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Cobertura: Política brasileira

Lula defende punir crimes hediondos aos 16 anos e prioriza PEC da Segurança

Em entrevista à TV Globo, presidente apoiou responsabilização para crimes hediondos, freou manobra da oposição bolsonarista e defendeu aprovação integral da PEC da Segurança.

BEM10 TV
Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • Em entrevista à TV Globo, o presidente Lula defendeu a responsabilização penal a partir dos 16 anos exclusivamente para casos de crimes hediondos.
  • Lula enfatizou que o tema da maioridade não deve travar a PEC da Segurança Pública, que reorganiza a atuação federal contra o crime organizado.
  • A posição do governo responde a uma investida da bancada do PL, que tentou aprovar no Senado a punição penal ampla até para jovens de 14 anos.

4 min de leitura

Lula durante debate presidencial do segundo turno das eleições 2022 nos estúdios da TV Globo mediado por William Bonner
Lula participa do debate presidencial do segundo turno na TV Globo mediado por William Bonner em outubro de 2022 — Lula Oficial. Wikimedia Commons · CC BY-SA

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em entrevista concedida à TV Globo na noite de quinta-feira (15), a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos restrita aos casos de crimes hediondos. Ao mesmo tempo, o presidente foi enfático ao blindar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública de manobras regimentais, sustentando que a reestruturação das forças federais deve ser votada sem atrasos e que a discussão sobre idade penal precisa ocorrer em processo legislativo separado.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião ministerial em 15 de junho de 2023
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de reunião ministerial em junho de 2023 — Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil. Wikimedia Commons · CC BY

Segundo Lula, o anseio popular por justiça e firmeza diante de delitos graves é legítimo, mas não pode ser instrumentalizado para desfigurar reformas estruturais na segurança nacional.

“Todo e qualquer crime hediondo, eu sou favorável a diminuir a maioridade. Sou a favor. O problema era que a PEC não estava discutindo isso. O PL apresentou uma proposta para 14 anos, e Camilo, para 16.”

Firmeza contra o crime e contenção do radicalismo da direita

A manifestação de Lula balizou a reação do campo progressista no Senado contra uma ofensiva articulada pela bancada do Partido Liberal (PL). Coordenada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e apoiada pelo candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a extrema direita tentou anexar de última hora à PEC da Segurança uma emenda radical que rebaixa a idade penal geral para 16 anos e permite a prisão de adolescentes a partir dos 14 anos.

Para impedir o desmonte do texto constitucional e conter o avanço punitivista indiscriminado da oposição, o líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), apresentou uma alternativa restrita aos crimes hediondos — como homicídio qualificado, latrocínio e estupro. Ao respaldar publicamente a iniciativa de Santana, Lula deixou claro o compromisso de seu governo com a proteção da sociedade e com a responsabilização rigorosa da violência extrema, sem aderir à criminalização em massa da juventude periférica pretendida pela oposição.

Prioridade para o Sistema Único de Segurança Pública

Durante a sabatina conduzida pela jornalista Renata Lo Prete nos Estúdios Globo, Lula reforçou que o objetivo central da União é assumir o protagonismo na coordenação contra o crime organizado. A PEC da Segurança busca consolidar na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), viabilizando maior integração entre as polícias e a ampliação de recursos para inteligência e presídios.

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O presidente ressaltou que, historicamente, a Carta Magna limitou a atuação federal na segurança pública local, cenário que sua gestão busca transformar por meio da PEC. Lula reiterou o lema de seu governo para a área: para o trabalhador e a comunidade, proteção e tranquilidade; para o crime organizado, o rigor da lei e da prisão. Com a aprovação da emenda constitucional, o presidente pretende recriar o Ministério da Segurança Pública e modernizar a custódia prisional com foco no isolamento de lideranças criminosas.

Conquistas sociais e defesa da moralidade institucional

Além de pautar as diretrizes da segurança pública, Lula resgatou os avanços sociais e econômicos consolidados ao longo do seu mandato, como a aprovação histórica da Reforma Tributária, o fim da jornada 6×1 e as iniciativas de alívio financeiro para as famílias trabalhadoras, a exemplo do programa Desenrola e do perdão de dívidas do MEI aprovado no Senado.

Questionado ainda sobre investigações em curso envolvendo membros do Judiciário e o caso Master, o mandatário cobrou apuração integral e probidade ética, reafirmando que nenhuma autoridade pública está acima da lei. Ao defender a separação madura dos debates institucionais no Congresso, Lula reafirma o compromisso do governo em entregar respostas materiais à violência sem abrir mão dos direitos fundamentais.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comLula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos
  2. 2. diariodocentrodomundo.com.brNa Globo, Lula defende redução da maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos
  3. 3. cartacapital.com.brLula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos e reforma do Judiciário
  4. 4. g1.globo.comLula dá entrevista a Renata Lo Prete, da Globo | G1