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Cobertura: Escala 6×1

Lula convoca mobilização nas ruas e pressiona pelo fim da escala 6x1

Em vídeo gravado para as redes, o presidente chamou o povo para defender a democracia e expôs a recusa de Flávio Bolsonaro em aprovar jornada digna.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • Lula divulgou vídeo convocando apoiadores a irem às ruas conversar com a população para barrar o retrocesso no país.
  • Presidente defendeu aprovação no Senado da PEC que reduz a jornada máxima para 40 horas sem diminuir os salários.
  • Flávio Bolsonaro se posiciona contra o fim da escala 6x1, enquanto PL e Republicanos tentam travar votação antes do pleito.

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Cerimônia Democracia Inabalada realizada no Congresso Nacional, em Brasília
Cerimônia Democracia Inabalada no Congresso Nacional relembra invasões aos Três Poderes em Brasília — Agência Senado from Brasilia, Brazil. Wikimedia Commons · CC BY

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nesta quarta-feira (7) um vídeo em suas redes sociais convocando a militância e os apoiadores a irem às ruas para dialogar diretamente com a população e impedir o retorno do que classificou como "retrocesso" ao comando do país. O chamado ocorre na esteira da disputa do segundo turno, após a votação do último domingo (4), em que Lula ficou a 2,3 milhões de votos do candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro (PL).

Na gravação, feita em formato direto e pessoal, o presidente enfatizou a necessidade de mobilização ativa em defesa das conquistas sociais, do crescimento econômico e da educação.

"Bora, gente, pra rua, vamos conversar com as pessoas, você que gosta do Brasil, que gosta da educação, da democracia, que quer ter emprego de qualidade, continuar estudando e ver o Brasil crescer, que precisa melhorar de vida, bora pra rua. Vamos ganhar estas eleições para não permitir que o retrocesso volte para esse país, vamos lá gente, tá na hora." Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, em vídeo publicado nas redes sociais g1

Defesa dos direitos e o fim da escala 6x1

A convocatória popular se soma à firme defesa que o presidente tem feito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a estafante escala de trabalho 6x1. O texto, que já obteve aprovação na Câmara dos Deputados e começou a ser debatido no plenário do Senado nesta terça-feira (6), propõe uma jornada de até 40 horas semanais, distribuída em cinco dias de trabalho para dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.

Ao colocar a pauta no centro do debate político, Lula expôs as prioridades antissociais da candidatura adversária. O senador Flávio Bolsonaro declarou-se frontalmente contra a garantia de dois dias semanais de folga para os trabalhadores.

Em declaração pública nesta terça-feira, Lula denunciou a lógica patronal do concorrente: "Flávio Bolsonaro é contra. Para ele, quem trabalhar menos tem que ganhar menos. Queria ver ele explicar para uma mãe de família qual conta ela deixa de pagar para poder descansar. A comida? A luz? O aluguel? Quem vive de salário sabe que isso não é escolha", declarou o presidente.

Lula também reiterou sua confiança na presidência do Senado, sob comando do senador Davi Alcolumbre, para colocar a matéria em votação definitiva antes do pleito de outubro, desafiando a bancada do PL a demonstrar publicamente se votará ou não a favor dos trabalhadores.

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Articulação no Senado e a manobra da oposição

Enquanto os parlamentares governistas concentram esforços para aprovar o texto em dois turnos antes da votação de segundo turno, integrantes do PL e do Republicanos organizaram reuniões nesta quarta-feira (7) para traçar manobras regimentais que impeçam a apreciação da matéria em plenário.

A estratégia das forças progressistas visa justamente escancarar para o eleitorado quem atua pelo avanço da qualidade de vida e quem trabalha nos bastidores do Congresso Nacional para manter jornadas exaustivas e precarizadas a serviço dos interesses do grande empresariado.

Reforço na mobilização digital

Paralelamente à presença nas ruas, a campanha de Lula e aliados do campo progressista aceleram a resposta no terreno digital. O adversário Flávio Bolsonaro investe três vezes mais em redes sociais do que a campanha de Lula, sustentada até então com maior ênfase em materiais impressos e presença física nas bases, segundo dados apurados pelo Diário do Centro do Mundo.

Para enfrentar o aparato financeiro da direita, lideranças aliadas estruturam iniciativas de mobilização espontânea. O deputado federal André Janones (Rede-MG) organizou o grupo "Exército do Lula" pelo aplicativo WhatsApp, ultrapassando a marca de 1 milhão de pessoas integradas na noite de terça-feira, de acordo com o portal ICL Notícias. O objetivo do coletivo é massificar a comunicação popular e amplificar conteúdos do cotidiano do presidente, articulando influenciadores e parlamentares recém-eleitos do campo de esquerda para disputar voto a voto.

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Ao associar o chamado militante às reivindicações materiais imediatas da classe trabalhadora, o governo Lula coloca a dignidade do trabalho e os direitos sociais como a principal linha divisória da disputa pelo futuro do Brasil.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comSerial killer? 5 corpos são encontrados envoltos em plástico pelas ruas da cidade de SP
  2. 2. diariodocentrodomundo.com.brCampanha de Flávio investe três vezes mais em redes sociais do que Lula
  3. 3. iclnoticias.com.brJanones reúne 1 milhão em tropa digital e quer mostrar Lula com mais calçada e menos helicóptero - ICL Notícias
  4. 4. g1.globo.comNas redes sociais, Lula convoca apoiadores a irem às ruas impedir