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Cobertura: Política brasileira

Governo Lula fecha o cerco contra invasão de bets ilegais e já processou 17 operadoras

Levantamento mostra corrida de 543 plataformas clandestinas após medida provisória; União responde com bloqueios, corte de repasses e ação bilionária.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • Levantamento da Bet Legal identificou 543 novas plataformas clandestinas criadas após a medida provisória que proibiu apostas e jogos on-line no país.
  • Força-tarefa federal já derrubou 506 sites irregulares e o Ministério da Fazenda acumula mais de 78 mil domínios bloqueados com apoio da Anatel.
  • Além do bloqueio técnico e financeiro, a AGU processou 17 operadoras em R$ 1 bilhão e o governo enviou projeto de lei com pena de prisão para o setor.

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Imagem da reportagem de brasil247.com: Mais de 500 bets ilegais surgem após proibição do governo, mostra levantamento
Reprodução de brasil247.com. Confira a autoria na fonte. — brasil247.com · Reprodução

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

A decisão firme do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de cortar pela raiz o mercado predatório de apostas e cassinos virtuais gerou uma reação imediata dos operadores clandestinos. Um levantamento conduzido pela plataforma Bet Legal revelou que 543 novas casas ilegais surgiram entre o final da tarde de sexta-feira (25) e a tarde de segunda-feira (28), logo após a edição da Medida Provisória nº 1.394, que proibiu as apostas de quota fixa e jogos on-line em território nacional.

A movimentação dos infratores começou nos primeiros minutos da norma: foram 41 novas páginas registradas apenas na primeira hora seguinte ao anúncio presidencial e outras 292 no sábado (26). Longe de surpreender as autoridades, a corrida clandestina encontrou pronta resposta institucional dos órgãos federais para sufocar as tentativas de drible à legislação protetiva.

Resposta rápida e estrangulamento financeiro

Em sincronia com a assinatura da medida provisória, a força-tarefa composta pelos ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública retirou do ar 506 páginas com indícios de oferta irregular no domingo (27). A atuação preventiva já vinha sendo executada: a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) havia encaminhado 57.691 domínios e URLs para bloqueio junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ao longo do ano, alcançando uma marca superior a 78 mil restrições totais computadas pela pasta.

Para impedir que empresas se camuflem sob dezenas de endereços espelho, a determinação governamental foca na raiz da exploração: o fluxo de dinheiro. Conforme explicou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, a barreira financeira foi erguida na largada:

"A partir da publicação dessa medida provisória, as contas onde as plataformas de apostas recebem os aportes dos apostadores não serão mais admitidos nenhum novo aporte a partir da publicação da medida provisória."

Pelo cronograma estabelecido, os apostadores têm até o dia 5 de outubro para retirar voluntariamente seus saldos. A partir de 6 de outubro, todas as plataformas e aplicativos devem sair do ar em definitivo. Os saldos remanescentes serão devolvidos pelos bancos entre 9 e 14 de outubro mediante identificação por CPF, cabendo à Caixa Econômica Federal a liquidação de pendências posteriores.

Vigilância sobre big techs e canais de divulgação

O cerco federal mira também o ecossistema de propaganda digital que sustentava o assédio aos consumidores. Um relatório elaborado pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), flagrou a continuidade de publicidades irregulares em grandes plataformas.

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No Google, a varredura identificou cerca de 1.960 anúncios ligados a sete domínios entre os dias 25 e 27 de setembro, com chamadas prometendo ganhos fáceis. Na Meta, o centro de inteligência cibernética documentou peças que utilizavam perfis disfarçados e endereços mascarados para atrair apostadores. O Ministério da Justiça mapeou ainda 43 canais no Telegram, reunindo 212 mil participantes dedicados a circular links alternativos.

Diante das constatações, os órgãos federais convocaram reuniões técnicas com Google, Meta e TikTok, exigindo medidas rigorosas para barrar conteúdos pagos e orgânicos impulsionados por intermediários e influenciadores.

Cobrança de R$ 1 bilhão e tipificação criminal

Enquanto associações do setor, como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), acionaram o Supremo Tribunal Federal tentando barrar a MP, o governo federal avançou em duas frentes de responsabilização civil e penal.

Por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), a Presidência ajuizou uma ação na Justiça Federal em Pernambuco contra 17 grandes operadoras de apostas, cobrando R$ 1 bilhão a título de danos morais coletivos e ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS). O governo aponta que, enquanto as empresas embolsavam lucros volumosos, o SUS viu os atendimentos ligados ao transtorno do jogo patológico saltarem 140% entre 2018 e 2025, arcando com o custo do adoecimento coletivo gerado por 10,9 milhões de brasileiros em padrão problemático ou de risco.

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Em paralelo à reparação sanitária, o presidente Lula encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que criminaliza a operação e a propaganda das apostas proibidas, estipulando pena de 4 a 6 anos de reclusão e multa, inclusive para executivos sediados no exterior. O conjunto de medidas consolida o compromisso do Executivo em resguardar o orçamento popular, a dignidade das famílias e a saúde pública contra os abusos do capital desregulado.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comMais de 500 bets ilegais surgem após proibição do governo, mostra levantamento
  2. 2. diariodocentrodomundo.com.brMais de 500 sites ilegais de apostas foram criados desde fim das bets
  3. 3. g1.globo.comApós proibição, mais de 500 novas bets ilegais foram criadas | G1
  4. 4. ultimosegundo.ig.com.brApós MP das bets, 500 sites saem do ar e 500 ilegais são criados