Lula e Flávio empatam a cinco dias da eleição presidencial
Levantamento do Real Time Big Data mostra empate técnico a cinco dias da votação, enquanto o petista mantém ampla liderança entre os trabalhadores de menor renda.

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Em resumo
- Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20) mostra Flávio Bolsonaro com 48% e Lula com 45%, configurando empate técnico na margem de erro.
- Lula mantém liderança folgada entre eleitores de até dois salários mínimos (54% a 39%), mulheres (49% a 45%) e na região Nordeste (62% a 31%).
- A cinco dias da eleição, Flávio Bolsonaro lançou a promessa do 'Vira Pix', sem apresentar fontes de financiamento, critérios ou impacto fiscal.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
A cinco dias da votação do segundo turno, a disputa pela Presidência da República registra um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (20), o candidato do PL aparece com 48% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 45% de Lula. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico, no qual Flávio pode variar entre 46% e 50%, e o petista, entre 43% e 47%.
Na contagem de votos válidos, que exclui os brancos e nulos, o levantamento aponta Flávio com 52% e Lula com 48%, repetindo a condição de empate na margem. Votos brancos e nulos somam 5%, enquanto 2% dos eleitores não souberam ou preferiram não responder. No cenário espontâneo, no qual os nomes não são previamente apresentados, o senador atinge 47% e Lula marca 44%.
Força popular e recorte de classe sustentam Lula
A radiografia social da pesquisa evidencia o compromisso histórico do governo Lula com as camadas populares e com a proteção social. O presidente lidera com folga entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos, registrando 54% das intenções de voto contra 39% do senador bolsonarista. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro concentra seu desempenho mais expressivo na faixa de renda mais alta, acima de cinco salários mínimos, na qual atinge 61% contra 33% de Lula, espelhando os interesses das elites econômicas.
Lula também conserva a preferência majoritária entre as mulheres (49% a 45%), entre eleitores com 60 anos ou mais (52% a 44%) e entre os católicos (49% a 43%). Na divisão regional, a liderança do presidente no Nordeste permanece expressiva, alcançando 62% das preferências contra 31% do adversário.
O levantamento também mediu a adesão popular a pautas prioritárias de desenvolvimento e bem-estar defendidas pelo campo progressista. A ampliação do programa Farmácia Popular, voltada a incorporar exames diagnósticos e acompanhamento de saúde, conta com o respaldo de 74% da população. Da mesma forma, 77% apoiam novos investimentos em infraestrutura e indústria por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), 64% defendem a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem corte de salários e 63% aprovam a ampliação do programa Pé-de-Meia para o ensino superior.
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Manobra eleitoreira da campanha bolsonarista
Diante da solidez dos projetos sociais do governo federal, a campanha da extrema direita recorreu a um improviso de última hora. Também nesta terça-feira (20), a cinco dias da ida às urnas, Flávio Bolsonaro anunciou uma promessa batizada de "Vira Pix", prometendo devolver dinheiro a consumidores no pagamento de contas e boletos por meio da Caixa Econômica Federal. A peça de propaganda, no entanto, não apresentou nenhuma estimativa de custo, critérios de renda, percentuais de devolução ou origem dos recursos públicos para bancar a operação.
"Flávio vai criar junto com a Caixa [Econômica Federal] um plano de recompensa pra todo mundo no Brasil, e o vira PIX. Conta de luz, prestação, taxa, tudo o que você pagar, uma parte volta pro seu bolso." — Propaganda da campanha de Flávio Bolsonaro divulgada pela coordenadora econômica Daniella Marques
A iniciativa gerou contradição imediata com o próprio discurso fiscalista da candidatura do PL, que alega buscar o equilíbrio orçamentário. Além de não detalhar como evitaria o rombo nas contas, a campanha de Flávio tentou emular um benefício já estruturado pelo governo federal na reforma tributária aprovada no Congresso Nacional. A legislação em vigor já prevê o início do mecanismo oficial de devolução de impostos (cashback) a partir de janeiro de 2027, garantindo a restituição direta e regulamentada de tributos como a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico.
Com 93% do eleitorado afirmando ter o voto consolidado para o próximo domingo (25), a reta final da campanha define o rumo entre a continuidade de conquistas sociais concretas e soberanas lideradas por Lula e as promessas sem base material do projeto bolsonarista.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. brasil247.comFlávio Bolsonaro promete devolver dinheiro de gastos com contas via Pix, mas não explica como
- 2. diariodocentrodomundo.com.brPesquisa Real Time aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula no 2° turno
- 3. cartacapital.com.brReal Time Big Data: Flávio tem 48%; Lula, 45%
- 4. brasildefato.com.brA cinco dias do segundo turno, Flávio Bolsonaro e Lula estão em empate técnico, aponta Real Time Big Data
