Lula convoca mobilização nas ruas e pressiona pelo fim da escala 6x1
Em vídeo gravado para as redes, o presidente chamou o povo para defender a democracia e expôs a recusa de Flávio Bolsonaro em aprovar jornada digna.

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Em resumo
- Lula divulgou vídeo convocando apoiadores a irem às ruas conversar com a população para barrar o retrocesso no país.
- Presidente defendeu aprovação no Senado da PEC que reduz a jornada máxima para 40 horas sem diminuir os salários.
- Flávio Bolsonaro se posiciona contra o fim da escala 6x1, enquanto PL e Republicanos tentam travar votação antes do pleito.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nesta quarta-feira (7) um vídeo em suas redes sociais convocando a militância e os apoiadores a irem às ruas para dialogar diretamente com a população e impedir o retorno do que classificou como "retrocesso" ao comando do país. O chamado ocorre na esteira da disputa do segundo turno, após a votação do último domingo (4), em que Lula ficou a 2,3 milhões de votos do candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro (PL).
Na gravação, feita em formato direto e pessoal, o presidente enfatizou a necessidade de mobilização ativa em defesa das conquistas sociais, do crescimento econômico e da educação.
"Bora, gente, pra rua, vamos conversar com as pessoas, você que gosta do Brasil, que gosta da educação, da democracia, que quer ter emprego de qualidade, continuar estudando e ver o Brasil crescer, que precisa melhorar de vida, bora pra rua. Vamos ganhar estas eleições para não permitir que o retrocesso volte para esse país, vamos lá gente, tá na hora." Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, em vídeo publicado nas redes sociais g1
Defesa dos direitos e o fim da escala 6x1
A convocatória popular se soma à firme defesa que o presidente tem feito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a estafante escala de trabalho 6x1. O texto, que já obteve aprovação na Câmara dos Deputados e começou a ser debatido no plenário do Senado nesta terça-feira (6), propõe uma jornada de até 40 horas semanais, distribuída em cinco dias de trabalho para dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.
Ao colocar a pauta no centro do debate político, Lula expôs as prioridades antissociais da candidatura adversária. O senador Flávio Bolsonaro declarou-se frontalmente contra a garantia de dois dias semanais de folga para os trabalhadores.
Em declaração pública nesta terça-feira, Lula denunciou a lógica patronal do concorrente: "Flávio Bolsonaro é contra. Para ele, quem trabalhar menos tem que ganhar menos. Queria ver ele explicar para uma mãe de família qual conta ela deixa de pagar para poder descansar. A comida? A luz? O aluguel? Quem vive de salário sabe que isso não é escolha", declarou o presidente.
Lula também reiterou sua confiança na presidência do Senado, sob comando do senador Davi Alcolumbre, para colocar a matéria em votação definitiva antes do pleito de outubro, desafiando a bancada do PL a demonstrar publicamente se votará ou não a favor dos trabalhadores.
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Articulação no Senado e a manobra da oposição
Enquanto os parlamentares governistas concentram esforços para aprovar o texto em dois turnos antes da votação de segundo turno, integrantes do PL e do Republicanos organizaram reuniões nesta quarta-feira (7) para traçar manobras regimentais que impeçam a apreciação da matéria em plenário.
A estratégia das forças progressistas visa justamente escancarar para o eleitorado quem atua pelo avanço da qualidade de vida e quem trabalha nos bastidores do Congresso Nacional para manter jornadas exaustivas e precarizadas a serviço dos interesses do grande empresariado.
Reforço na mobilização digital
Paralelamente à presença nas ruas, a campanha de Lula e aliados do campo progressista aceleram a resposta no terreno digital. O adversário Flávio Bolsonaro investe três vezes mais em redes sociais do que a campanha de Lula, sustentada até então com maior ênfase em materiais impressos e presença física nas bases, segundo dados apurados pelo Diário do Centro do Mundo.
Para enfrentar o aparato financeiro da direita, lideranças aliadas estruturam iniciativas de mobilização espontânea. O deputado federal André Janones (Rede-MG) organizou o grupo "Exército do Lula" pelo aplicativo WhatsApp, ultrapassando a marca de 1 milhão de pessoas integradas na noite de terça-feira, de acordo com o portal ICL Notícias. O objetivo do coletivo é massificar a comunicação popular e amplificar conteúdos do cotidiano do presidente, articulando influenciadores e parlamentares recém-eleitos do campo de esquerda para disputar voto a voto.
Ao associar o chamado militante às reivindicações materiais imediatas da classe trabalhadora, o governo Lula coloca a dignidade do trabalho e os direitos sociais como a principal linha divisória da disputa pelo futuro do Brasil.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. brasil247.comSerial killer? 5 corpos são encontrados envoltos em plástico pelas ruas da cidade de SP
- 2. diariodocentrodomundo.com.brCampanha de Flávio investe três vezes mais em redes sociais do que Lula
- 3. iclnoticias.com.brJanones reúne 1 milhão em tropa digital e quer mostrar Lula com mais calçada e menos helicóptero - ICL Notícias
- 4. g1.globo.comNas redes sociais, Lula convoca apoiadores a irem às ruas impedir
