Pular para o conteúdo
Cobertura: Geopolítica

Protestos tomam França e chegam à Itália

Mobilizações contra o custo de vida reuniram 550 mil franceses e causaram confrontos com a polícia em cidades italianas.

BEM10 TV
Redação BEM10.TV

Núcleo editorial

Leitura rápida

Em resumo

  • Cerca de 550 mil pessoas foram às ruas na França contra o alto custo de vida e a crise no ensino, com 400 detidos e 60 policiais feridos.
  • Na Itália, atos contra a inflação registraram confrontos e uso de gás lacrimogêneo na praça do Duomo, em Milão, e dispersão com jatos d'água em Bolonha.
  • Mobilizações contra o encarecimento da habitação e da educação superior também ocorreram em capitais como Lisboa e Bruxelas.

3 min de leitura

Imagem da reportagem de g1.globo.com: Protestos na França reúnem 550 mil e terminam com 400 detidos | G1
Reprodução de g1.globo.com. Confira a autoria na fonte. — g1.globo.com · Reprodução

Ouça esta leitura

Duração disponível ao iniciar

Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

Uma onda de mobilizações contra a disparada do custo de vida e a deterioração dos serviços essenciais mobilizou centenas de milhares de pessoas na França e desencadeou protestos com forte repressão policial na Itália neste sábado (17). As queixas centram-se na perda contínua do poder de compra e na precarização de serviços públicos básicos.

Mobilização expressiva na França e repressão

Na França, os atos convocados contra a carestia e pela recuperação dos serviços públicos reuniram cerca de 550 mil manifestantes em várias cidades, segundo informações divulgadas pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez. Somente em Paris, 110 mil pessoas tomaram as vias centrais. A jornada terminou com 400 detidos e 60 policiais feridos em confrontos urbanos.

Os atos tiveram início semanas antes em escolas de bairros populares da periferia norte da capital francesa, com estudantes reivindicando contratação de professores e infraestrutura digna. O movimento se expandiu em seguida para pautas mais amplas contra a inflação de combustíveis e alimentos, atraindo trabalhadores e integrantes do movimento dos "coletes amarelos".

Estamos lutando porque o custo de vida está insuportável, porque o preço dos combustíveis está muito alto, porque estudantes do ensino médio estão sendo violentamente atacados e feridos em todo o país simplesmente por tentarem protestar e pedir mais professores e condições dignas de ensino — Lola, manifestante de 19 anos, em Paris, ao G1

Em Angers, manifestantes invadiram a prefeitura e a sede do governo regional de Maine-et-Loire. Em Toulouse, ocorreram saques e incêndios em barricadas após as forças de segurança interceptarem a marcha; quatro dirigentes sindicais ficaram feridas. Cédric Caubère, dirigente departamental da CGT, responsabilizou a administração regional e o primeiro-ministro pelas ordens de repressão. O órgão fiscalizador francês apura ao menos 24 denúncias de violência policial durante os atos, incluindo o caso de um adolescente que perdeu a mão atingido por uma granada de efeito moral.

O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que os responsáveis por depredações serão punidos. Pressionado por uma dívida pública cujos custos de financiamento atingiram patamares recordes em duas décadas, o mandatário enfrenta contestação direta a suas opções econômicas.

Carregando enquete…

Conflitos na Itália e reflexos regionais

Na Itália, as manifestações contra a inflação e a deterioração socioeconômica geraram choques entre manifestantes e agentes de segurança no norte do país.

Confrontos também ocorreram na Galleria Vittorio Emanuele II, de onde tropas de choque tentaram dispersar manifestantes, conforme noticiou a CNN Brasil. Em Bolonha, as forças policiais utilizaram jatos d’água para dispersar os atos, detendo sete pessoas.

A insatisfação com a perda do poder de compra também ecoou em outros centros urbanos. Em Lisboa, dezenas de milhares de manifestantes marcharam convocados pela central sindical CGTP, denunciando a crise habitacional e o descompasso entre salários e aluguéis. Na Espanha, a crise da habitação forçou a convocação de eleições antecipadas, enquanto em Bruxelas estudantes foram às ruas contra o encarecimento da educação superior.

Comentários

Sem comentários · Membros comentam com o @ do seu canal no YouTube.

Espaço dos membros

Comentar é um benefício de quem é membro da BEM10.TV.

A membresia é a assinatura do canal de Bemvindo no YouTube. Ela libera os comentários, os jogos diários, o Museu Digital e mais. Se você já é membro, entre na sua conta.

Quero ser membro

Carregando comentários…

Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. g1.globo.comProtestos na França reúnem 550 mil e terminam com 400 detidos | G1
  2. 2. cnnbrasil.com.brPolícia italiana entra em confronto com manifestantes no centro de Milão | CNN Brasil