Praça dos Três Poderes é blindada para sessão do STF nesta terça
Esquema integrado com o governo federal mobiliza drones térmicos, grades e veto a celulares no plenário para garantir a ordem democrática.

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Em resumo
- Acesso à Praça dos Três Poderes foi bloqueado ao público com linhas de contenção, gradis e revista por raio X e detectores de metal.
- Operação conjunta reúne forças do Distrito Federal e órgãos federais como GSI, Abin e Ministério da Justiça, com uso de drones térmicos.
- Dentro do plenário, o STF barrou o uso de telefones celulares e convidou treze ministros aposentados para acompanhar os trabalhos.
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A Praça dos Três Poderes amanheceu totalmente isolada nesta terça-feira (15) sob uma megaoperação de segurança para a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para as 10h. A mobilização fecha o acesso ao quadrilátero das sedes republicanas, restringe a circulação na Esplanada dos Ministérios, aciona patrulhamento aéreo por drones térmicos e impõe controle rigoroso no interior da Corte, incluindo a proibição expressa do porte de aparelhos celulares dentro do plenário.
O julgamento, convocado pelo presidente do STF, Edson Fachin, foi pautado para decidir a validade de um relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A sessão analisa o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para declarar a nulidade formal do documento e arquivar o procedimento, apontando que a medida foi instaurada sob encomenda de André Mendonça, sem provocação do Ministério Público ou da própria PF.
Monitoramento aéreo e barreiras contra tumultos
O plano tático montado pelas forças de segurança estabeleceu um perímetro de exclusão para impedir aproximações e atos hostis. A interdição começa na altura do Palácio do Itamaraty e conta com bloqueios de gradis e agentes na Avenida José Sarney, antes da Alameda das Bandeiras. Nenhuma parada ou estacionamento de veículos é permitida nesse trecho, e manifestações foram restringidas a uma distância mínima de cerca de 670 metros do Supremo.
Além do contingente policial a pé, a cavalaria da PMDF foi posicionada na parte posterior do tribunal, enquanto os agentes que não estavam de serviço nas ruas permanecem em regime de sobreaviso. O esquema de contenção barrou comícios convocados por figuras da oposição e da extrema direita, como o governador Romeu Zema e candidatos ao Senado, obrigando os grupos a ficarem contidos na Esplanada, antes da linha de bloqueio do Congresso Nacional.
Atuação integrada de segurança e defesa institucional
A garantia da tranquilidade nos arredores do Supremo é fruto de um trabalho de cooperação que envolve a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, a Secretaria de Polícia Judicial, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas e os órgãos de inteligência do governo federal. A célula integrada conta com 22 entidades de segurança distritais e federais atuando presencialmente.
O alinhamento institucional também se refletiu nas conversas prévias mantidas pelo presidente do STF, Edson Fachin, que tratou do cenário com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, com o advogado-geral da União, Jorge Messias, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Por parte do Executivo, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) preparou linhas de gradis no Palácio do Planalto para pronto emprego caso a situação recomende, reforçando a proteção ao centro do poder político nacional.
O cinturão preventivo se estendeu ainda para os principais pontos de desembarque de passageiros da capital federal, como a rodoviária do Plano Piloto, a Rodoviária Interestadual e o Aeroporto de Brasília.
Julgamento sob a tese do vício de origem
No prédio principal da Corte, cada entrada foi equipada com portais detectores de metais e aparelhos de raio X para a checagem obrigatória de advogados, imprensa e servidores autorizados. No plenário, além da proibição do uso de telefones celulares, a sessão conta com a presença simbólica de treze ministros aposentados, entre eles dez ex-presidentes do STF, acomodados na primeira fila em demonstração de peso institucional.
O foco central dos debates conduzidos por Fachin é a preliminar de nulidade levantada pela PGR. O órgão ministerial defende o arquivamento das peças em razão de vícios de origem insanáveis na requisição expedida anteriormente por Mendonça, restabelecendo os parâmetros legais e o devido processo perante o plenário da mais alta Corte do país.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. diariodocentrodomundo.com.brAs reuniões de Fachin antes de sessão sobre Moraes no STF
- 2. iclnoticias.com.brEntenda como será sessão do STF sobre relatório da PF com mensagens entre Vorcaro e Moraes
- 3. g1.globo.comSegurança no STF: Praça fechada e drones para sessão de Moraes | G1
- 4. poder360.com.brPraça dos Três Poderes será fechada durante sessão sobre Moraes
