Lula cobra abertura total do caso Master e critica André Mendonça
Em entrevista à Record, o presidente defendeu apuração integral sem distinção e criticou a divulgação seletiva de informações no Supremo.

Núcleo editorial
Atualizado em 16 de setembro de 2026
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Em resumo
- Em entrevista à Record nesta terça-feira (15), o presidente Lula cobrou a abertura irrestrita dos sigilos vinculados às investigações do Banco Master.
- Lula criticou a conduta do ministro André Mendonça, apontando que o magistrado retinha dados como segredo de Estado e liberava apenas o que lhe convinha.
- O mandatário sustentou que o presidente do STF, Edson Fachin, dispõe dos instrumentos para investigar todos os envolvidos sem qualquer privilégio.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou a cobrança por rigor ético e transparência nas instituições ao defender, nesta terça-feira (15), a abertura completa dos sigilos relativos às apurações do Banco Master. Em entrevista concedida aos jornalistas Eduardo Ribeiro e Mariana Godoy, do Jornal da Record, o mandatário criticou diretamente a conduta do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na retenção de dados e sustentou que nenhuma autoridade pode ficar imune a investigações quando houver suspeitas.
A manifestação ocorreu horas após a sessão extraordinária do STF marcada por impasses internos em torno das apurações que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e a própria atuação de Mendonça, julgamento suspenso após pedido de vista de Flávio Dino. Para Lula, a apuração dos fatos ligados à rede do ex-banqueiro Daniel Vorcaro exige luz irrestrita para proteger o interesse público e dissipar manipulações de bastidor.
A cobrança por transparência irrestrita
Ao abordar a divulgação de procedimentos pelo relator originário do caso no Supremo, o presidente confrontou a seletividade com que dados vinham sendo tratados. Mendonça, indicado à Corte sob Jair Bolsonaro, havia liberado relatórios com mensagens atribuídas a Vorcaro que citavam Moraes, mas mantinha em sigilo dados bancários e fiscais de mais de trinta investigados no desdobramento da Operação Compliance Zero.
"Aquilo que André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado e só soltava o que interessava a ele agora pode ser aberto para toda a sociedade saber quem estava mentindo nisso." — Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, em entrevista ao Jornal da Record
Lula frisou que a Presidência da Corte, sob o comando do ministro Edson Fachin, tem as condições necessárias para conduzir os procedimentos com retidão republicana. O presidente ressaltou que Fachin passou a centralizar decisões e solicitar maior publicidade dos autos, assumindo a relatoria de petições ligadas ao episódio. "O Fachin tem agora a faca e o queijo na mão para abrir tudo e saber quem fez o quê na Suprema Corte. E quem fez algo tem que ser punido, tem que ser julgado", apontou o mandatário.
Crise no Supremo e a apuração sem distinção
O debate no plenário do STF girava em torno de questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes para examinar em conjunto tanto o pedido de apuração contra Moraes quanto a legalidade dos métodos aplicados por Mendonça. Com a vista de Dino, a deliberação restou suspensa, deixando em aberto a definição sobre o formato do julgamento.
Lula reforçou que blindagens corporativas contrariam o papel constitucional da mais alta Corte do país. O presidente lembrou que Vorcaro teve sua ascensão institucional consolidada a partir de 2019 e classificou as articulações como uma engrenagem que buscou cooptar setores políticos e judiciais. Diante dessa realidade, reiterou que a resposta do Estado precisa ser cabal: "Não tem trégua. É preciso investigar todos, sem distinção".
Compromisso com a moralização institucional
O presidente também associou o enfrentamento à crise no Judiciário a uma agenda necessária de reformas estruturais. Lula defendeu a discussão sobre a limitação temporal de mandatos nas cúpulas de tribunais, novos critérios de indicação e normas rígidas para coibir conflitos de interesse de familiares de magistrados que exercem a advocacia.
"Quem for ministro ou quem estiver no Poder Judiciário não pode querer ficar rico", enfatizou o presidente, destacando que a credibilidade pública depende de parâmetros rigorosos de probidade. Ao apontar o compromisso de expor qualquer irregularidade, Lula concluiu que passar o país a limpo é um passo fundamental para assegurar um Brasil mais justo e transparente para a maioria da população.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. brasil247.comLula Criticizes STF's André Mendonça on Master Case Secrecy
- 2. diariodocentrodomundo.com.brLula acusa Mendonça de ocultar dados do Master e cobra investigação total
- 3. veja.abril.com.brLula faz críticas a Mendonça e defende quebra de sigilo do Master em comício
- 4. tmc.com.brLula critica Mendonça e cobra divulgação integral de investigação do Banco Master
