Lula rebate Trump e afirma que terrorismo foi o 8 de Janeiro
Em defesa da soberania nacional, o presidente Lula rejeitou a classificação imposta pelos EUA sobre PCC e Comando Vermelho e apontou a trama golpista bolsonarista como o real terrorismo de Estado.

Núcleo editorial
Atualizado em 21 de setembro de 2026
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Em resumo
- O presidente Lula rejeitou formalmente a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas elaborada pelo governo Donald Trump.
- Lula ressaltou que a verdadeira prática de terrorismo e terrorismo de Estado ocorreu no 8 de Janeiro de 2023, envolvendo a trama de Jair Bolsonaro para tentar assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes.
- O governo federal rebateu relatório da Casa Branca que acusava o Brasil de falhas, comprovando ações de asfixia financeira do crime organizado e acordos de cooperação técnica.
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Em contundente manifestação em defesa da soberania brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rechaçou nesta sexta-feira (18) a classificação adotada pelo governo de Donald Trump que enquadra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Durante agenda sobre ações integradas de segurança pública realizada no Rio de Janeiro, Lula demarcou a distinção entre a atuação do crime organizado e a tentativa de destruição do Estado de Direito promovida pela extrema direita, afirmando categoricamente que o terrorismo real foi a tentativa de golpe de 8 de Janeiro de 2023 patrocinada pelo bolsonarismo.
Lula explicou que as facções atuam no domínio armado territorial e em atividades econômicas criminosas, enquanto o conceito de terrorismo manejado por Washington envolve a tomada violenta do poder político.
"Nós precisamos ganhar do crime organizado. E eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o [Donald] Trump. Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, não fala da briga pelo poder. Quem era isso era o [Jair] Bolsonaro tentando dar o golpe de 8 de Janeiro. Isso é terrorismo, pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes. Esse era o plano. Isso é terrorismo de Estado." — Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
Interesses imperialistas e riscos de intervenção
A ofensiva da administração Trump ocorre após a publicação de um relatório em que Washington acusa o Brasil de falhar no enfrentamento às duas organizações criminosas. No entanto, o Ministério da Justiça e o governo brasileiro responderam imediatamente às acusações, evidenciando as sucessivas operações federais voltadas à asfixia patrimonial e financeira das quadrilhas, além da manutenção de acordos técnicos de inteligência com órgãos norte-americanos para o bloqueio de armas e entorpecentes.
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Ao abordar as intenções externas, Lula denunciou o evidente interesse dos Estados Unidos nas reservas estratégicas brasileiras, como o petróleo da Margem Equatorial, minerais críticos e terras raras. Diante dessa realidade, o chefe do Executivo enfatizou a urgência de garantir investimentos estatais robustos para resguardar as riquezas nacionais e patrulhar com eficiência os 18 mil quilômetros de fronteiras territoriais.
Compromisso público e a soberania na tribuna da ONU
No plano doméstico, Lula reafirmou o compromisso do governo federal com a recuperação da paz nas periferias e o resgate da cidadania dos moradores submetidos à violência de bandidos e milicianos. Como pilar dessa estratégia, o presidente sustentou o avanço da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional para fortalecer a coordenação da União e confirmou o projeto de criar o Ministério da Segurança Pública, garantindo presença protetora do Estado onde a população trabalhadora mais necessita.
O posicionamento firme terá desdobramento imediato na agenda internacional. Lula embarca no domingo (20) para os Estados Unidos e discursará na abertura da Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (22), minutos antes de Donald Trump. O Brasil apresentará o combate ao crime organizado sob o primado inegociável da soberania nacional e da cooperação internacional multilateral, reafirmando que a segurança do povo brasileiro é prerrogativa inalienável do próprio país, livre de tutelas imperialistas.
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