Favelas do Rio reagem a manobra eleitoral e lançam mobilização por Lula
Após transferências de locais de votação e filas no primeiro turno, coletivos comunitários ocupam as redes com a campanha #FavelaVota13 para assegurar a presença nas urnas.

Núcleo editorial
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
Depois de enfrentar transferências de seções eleitorais de última hora e filas quilométricas no primeiro turno, as favelas do Rio de Janeiro resolveram dar a resposta onde a extrema direita mais teme: na organização popular. Pelo Instagram, o coletivo de comunicação comunitária Maré Vive puxou a campanha com a hashtag #FavelaVota13, convocando os moradores a gravar depoimentos declarando voto na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A mobilização reúne desde um grupo de mulheres negras evangélicas até o criador de conteúdo Raphael Vicente, que registrou um cortejo com instrumentos carnavalescos cruzando dez comunidades do Complexo da Maré. Longe de discursos vazios, os relatos colocam no centro da disputa a vida real e as conquistas concretas do povo trabalhador sob a gestão federal, lembrando obras do PAC das Favelas e programas de renda como o Bolsa Família e o Gás do Povo.
A educação também virou bandeira central nos vídeos gravados pelos próprios moradores, que destacam o alcance do programa Pé-de-Meia para manter os jovens na escola, ao lado das portas abertas no ensino superior pelo ProUni, Sisu e Fies.
O recado das redes e das ruas ganha contorno ainda mais nítido diante das barreiras impostas pela Justiça Eleitoral no início de outubro. Sob a justificativa de segurança, o TRE do Rio alterou 72 locais de votação e empurrou cerca de 202 mil eleitores para bairros distantes. Na Maré, onde 52% dos votantes precisaram sair da favela para achar uma urna, a abstenção saltou para 28,46% — bem acima dos 21,08% da média do país, como registrou apuração do ICL Notícias.
Se a intenção do aparato institucional e dos herdeiros do bolsonarismo era esfriar a participação da periferia na disputa contra Flávio Bolsonaro, a reação das lajes e vielas cariocas mostra o inverso: ninguém vai abrir mão de defender os direitos conquistados.
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Fontes desta notícia
A publicação original comprova o que foi dito. As demais fontes verificam contexto e alegações.
