Lula arrasta multidão em Juiz de Fora e festeja o fim da escala 6x1
Ao lado de 60 mil trabalhadores nas ruas de Minas Gerais, o presidente comemorou a emenda que sepulta a escala 6x1 e defendeu transporte gratuito nos fins de semana.

Núcleo editorial
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
Enquanto a oposição de extrema-direita ainda tenta assimilar a derrota política sofrida no Congresso Nacional, Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta sexta-feira (16) em Juiz de Fora para comemorar nos braços de quem mais importa: a classe trabalhadora. Um mar de cerca de 60 mil pessoas tomou as vias centrais da cidade mineira, cena compartilhada pelo perfil Janoninho no X que atesta a temperatura popular às vésperas da votação decisiva do segundo turno.
O atraso no desembarque teve um motivo que qualquer trabalhador assalariado celebra com gosto: pela manhã, em Brasília, foi promulgada a Emenda Constitucional 141, que encerra de vez a escorchante escala 6×1. Originada da PEC 221/2019, a nova norma constitucional reduz a jornada máxima para 42 horas já em dezembro de 2026 e atinge 40 horas no ano seguinte, com proibição expressa de qualquer redução nos contracheques. Reportagem do portal Diário do Centro do Mundo registrou a caminhada em Juiz de Fora, onde o presidente esteve ao lado da senadora eleita Marília Campos e do governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles.
Ninguém vai ter prejuízo com o fim da escala 6×1. Ninguém. Quem vai ganhar é o Brasil. Quem vai ganhar é o povo trabalhador. Quem vai ganhar são as mulheres que vão ter dois dias para descansar e cuidar da família.
Além de consagrar a conquista histórica do tempo de descanso, Lula colocou na mesa o passo seguinte da dignidade urbana ao defender gratuidade total nos ônibus aos sábados e domingos. De que adianta o fim de semana livre se a catraca cobra pedágio para o lazer da periferia? Em terra onde o líder sindical Clodesmidt Riani fincou raízes na luta pelo 13º salário, o presidente honrou a memória operária e alertou a multidão sobre a necessidade de barrar a volta do bolsonarismo nas urnas em 25 de outubro, deixando claro que direito trabalhista não cai do céu: conquista-se com voto, mobilização e projeto popular.
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Fontes desta notícia
A publicação original comprova o que foi dito. As demais fontes verificam contexto e alegações.
