Índice de Popularidade Digital é 86% correlacionada com vitória nas urnas e Lula ultrapassou Flávio
Índice da Quaest e levantamento da PUC-Rio mostram forte correlação entre redes e votos; petista ultrapassa Flávio Bolsonaro na reta final.

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Em resumo
- Lula assumiu a liderança do Índice de Popularidade Digital da Quaest ao atingir 82,6 pontos, revertendo a dianteira mantida por Flávio Bolsonaro.
- Estudo da PUC-Rio aponta que 74% dos estados registraram correlação direta entre engajamento em redes e votação para a Câmara em 2022.
- Avanço digital do presidente reflete a pauta do fim da escala 6x1, grandes atos de rua e a nova articulação da militância em mensagens.
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A correlação entre o desempenho nas plataformas digitais e a mobilização de eleitores consolidou-se como um dos principais termômetros da disputa política no Brasil. Levantamentos recentes e pesquisas acadêmicas indicam que métricas de engajamento virtual mantêm estreita relação com a capacidade de mobilização eleitoral e com a presença nas urnas, especialmente em cenários polarizados.
Neste segundo turno das eleições presidenciais de 2026, os dados do Índice de Popularidade Digital (IPD), apurados pela consultoria Quaest entre 4 e 15 de outubro, registraram a virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que saltou de 70,7 para 82,6 pontos. O senador Flávio Bolsonaro, que havia liderado o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista, recuou nas redes de 80 para 76,4 pontos no mesmo intervalo.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o IPD mantém, desde 2020, elevado nível de correlação com os resultados das urnas, embora não represente intenção de voto nem antecipe vencedores. O índice processa 175 variáveis em redes como Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, X, Google e Wikipédia, ponderando alcance, reações, compartilhamentos e filtros contra contas automatizadas.
O indicador é uma sinalização de mudança de quadro. Sugere que Flávio perdeu a condição de favorito que ele sustentava no primeiro turno, muito pelo que chamamos de ‘wake-up call’, ou despertar, da campanha petista, depois do resultado das urnas. — Felipe Nunes, diretor da Quaest, em declaração à Folha de S.Paulo
Pesquisa acadêmica avalia peso das redes na formação do voto
A relação entre presença digital e êxito eleitoral já havia sido mensurada de forma sistemática pelo Grupo de Pesquisa em Comunicação Política (COMP) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). O relatório sobre as eleições de 2022 apontou que o desempenho no Instagram alcançou até 92,7% de precisão na antecipação do resultado para a Câmara dos Deputados em determinados contextos estaduais.
O levantamento da PUC-Rio analisou as campanhas vitoriosas para deputado federal cruzando dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com dados de circulação do Facebook e do Instagram. Em 74% dos estados brasileiros, foi identificada correlação direta entre o volume de engajamento e o quantitativo de sufrágios obtidos pelos candidatos.
Arthur Ituassu, coordenador da pesquisa e professor da PUC-Rio, destacou que estados como Minas Gerais, Paraná e Goiás figuraram como centros de altíssimo impacto digital sobre o voto. Ituassu ressaltou, contudo, que o ambiente digital não substitui completamente as formas tradicionais de campanha, mas altera sua dinâmica em um sistema de mídia híbrido, no qual redes sociais, televisão e atuação presencial de rua atuam de maneira complementar.
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Pautas do trabalho e militância puxam reação de Lula
A reação de Lula nas redes decorre da sintonia com demandas populares e do engajamento orgânico da base. A aprovação no Senado da proposta pelo fim da escala de trabalho 6x1 forneceu tração direta à comunicação progressista, aliando uma pauta central da classe trabalhadora a atos massivos de apoiadores na Avenida Paulista e na praia de Copacabana.
Além da agenda econômica e trabalhista, a campanha reorganizou a presença digital com a colaboração dos deputados federais eleitos Ana Elisa (PT-MG) e André Janones (Rede-MG). A estratégia incorporou vídeos verticais em estilo direto e distribuição de tarefas mobilizadoras pelo canal de mensagens WhatsApp, estimulando a militância em várias plataformas.
Do lado bolsonarista, apoios de figuras tradicionais como Michel Temer, Ronaldo Caiado e Romeu Zema não estancaram a desaceleração digital de Flávio Bolsonaro, cuja base demonstrou acomodação após a primeira votação.
Mobilização digital foca o combate à abstenção
Com as pesquisas de intenção de voto do segundo turno indicando empate técnico — a Quaest apontou 46% para Flávio e 44% para Lula em 14 de outubro, enquanto o Datafolha registrou 51% a 49% em votos válidos no dia 15 —, a ativação das redes torna-se o instrumento central para combater o absenteísmo.
No primeiro turno, 33,4 milhões de eleitores deixaram de votar. Diante da margem estreita na disputa, a curva ascendente de motivação e presença popular nas redes representa o vetor decisivo para incentivar o comparecimento às urnas e assegurar a continuidade do projeto de reconstrução do país.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. brasil247.comLula supera Flávio Bolsonaro em popularidade digital e ganha força no segundo turno, diz Quaest
- 2. diariodocentrodomundo.com.brLula supera Flávio Bolsonaro em índice de popularidade digital no 2º turno
- 3. iclnoticias.com.brLULA VIRA NAS REDES - ICL Notícias
- 4. www1.folha.uol.com.brLula ultrapassa Flávio Bolsonaro em índice de popularidade digital após fôlego no 2º turno
