unidos
- 4. esmaelmorais.com.brGreca faz o L por Lula e retoma gesto de 2022 contra Bolsonaro | Blog do Esmael
