Ministro da Defesa de Israel ameaça retomar guerra em Gaza e expulsar palestinos
Katz afirma que Exército prepara nova ofensiva e plano para retirar dois milhões de pessoas do enclave.

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Em resumo
- Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o país retomará a guerra em Gaza e implementará expulsão em massa da população.
- A ofensiva retórica ocorre na disputa eleitoral da extrema direita israelense para o pleito geral marcado para 27 de outubro.
- Plano de esvaziamento de Gaza prevê a remoção de mais de dois milhões de palestinos, prática vedada pelas Convenções de Genebra como crime de guerra.
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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (16) que o reinício de uma guerra em larga escala na Faixa de Gaza é apenas uma questão de tempo e que o país levará adiante um plano para expulsar os cerca de dois milhões de palestinos que habitam o enclave. A declaração foi feita em resposta a críticas de outros setores da direita israelense no contexto da campanha para as eleições gerais de 27 de outubro.
Segundo Katz, o Exército de Israel já se encontra preparado para agir assim que receber a ordem de combate contra o Hamas e iniciar o que chamou de "plano migratório". Embora o ministro tente qualificar a remoção em massa como um processo voluntário, quase toda a população de Gaza já foi deslocada internamente à força, vivendo em condições extremas de vulnerabilidade após sucessivas campanhas militares que destruíram a maior parte do território palestino.
Disputa eleitoral acelera projetos de limpeza étnica
A escalada belicista do titular da Defesa se soma a iniciativas abertamente extremistas de outros membros da coalizão de Benjamin Netanyahu. No início do mês, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, do partido ultradireitista Poder Judaico, apresentou um projeto denominado "Desconexão 710", que propõe expulsar 250 mil palestinos no primeiro ano e o restante da população ao longo dos seis anos seguintes.
Em meio à disputa interna pelo eleitorado conservador, os integrantes do governo israelense buscam contornar inclusive as diretrizes de acordos diplomáticos anteriores. Embora Katz tenha admitido que o cessar-fogo negociado em outubro de 2025 pelo governo de Donald Trump permitiu a libertação de reféns, o ministro sustentou que a trégua será rompida sob o argumento de que a desmilitarização do território palestino não irá se concretizar.
Violações sistemáticas e massacre humanitário
As declarações de expulsão formalizam intenções que relatórios internacionais já apontam no terreno. Levantamentos de órgãos independentes das Nações Unidas documentaram que Israel seguiu bombardeando o território e descumpriu termos da trégua milhares de vezes entre o fim de 2025 e agosto de 2026, com investidas que vitimam sistematicamente crianças e civis.
"O Exército israelense está preparado, assim que receber a diretriz de eliminar o Hamas, para concluir o trabalho, para que também possamos implementar o plano migratório." Israel Katz, ministro da Defesa de Israel
Desde outubro de 2023, os ataques israelenses causaram a morte de mais de 73.700 palestinos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza — balanço referendado por agências da ONU —, além de gerarem uma crise de fome induzida e a perda de moradias. Em contraponto às pressões dos aliados ocidentais tradicionais de Tel Aviv, a diplomacia brasileira e governos progressistas do Sul Global mantêm condenações firmes às agressões contínuas e aos planos de expansão territorial colonial, reiterando a defesa intransigente do direito internacional e da soberania do povo palestino.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. g1.globo.comIsrael ameaça retomar guerra em Gaza e expulsar palestinos | G1
- 2. sbtnews.sbt.com.brMinistro de Israel propõe retirar palestinos de Gaza | SBT News
- 3. correiobraziliense.com.brGaza, uma pátria em perigo
- 4. www1.folha.uol.com.brMinistro extremista de Israel apresenta plano para expulsar todos os palestinos de Gaza
