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Cobertura: Geopolítica

PF aponta que Eduardo orientou recursos de “Dark Horse” nos EUA

Representação da PF cita mensagem atribuída ao ex-deputado e detalha a reativação de um fundo inerte para movimentar recursos destinados à cinebiografia de Jair Bolsonaro.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • A PF atribui a Eduardo Bolsonaro orientações sobre a gestão, nos Estados Unidos, do dinheiro destinado à cinebiografia de Jair Bolsonaro.
  • O fundo Havengate ficou sem atividade pública registrada por quase quatro anos antes de receber uma primeira remessa de US$ 2 milhões.
  • Um colaborador relatou sete transferências que somaram US$ 12,3 milhões; o financiamento previsto chegaria a US$ 24 milhões.

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Imagem de um green card de Eduardo Bolsonaro
Green card de Eduardo Bolsonaro — US Federal Government. Wikimedia Commons · domínio público

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

Documentos da Polícia Federal tornados públicos após a retirada parcial do sigilo do caso Master apontam que Eduardo Bolsonaro orientou a administração, nos Estados Unidos, de recursos destinados a “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República endossou o pedido de investigação e destacou uma mensagem atribuída ao ex-deputado sobre como viabilizar as remessas.

A estrutura indicada nas conversas envolvia o Havengate Development Fund, sediado no Texas e ligado a pessoas próximas de Eduardo. O fundo, originalmente criado para um empreendimento imobiliário, ficou sem atividade pública registrada por quase quatro anos antes de receber dinheiro relacionado ao filme.

Mensagem atribuída a Eduardo indica caminho para as remessas

Segundo a representação da PF, em março de 2025 o publicitário Thiago Miranda informou ao então banqueiro Daniel Vorcaro que “Flavio B e Eduardo” pretendiam marcar uma reunião para tratar da produção. Depois, foi encaminhada uma captura de tela com orientações atribuídas a Eduardo sobre a gestão do dinheiro nos Estados Unidos.

“O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para os EUA é tranquilo.”

— Mensagem atribuída a Eduardo Bolsonaro, citada pela PF e pela PGR

Na continuação, Eduardo teria alertado que remessas feitas por uma empresa brasileira poderiam levar cerca de seis meses e sugerido o envio do “máximo possível” pelo sistema que já estava sendo utilizado. Ele também colocou Altieris Santana, diretor de uma empresa ligada ao Havengate, à disposição para reuniões presenciais.

Ao analisar o material, a PGR afirmou que Eduardo colocou a estrutura do fundo “para operar o esquema”. O parecer assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet em julho deu aval à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal para investigar o financiamento internacional do filme.

Fundo ficou inerte antes de receber US$ 2 milhões

O Havengate havia sido criado em 2020 para um empreendimento imobiliário estimado em US$ 21 milhões. De acordo com a PF, o fundo não possui propriedades registradas em seu nome e permaneceu operacionalmente inerte por quase quatro anos. Sua gestora ainda cancelou os registros como administradora regulada de investimentos no Texas e na Flórida em 2021.

A primeira remessa relacionada a “Dark Horse”, de US$ 2 milhões, chegou ao fundo em 13 de fevereiro de 2025. O dinheiro saiu da Entre Investimentos, empresa do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro.

Mineiro firmou acordo de colaboração premiada com a PGR. Segundo seu relato aos investigadores, foram realizadas sete transferências ao Havengate, entre fevereiro e setembro de 2025, que somaram US$ 12,3 milhões — cerca de R$ 69 milhões na cotação mencionada pela apuração.

A previsão apresentada a Daniel Vorcaro era ainda maior: US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 122 milhões, divididos em 14 parcelas para financiar a produção. Os repasses foram interrompidos depois da prisão do ex-banqueiro.

Investigação alcança origem, destino e beneficiários do dinheiro

A PF considera que os valores previstos destoam dos parâmetros do mercado audiovisual. A apuração investiga a origem dos recursos, seus beneficiários finais, a efetiva destinação do dinheiro e os papéis desempenhados por Eduardo e pelo senador Flávio Bolsonaro nas tratativas relacionadas ao projeto.

Os investigadores também analisam por que a Entre Investimentos foi utilizada como intermediária e como um fundo criado para o setor imobiliário passou a movimentar milhões de dólares destinados a uma cinebiografia. A escolha de uma estrutura internacional dormente, administrada por pessoas ligadas a Eduardo, transformou o financiamento de uma peça de propaganda bolsonarista em objeto de escrutínio policial.

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“Dark Horse” tinha estreia anunciada para 11 de setembro de 2026, mas a produtora Go Up Entertainment adiou o lançamento para depois do período eleitoral. Em vez da vitrine cinematográfica planejada para exaltar Jair Bolsonaro, o projeto expôs um circuito milionário de transferências internacionais cuja estruturação, segundo a PF e a PGR, teve a participação de seus próprios filhos.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comPF aponta que Eduardo Bolsonaro orientou gestão de recursos de Dark Horse nos EUA
  2. 2. diariodocentrodomundo.com.brEduardo Bolsonaro orientou uso de recursos de “Dark Horse” nos EUA, diz PF
  3. 3. cartacapital.com.brPF aponta que Eduardo Bolsonaro orientou gestão nos EUA de dinheiro destinado a ‘Dark Horse’
  4. 4. iclnoticias.com.brEduardo Bolsonaro orientou envio de dinheiro de ‘Dark Horse’ aos EUA, aponta PGR - ICL Notícias