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Cobertura: Política brasileira

Grupo de Flávio Bolsonaro manobra para travar fim da 6×1 no Senado

Articulada por Rogério Marinho, oposição tenta esvaziar sessões para impedir o debate da proposta prioritária do governo Lula que reduz a jornada sem corte salarial.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • Davi Alcolumbre manteve para esta terça-feira (6) a primeira de três sessões de debate sobre o fim da escala 6×1 no Senado.
  • A campanha de Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho atua para esvaziar o plenário e impedir o quórum da matéria.
  • A proposta apoiada pelo governo Lula reduz a jornada para 40 horas semanais com dois dias de descanso e sem redução salarial.

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Visão geral do plenário do Senado Federal com bancadas, tribuna e mesas de trabalho
Plenário do Senado Federal, em Brasília — Boaventuravinicius. Wikimedia Commons · CC BY-SA

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) montou uma ofensiva nesta terça-feira (6) para tentar barrar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6×1 no Senado. Coordenada pelo líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), a articulação visa esvaziar o plenário e inviabilizar o quórum das sessões de discussão.

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Apesar das manobras da bancada conservadora, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve o cronograma de debates da proposta, que é uma das prioridades históricas abraçadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa dos trabalhadores. A primeira de três sessões semipresenciais está marcada para esta terça-feira (6), com desdobramentos previstos para quarta (7) e quinta-feira (8).

Articulação patronal e boicote ao plenário

A PEC — que tem como autor principal o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) e já foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado — reduz o limite da jornada de 44 para 40 horas semanais, assegura dois dias de repouso remunerado e proíbe qualquer redução nos salários.

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A resistência liderada por Rogério Marinho atende a pressões diretas de entidades empresariais dos setores de comércio, serviços e indústria. Marinho, que já havia votado contra o texto na CCJ, atua em sintonia com a cúpula bolsonarista para postergar a matéria, impedindo que o governo consiga os votos e presenças necessárias para cumprir os ritos regimentais.

Conflito central no segundo turno

A tentativa de travar a redução da jornada explicita o contraste entre os dois projetos em disputa na corrida presidencial. Enquanto o governo Lula sustenta o fim da escala 6×1 como medida urgente de saúde, dignidade e justiça social para a classe trabalhadora, o grupo de Flávio Bolsonaro opera em favor dos interesses corporativos do grande patronato.

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O regimento do Senado exige cinco sessões de discussão antes da primeira votação em plenário, na qual serão necessários ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos. Ao tentar inviabilizar o calendário especial e as discussões ordinárias, o bolsonarismo expõe sua aversão a conquistas trabalhistas, no momento em que a sociedade acompanha de perto quem atua ao lado de quem produz e quem trabalha pelo atraso social.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. cartacapital.com.brMichel Temer declara a apoio a Flávio Bolsonaro: 'caminho diferente'
  2. 2. iclnoticias.com.brGrupo de Flávio Bolsonaro quer impedir discussão do fim da 6x1, prevista para hoje no Senado
  3. 3. revistaforum.com.brCampanha de Flávio se mobiliza para impedir fim da escala 6x1 no Senado - Revista Fórum