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Cobertura: Política brasileira

Flávio Bolsonaro atropela a lei e pede voto ao sair de seção no Rio

Ao deixar o local de votação na Zona Norte do Rio, candidato do PL pediu votos diante dos repórteres e afrontou normas do TSE.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • Flávio Bolsonaro pediu voto de confiança no primeiro turno logo após votar na Escola Municipal Barão Homem de Mello, no Rio.
  • A Lei das Eleições e o TSE proíbem expressamente pedidos de voto e propaganda de boca de urna durante o horário de votação.
  • Antes do episódio, o senador já havia atacado o Judiciário em transmissão ao vivo e pressionado pelo voto útil da direita.

4 min de leitura

Imagem da reportagem de diariodocentrodomundo.com.br: Flávio Bolsonaro vota no Rio e diz que é alternativa para derrotar Lula
Reprodução de diariodocentrodomundo.com.br. Confira a autoria na fonte. — diariodocentrodomundo.com.br · Reprodução

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

Para a família Bolsonaro, as leis do país sempre funcionaram como meras sugestões de trânsito que podem ser ignoradas com a desculpa da ocasião. Na manhã deste domingo (4), o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) resolveu estrear seu dia de votação atropelando abertamente as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bastou colocar os pés para fora da seção 170 da Escola Municipal Barão Homem de Mello, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para transformar a entrevista coletiva em palanque clandestino e pedir voto nominal em si mesmo.

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Com as urnas abertas desde as 8h em todo o território nacional, Flávio ignorou a proibição legal de campanha no dia do pleito e disparou aos microfones:

Peço aos brasileiros que não permitam que isso aconteça e já me deem um voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno. — Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, em declaração registrada pela Revista Fórum

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O manual do deboche contra as regras do TSE

A legislação eleitoral brasileira não deixa margem para malabarismos semânticos. A Lei nº 9.504/1997, conhecida como Lei das Eleições, enquadra a arregimentação de eleitores e a realização de propaganda de boca de urna no dia do pleito como crime, sujeito a pena de detenção de seis meses a um ano — que pode ser substituída por prestação de serviços à comunidade — além de multa. Em orientação divulgada no dia 26 de setembro, a própria Justiça Eleitoral foi taxativa: abordar o eleitor ou tentar convencê-lo verbalmente a apoiar qualquer candidatura é conduta proibida enquanto durar a votação.

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Não se tratava de uma manifestação individual silenciosa, com o broche solitário no peito permitido a qualquer cidadão comum. O herdeiro político do bolsonarismo usou a atenção da imprensa para fazer propaganda explícita, associando o apelo a ataques contra a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem acusou de manter uma suposta "era do atraso". Como registrou o Diário do Centro do Mundo, Flávio ainda alegou, sem apresentar provas, que adversários usaram recursos públicos e interferiram na disputa.

O histórico recente de confronto com as instituições

O constrangimento gerado nas redes sociais, registrado pelo Poder360, não ocorre no vácuo. Trata-se do desdobramento previsível de uma campanha construída à base de animosidade contra as cortes superiores. Na quinta-feira (1º), após desistir de participar do debate na televisão, o parlamentar promoveu uma transmissão ao vivo atacando ministros do Supremo Tribunal Federal e acusando o TSE de perseguição política, conforme reportado pelo Brasil de Fato.

Na ocasião, Flávio reclamou da presença de supostos "amigos do Lula" na Justiça Eleitoral, omitindo com extrema conveniência que o tribunal é presidido por Kássio Nunes Marques e tem André Mendonça na vice-presidência — ambos indicados ao Judiciário justamente por seu pai, Jair Bolsonaro. Na mesma transmissão, o candidato do PL já apelava para o desespero ao pedir que os apoiadores descartassem outros nomes da direita, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, para tentar salvar sua empreitada ainda na largada.

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Ao trocar o respeito à lei pelo apelo desesperado na saída da seção eleitoral, Flávio Bolsonaro encerra a campanha do primeiro turno exatamente como a conduziu: desafiando as regras democráticas e apostando que a audácia dos microfones possa conter a força popular do projeto de reconstrução liderado por Lula.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. diariodocentrodomundo.com.brFlávio Bolsonaro vota no Rio e diz que é alternativa para derrotar Lula
  2. 2. revistaforum.com.brVÍDEO: Flávio Bolsonaro comete crime eleitoral ao votar no Rio de Janeiro - Revista Fórum
  3. 3. brasildefato.com.brEm live, Flávio Bolsonaro ataca STF e TSE e pede ao eleitor que descarte outros presidenciáveis de direita
  4. 4. poder360.com.brInternautas falam em “crime eleitoral” em fala de Flávio