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Cobertura: Política brasileira

Lula ultrapassa Flávio Bolsonaro e assume liderança nas redes no 2º turno

Com arrancada de mais de 11 pontos no índice da Quaest, presidente vira disputa digital e impulsiona campanha enquanto adversário estagna.

BEM10 TV
Redação BEM10.TV

Núcleo editorial

Atualizado em 18 de outubro de 2026

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Em resumo

  • Lula saltou de 70,7 para 82,6 pontos no Índice de Popularidade Digital da Quaest, enquanto Flávio Bolsonaro recuou para 76,4.
  • A virada reflete a forte mobilização de base, vídeos dinâmicos nas redes e o canal Exército do Lula com quase 2 milhões de inscritos.
  • Apoios de Zema, Caiado e Temer não geraram engajamento para a extrema direita, que reduziu o ritmo após o primeiro turno.

4 min de leitura

16.08.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o lançamento oficial de sua campanha no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). Foto: Ricardo Stuckert
16.08.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o lançamento oficial de sua campanha no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). — Lula Oficial. Wikimedia Commons · CC BY-SA

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

Uma expressiva mobilização popular nas plataformas digitais e nas ruas transformou o cenário da disputa presidencial no segundo turno. Dados do Índice de Popularidade Digital (IPD), elaborado pela consultoria Quaest e divulgados pela imprensa neste domingo (18), revelam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ultrapassou Flávio Bolsonaro (PL) e assumiu a liderança isolada no ambiente virtual.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de comício ao lado de Natália Bonavides na área de Lazer do Panatis em Natal
Presidente Lula durante comício com a candidata Natália Bonavides em Natal em 16 de outubro de 2024 — Lula Oficial. Wikimedia Commons · CC BY-SA

Na medição realizada entre 4 e 15 de outubro, Lula deu um salto notável, passando de 70,7 para 82,6 pontos. Em sentido oposto, o senador bolsonarista registrou queda, oscilando de 80 para 76,4 pontos. O índice monitora 175 variáveis em redes e plataformas digitais — como Instagram, TikTok, Facebook, YouTube, X, Google e Wikipédia —, com escala de zero a 100.

Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, o indicador mantém forte correlação com o resultado das urnas desde 2020. O especialista pontuou à Folha de S.Paulo que a virada sinaliza uma mudança de rumo: o candidato do PL perdeu o favoritismo que sustentava após o primeiro turno, reflexo direto do despertar e da reorganização combativa do campo progressista.

Mobilização de base e pautas da classe trabalhadora

A arrancada de Lula nas redes decorre de uma reorganização que uniu inovação na comunicação e trabalho de base militante. A campanha adotou uma linguagem mais direta e próxima do cotidiano, com formatos em vídeo vertical impulsionados pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) e a articulação direta do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG), que já reúne quase 2 milhões de apoiadores cadastrados para missões diárias de diálogo e compartilhamento.

Esse dinamismo nas telas caminhou de mãos dadas com a presença popular nas ruas, registrada em grandes manifestações na Avenida Paulista e em Copacabana. Ao mesmo tempo, a comunicação progressista ganhou força ao empunhar bandeiras centrais de defesa do povo trabalhador, com destaque para a aprovação do fim da jornada de trabalho na escala 6×1 pelo Senado, associando o projeto de reeleição de Lula à conquista real de direitos e bem-estar social.

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"O indicador é uma sinalização de mudança de quadro. Sugere que Flávio perdeu a condição de favorito que ele sustentava no primeiro turno, muito pelo que chamamos de 'wake-up call', ou despertar, da campanha petista, depois do resultado das urnas." — Felipe Nunes, diretor da Quaest, ao jornal Folha de S.Paulo

Cúpula isolada e acomodação da extrema direita

Enquanto a candidatura de Lula se fortalece com a adesão voluntária da juventude e fã-clubes culturais, a articulação de Flávio Bolsonaro estagnou em acordos tradicionais de gabinete. As declarações de apoio formal feitas por figuras da direita tradicional derrotadas no primeiro turno, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), somadas ao aval do ex-presidente Michel Temer (MDB), mostraram-se incapazes de dialogar com os anseios do eleitorado.

Nem mesmo a visita autorizada ao ex-presidente Jair Bolsonaro — que cumpre prisão domiciliar desde agosto do ano anterior — alterou o quadro de desgaste da chapa conservadora. Conforme apontou a Quaest, os apoios de velhas lideranças perderam relevância, e o clima de triunfalismo precoce entre os bolsonaristas reduziu o ritmo de sua militância.

Com 33,4 milhões de eleitores que se abstiveram no primeiro turno, o avanço contínuo do engajamento em torno de Lula consolida uma onda de motivação popular que se mostra decisiva para transformar a energia das redes em votos soberanos para a vitória da democracia.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. iclnoticias.com.brLULA VIRA NAS REDES - ICL Notícias
  2. 2. brasildefato.com.brJanones, fandons e influencers mobilizam ‘exército de Lula’ nas redes para impulsionar campanha no 2º turno