Lula lidera multidão na Paulista e contesta ações do TSE
Marcha pela Democracia reúne multidão em São Paulo durante o segundo turno; presidente critica suspensão de canal de apoiadores na Justiça Eleitoral.

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Atualizado em 11 de outubro de 2026
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Em resumo
- Ato de campanha de Lula reuniu público estimado em 100 mil pessoas na Avenida Paulista neste domingo (11).
- Mobilização pela democracia e direitos sociais seguiu em caminhada do Masp rumo à Praça Roosevelt.
- Lula criticou a suspensão do canal 'Exército do Lula' e anunciou pedido de explicações à Justiça Eleitoral.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste domingo (11) de uma grande manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu um público estimado em mais de 1 milhão de pessoas. Batizada de Marcha pela Democracia e também convocada sob o lema "Dia 11, a aula é nas ruas", a mobilização concentrou apoiadores em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) a partir das 11h, seguindo em caminhada em direção à Praça Roosevelt, no centro da capital.
A atividade ocorre no contexto da disputa do segundo turno presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL), período em que partidos progressistas, movimentos sociais, entidades estudantis e coletivos populares intensificam a presença nas ruas. Entre as bandeiras centrais levadas à avenida estavam a defesa da democracia, a valorização da educação pública, a ampliação dos direitos sociais e o combate firme ao racismo, à misoginia e à LGBTfobia.
Reação a restrições na campanha digital
Durante a passagem por São Paulo, Lula reagiu de forma contundente à decisão atribuída ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão do canal digital "Exército do Lula", espaço criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para organizar o apoio à chapa progressista nas redes.
"Eu acho um absurdo. […] Os nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação", afirmou Lula ao anunciar que a campanha recorrerá da medida.
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O presidente pontuou preocupação com decisões que avaliou como desfavoráveis ao processo democrático da sua campanha e defendeu a normalidade das regras eleitorais. "Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não teria um comportamento civilizado e republicano de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça", declarou Lula, sustentando que a disputa deve seguir sem intervenções desproporcionais.
Mobilização contínua no centro da capital
A expressiva presença popular nas ruas paulistanas dá sequência às agendas de mobilização social realizadas na capital. No sábado anterior ao primeiro turno, em 3 de outubro, uma caminhada entre a Avenida Paulista e a Praça Roosevelt já havia congregado mais de 100 mil pessoas, segundo estimativas organizativas divulgadas pelo PT, em torno de bandeiras como o fim da jornada 6x1 e a defesa de medidas de proteção aos trabalhadores.
Com a marcha deste domingo, a coordenação da campanha busca consolidar o contato direto com o eleitorado e assegurar a ocupação democrática do espaço público, transformando o engajamento de movimentos sociais e juventude em força decisiva para a etapa final da disputa eleitoral.
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