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Cobertura: Geopolítica

Manifesto no Le Monde denuncia interferência dos EUA na eleição

Personalidades mundiais como Chico Buarque, Stiglitz e Piketty denunciam pressão de Washington e aliança com Flávio Bolsonaro contra as urnas.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • Nobels de Economia e artistas denunciam no Le Monde plano dos EUA para interferir nas eleições brasileiras com a cumplicidade de Flávio Bolsonaro.
  • O documento acusa Trump de sobretaxar o Brasil em até 25% para retaliar a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
  • Signatários alertam que o projeto ultraliberal de Flávio desmonta direitos e contraria a agenda de justiça fiscal do Brasil no cenário global.

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Manifesto no Le Monde denuncia interferência dos EUA na eleição — imagem enviada pela redação
Imagem fornecida pela redação · Reprodução

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Um manifesto assinado por intelectuais, economistas laureados com o Prêmio Nobel e artistas de renome mundial, publicado nesta quarta-feira (30) no jornal francês Le Monde, denunciou uma ostensiva tentativa do governo dos Estados Unidos de interferir nas eleições presidenciais brasileiras. Intitulado “No Brasil, os Estados Unidos buscam influenciar a eleição presidencial, com a cumplicidade de um dos candidatos, Flávio Bolsonaro”, o documento adverte a comunidade internacional de que o pleito deste ano vai além da escolha de um governante: definirá se o país permanecerá como um regime democrático soberano diante de pressões externas e arroubos autoritários.

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Entre os nomes que subscrevem o alerta estão os Prêmios Nobel de Economia Joseph E. Stiglitz e Philippe Aghion, o economista Thomas Piketty, o compositor Chico Buarque, o ex-jogador e ativista Raí e a diretora de teatro Ariane Mnouchkine. Também assinam pesquisadores e lideranças da sociedade civil como Erika Campelo, Gabriel Feltran, Nina Santos e Youlie Yamamoto.

Conexão entre o trumpismo e a extrema direita nacional

A denúncia apresentada no jornal francês detalha como o imperialismo norte-americano, sob o comando de Donald Trump, passou a agir de maneira agressiva para tutelar as instituições nacionais. O manifesto sublinha a imposição de tarifas alfandegárias de até 25% contra produtos brasileiros, anunciadas explicitamente como uma retaliação de Washington à condenação penal de Jair Bolsonaro — sentenciado a mais de 27 anos de reclusão pela tentativa de golpe de Estado articulada após a derrota de 2022.

Essa ofensiva diplomática e tarifária encontrou eco direto no candidato do Partido Liberal. Em 28 de maio, o senador Flávio Bolsonaro viajou à capital norte-americana para se reunir pessoalmente com Donald Trump, o vice-presidente J. D. Vance e o senador republicano Marco Rubio. Na ocasião, o parlamentar chegou a pedir abertamente uma supervisão internacional para o processo eleitoral do Brasil.

“Uma potência estrangeira busca abertamente influenciar o resultado de uma eleição soberana, com a cumplicidade ativa de um dos candidatos.” — Coletivo internacional de signatários, em artigo publicado no Le Monde

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Manifesto no Le Monde denuncia interferência dos EUA na eleição — imagem enviada pela redação
Imagem fornecida pela redação · Reprodução

Segundo os signatários, a tentativa do herdeiro político de semear desconfiança junto a embaixadores e diplomatas estrangeiros segue uma cartilha calculada. Ao colocar a legitimidade das urnas sob suspeição preventiva, a extrema direita constrói o terreno para a judicialização ou a contestação golpista caso o resultado nas urnas lhe seja desfavorável.

Além da ameaça institucional, o documento disseca a gravidade do programa econômico defendido por Flávio Bolsonaro, caracterizado como ultraliberal. A plataforma, fundada em austeridade fiscal estranguladora, privatização indiscriminada do patrimônio público e cortes no investimento do Estado, visa transferir renda para o topo da pirâmide e ampliar a vulnerabilidade da classe trabalhadora.

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Carta do Bemvindo

As principais análises políticas e geopolíticas da BEM10.TV, reunidas por e-mail em duas edições por semana.

Os signatários ressaltam que as diretrizes do bolsonarismo colidem com a postura soberana que o Brasil assumiu internacionalmente em fóruns como o G20, onde liderou a proposta histórica de taxação mínima global sobre os super-ricos para financiar o combate à fome e os serviços públicos. O manifesto conclui convocando governos, a imprensa e a sociedade civil mundial a apoiarem de forma inequívoca as instituições brasileiras e a soberania do voto popular contra as investidas autoritárias.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comAcadêmicos e artistas denunciam no Le Monde tentativa dos EUA de interferir nas eleições brasileiras
  2. 2. diariodocentrodomundo.com.brManifesto internacional acusa EUA de interferir na eleição para favorecer Flávio Bolsonaro
  3. 3. cartacapital.com.brChico Buarque, Raí e Piketty assinam carta contra interferência dos EUA na eleição brasileira