Grupo de Flávio Bolsonaro manobra para travar fim da 6×1 no Senado
Articulada por Rogério Marinho, oposição tenta esvaziar sessões para impedir o debate da proposta prioritária do governo Lula que reduz a jornada sem corte salarial.

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Em resumo
- Davi Alcolumbre manteve para esta terça-feira (6) a primeira de três sessões de debate sobre o fim da escala 6×1 no Senado.
- A campanha de Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho atua para esvaziar o plenário e impedir o quórum da matéria.
- A proposta apoiada pelo governo Lula reduz a jornada para 40 horas semanais com dois dias de descanso e sem redução salarial.
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A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) montou uma ofensiva nesta terça-feira (6) para tentar barrar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6×1 no Senado. Coordenada pelo líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), a articulação visa esvaziar o plenário e inviabilizar o quórum das sessões de discussão.
Apesar das manobras da bancada conservadora, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve o cronograma de debates da proposta, que é uma das prioridades históricas abraçadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa dos trabalhadores. A primeira de três sessões semipresenciais está marcada para esta terça-feira (6), com desdobramentos previstos para quarta (7) e quinta-feira (8).
Articulação patronal e boicote ao plenário
A PEC — que tem como autor principal o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) e já foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado — reduz o limite da jornada de 44 para 40 horas semanais, assegura dois dias de repouso remunerado e proíbe qualquer redução nos salários.
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A resistência liderada por Rogério Marinho atende a pressões diretas de entidades empresariais dos setores de comércio, serviços e indústria. Marinho, que já havia votado contra o texto na CCJ, atua em sintonia com a cúpula bolsonarista para postergar a matéria, impedindo que o governo consiga os votos e presenças necessárias para cumprir os ritos regimentais.
Conflito central no segundo turno
A tentativa de travar a redução da jornada explicita o contraste entre os dois projetos em disputa na corrida presidencial. Enquanto o governo Lula sustenta o fim da escala 6×1 como medida urgente de saúde, dignidade e justiça social para a classe trabalhadora, o grupo de Flávio Bolsonaro opera em favor dos interesses corporativos do grande patronato.
O regimento do Senado exige cinco sessões de discussão antes da primeira votação em plenário, na qual serão necessários ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos. Ao tentar inviabilizar o calendário especial e as discussões ordinárias, o bolsonarismo expõe sua aversão a conquistas trabalhistas, no momento em que a sociedade acompanha de perto quem atua ao lado de quem produz e quem trabalha pelo atraso social.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. cartacapital.com.brMichel Temer declara a apoio a Flávio Bolsonaro: 'caminho diferente'
- 2. iclnoticias.com.brGrupo de Flávio Bolsonaro quer impedir discussão do fim da 6x1, prevista para hoje no Senado
- 3. revistaforum.com.brCampanha de Flávio se mobiliza para impedir fim da escala 6x1 no Senado - Revista Fórum
