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Cobertura: Eleições 2026

Nunes Marques descarta risco de interferência internacional na eleição

Presidente do TSE afirmou que relatórios de inteligência da PF e da Abin não registram ameaças externas, enquanto campanha pede apuração sobre pressões.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • Presidente do TSE, Nunes Marques, afirmou que relatórios da PF e da Abin não apontam indicativo de interferência estrangeira no pleito.
  • A manifestação ocorreu após embaixadas de países como EUA suspenderem atendimentos e emitirem alertas de segurança às vésperas do pleito.
  • O PT acionou o STF e o TSE para apurar suspeitas de influência externa e financiamento ligados à candidatura de Flávio Bolsonaro.

4 min de leitura

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) se reúne em sistema semipresencial para sabatina de indicado para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). As reuniões ocorrem de forma semipresenciais, sendo permitida a participação remota dos senadores através de um aplicat
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) se reúne em sistema semipresencial para sabatina de indicado para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). As reuniões ocorrem de forma semipresenciais, sendo permitida a participação remota dos senadores através de um aplicativo de videoconferência, para debate com os indicados e leitura de relatórios. Indicado para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques à mesa. — Senado Federal. Wikimedia Commons · CC BY

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que os órgãos de inteligência não identificaram indicativos concretos de interferência internacional no processo de votação brasileiro. Em entrevista coletiva na sede do tribunal, o magistrado declarou que os levantamentos oficiais não apontam ameaças ao pleito.

O posicionamento ocorreu após representações diplomáticas adotarem medidas atípicas nos dias anteriores ao pleito. Na sexta-feira (2), o governo dos Estados Unidos fechou embaixadas e consulados no Brasil, enquanto a representação da Austrália interrompeu atividades presenciais em Brasília, e nações como Reino Unido, Alemanha e Irlanda emitiram alertas de segurança para seus cidadãos.

"Até o momento, nós não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional. Muito se falava, meses atrás, inclusive no ano passado, que essas interferências poderiam vir através das plataformas." — Kassio Nunes Marques, presidente do TSE

Relatórios de inteligência e atuação institucional

Nunes Marques ressaltou que os informes de monitoramento não registraram elementos que coloquem em xeque a integridade das seções. Segundo ele, o trabalho conjunto desenvolvido com as plataformas digitais para conformidade com a legislação brasileira auxiliou na contenção de irregularidades no ambiente virtual.

Mais cedo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também declarou que os trabalhos apuratórios não constataram movimentações contra sedes diplomáticas. Na sexta-feira (2), a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão envolvendo dois suspeitos, após receber uma comunicação enviada pela embaixada norte-americana sobre um suposto plano contra a representação.

Pedidos de apuração sobre influência externa

O contexto de movimentações de delegações estrangeiras gerou reação imediata do campo progressista. Em 23 de setembro, o PT acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Flávio Dino, requerendo a abertura de inquérito para verificar eventuais investidas estrangeiras no pleito.

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A representação partidária pede que as apurações alcancem situações em que operações externas possam incidir sobre a soberania popular por meio de redes digitais, bens, instituições financeiras ou serviços publicitários. O documento detalha fatos que demandam esclarecimento quanto a hipóteses de apoio, financiamento ou articulação externa em benefício da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.

Na sexta-feira (2), a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também requereu ao TSE que a decisão do governo dos Estados Unidos de interromper atendimentos consulares presenciais seja integrada às análises sobre eventuais manobras externas no cenário eleitoral.

Balanço das seções e votação regular

Ao traçar o balanço do primeiro turno, Nunes Marques classificou o andamento dos trabalhos como positivo, destacando que apenas 1.121 urnas precisaram ser substituídas em todo o país — o equivalente a 0,2% do total. O presidente do tribunal prestou homenagem à ministra Cármen Lúcia, que conduziu as etapas iniciais de organização das eleições de 2026.

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O balanço do tribunal registrou a apreensão de R$ 380 mil em espécie e a condução de 59 pessoas por suspeitas de crimes eleitorais, sendo 25 flagrantes. Foram contabilizadas ainda mais de 6 milhões de emissões do e-Título, 15 milhões de consultas aos locais de votação e 3 milhões de justificativas, com estrutura de contingência acionada para garantir o funcionamento regular dos locais atingidos por fortes chuvas no Paraná.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. diariodocentrodomundo.com.br"Não temos indicativo de interferência internacional", diz Nunes Marques sobre eleições
  2. 2. g1.globo.comNunes Marques diz que não há risco de interferência estrangeira nas eleições | G1