Oposição tenta adiar fim da escala 6x1 para conter avanço de Lula
Articulação de Flávio Bolsonaro busca barrar no Senado o projeto defendido pelo governo Lula que reduz a jornada sem corte salarial.

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Em resumo
- Senadores bolsonaristas pediram a Davi Alcolumbre o adiamento da votação do fim da escala 6x1 para depois do segundo turno.
- A proposta do governo Lula reduz a jornada para 40 horas semanais sem corte de salário, garantindo dois dias de descanso remunerado.
- A oposição defende um texto alternativo que permite corte proporcional de salário e tenta adiar a votação por meio de prazos e emendas.
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A bancada de oposição no Senado iniciou uma ofensiva nesta quarta-feira (7) para tentar barrar ou empurrar para depois das eleições a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1. Aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e com calendário aberto em plenário pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a medida é uma das principais bandeiras sociais defendidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Reunidos em Brasília, senadores alinhados à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiram pressionar Alcolumbre para adiar a deliberação em dois turnos. A coordenação da campanha bolsonarista escolheu a senadora Tereza Cristina para intermediar as conversas e tentar retirar o projeto da pauta imediata.
Manobras regimentais contra os direitos da classe trabalhadora
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, tentou justificar a protelação alegando que a análise não deveria ocorrer durante a disputa eleitoral.
"Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado", disse Rogério Marinho.
Entre as alternativas apresentadas pelos oposicionistas para travar a tramitação está a exigência de cumprimento estrito de prazos regimentais, a apresentação de emendas para remeter o texto novamente à CCJ ou a realização de apenas uma votação antes do pleito. Como uma emenda constitucional exige aprovação em dois turnos por pelo menos 49 senadores, deixar a segunda etapa para o pós-eleição colocaria em risco a conclusão da reforma.
Enquanto o governo federal defende a modernização das relações de trabalho com proteção à renda e qualidade de vida, Flávio Bolsonaro voltou a defender uma proposta que autoriza a redução salarial proporcional à diminuição de horas trabalhadas.
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O temor eleitoral da oposição e a proteção ao trabalhador
O avanço da pauta social no Congresso expôs as divisões e contradições do campo conservador. Integrantes da própria oposição admitiram que a matéria conta com amplo apelo popular e reconheceram que o governo conta com os votos necessários para aprová-la no Senado.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) declarou que votará a favor do texto e que a oposição não pode se colocar abertamente contra o descanso remunerado, mas reclamou que a vitória política fortalece o presidente da República.
"Não afeta o Flávio, mas ajuda o Lula. Você está entendendo que o Lula vai querer ser o pai do trabalhador?", declarou a senadora Damares Alves ao reconhecer o impacto social da medida.
A estratégia do governo Lula e de seus aliados no Senado segue firme no sentido de acelerar a votação e garantir a promulgação do texto, assegurando uma transição justa: a jornada passará para 42 horas semanais dois meses após a promulgação e chegará a 40 horas um ano depois, consolidando uma conquista essencial para o bem-estar e a dignidade das famílias trabalhadoras em todo o país.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. brasil247.comDamares Alves afirma que votará pelo fim da escala 6×1
- 2. g1.globo.comFim da escala 6x1: Oposição tenta adiar votação no Senado | G1
- 3. imirante.comFim da escala 6x1 enfrenta resistência e oposição tenta adiar votação no Congresso
- 4. www1.folha.uol.com.brSenado mantém análise do fim da 6x1 nesta terça, e oposição tenta adiamento após resultado das urnas
