Kassab alerta para risco de caos institucional se Flávio vencer
Presidente do PSD aponta ameaça de confronto com o Judiciário pela bancada bolsonarista e condena planos da direita de cortar aposentadorias.

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Em resumo
- Kassab declarou torcer contra um caos institucional provocado pela investida bolsonarista no Senado contra ministros do Supremo.
- O presidente do PSD criticou propostas da campanha de Flávio Bolsonaro que miram cortes de gastos sobre aposentados e pensionistas.
- Lideranças do PSD apoiam a reeleição de Lula, cuja força política e capacidade eleitoral foram reconhecidas pelo dirigente partidário.
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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, externou apreensão com a possibilidade de agravamento dos conflitos institucionais no país caso o senador Flávio Bolsonaro vença o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial. Em entrevista divulgada nesta sexta-feira (09/10/2026), o dirigente advertiu para as pretensões da bancada de extrema direita no Senado de transformar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em palanque permanente.
Embora tenha dito confiar no funcionamento regular das instituições, Kassab admitiu a existência de um cenário conflagrado diante da pressão que parlamentares bolsonaristas pretendem exercer sobre a Corte máxima do país.
"Eu torço para não haver nenhum caos institucional, né? Eu torço pela estabilidade das instituições, das relações. Eu confio muito na estabilidade da nossa democracia, não acho que [o caos] vai acontecer." — Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, ao jornal Folha de S.Paulo
Ofensiva contra o Supremo acende alerta institucional
O dirigente partidário frisou que a atuação de senadores não pode se transformar em instrumento de desestabilização democrática sob pretexto de embate ideológico. Kassab rechaçou expressamente a tática bolsonarista de usar o afastamento de magistrados como bandeira eleitoral, assinalando que a fiscalização e a postura correta devem nortear o Parlamento, sem atropelos golpistas.
Apesar de defender alterações regimentais pontuais — como mandato fixo de dez anos e idade mínima de 60 anos para novos indicados à Corte —, Kassab enfatizou que a superação de atritos exige respeito estrito à legalidade e funcionamento das instituições.
Ameaça a aposentadorias e a farra das emendas
A agenda econômica ventilada pelos assessores da chapa de Flávio Bolsonaro também foi alvo de críticas duras por parte do dirigente do PSD. Kassab condenou a perspectiva de ajuste fiscal desenhada pelos conselheiros neoliberais do candidato do PL, que pretendem cortar benefícios previdenciários da população vulnerável.
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"Vejo aí alguns falando [na equipe de Flávio] em pegar aposentado, pensionista, não tem sentido começar por aí." — Gilberto Kassab sobre as propostas econômicas da campanha do PL
Kassab também reprovou o volume de recursos federais sequestrado pelas emendas parlamentares, que atinge cerca de R$ 70 bilhões por ano. O presidente do PSD classificou o montante como desproporcional e eleitoreiro, pontuando que o mecanismo trava a renovação democrática do Congresso ao blindar privilégios de quem já detém mandatos.
Disputa no segundo turno e a força de Lula
Ao traçar o cenário para a rodada final da sucessão presidencial, Kassab reconheceu a extraordinária competitividade do presidente Lula, ressaltando que sua autoridade política supera as flutuações conjunturais e mantém a disputa rigorosamente aberta.
Mesmo com a liberação formal do PSD no segundo turno — medida que levou Ronaldo Caiado a marchar com o PL —, figuras de peso da legenda, como o senador Otto Alencar, o deputado federal Antonio Brito e o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, declararam voto e mobilização em defesa do presidente Lula. O partido atualmente comanda três ministérios na gestão federal.
Kassab ressaltou ainda que qualquer mandatário precisará negociar com um Parlamento fragmentado, lembrando que o PL não possui força para aprovar emendas constitucionais isoladamente. A garantia de direitos sociais e a preservação do pacto federativo seguem no centro da disputa que definirá os rumos da nação.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. brasil247.comKassab diz temer risco de crise institucional com Flávio Bolsonaro no poder
- 2. jornaldebrasilia.com.brTorço para que não haja caos institucional se Flávio vencer, diz Kassab - Jornal de Brasília
- 3. Instagram — Folha de S.PauloO presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirma torcer para que não haja "caos institucional" na relação entre Executivo e Judiciário caso Flávio Bolsonaro (PL) vença Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Ressalvando não acreditar que isso vá ocorrer, Kassab reconhece a situação conflituo
