Renan Santos aciona TSE contra interferência estrangeira pró-Flávio
Ação aponta publicações pagas de perfis ligados à extrema direita dos EUA para inflar Flávio Bolsonaro com apostas digitais.

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Em resumo
- Ação no TSE pede a remoção urgente de publicações pagas na rede X feitas por contas estrangeiras em favor de Flávio Bolsonaro.
- Perfis ligados à extrema direita norte-americana divulgaram dados da plataforma de apostas Polymarket mirando o eleitorado do Brasil.
- A legislação eleitoral brasileira proíbe doações e financiamento de propaganda por fontes estrangeiras e veta apostas sobre pleitos.
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O candidato à Presidência Renan Santos e o partido Missão protocolaram, nesta quarta-feira (23), uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) denunciando indícios de interferência estrangeira para beneficiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A ofensiva jurídica cobra a remoção imediata de publicações pagas veiculadas na rede social X por perfis internacionais alinhados à extrema direita norte-americana.
Segundo a ação, relatada pelo ministro André Mendonça, contas influentes do ecossistema político de Donald Trump vêm publicando conteúdos remunerados em português com foco direto nos eleitores brasileiros. O material promove a imagem do senador bolsonarista a partir de cotações da Polymarket, plataforma de mercados de previsão e apostas digitais sediada no exterior e bloqueada no Brasil desde abril.
Violação da soberania e regras de financiamento
A petição lista cinco perfis com amplo alcance digital envolvidos na ação coordenada: Visegrád 24, Geiger Capital, Eric Daugherty, a conta de notícias UHN Plus e o ex-deputado republicano Matt Gaetz, conhecido aliado de Trump. Conforme revelado pela imprensa, ao menos 11 contas estrangeiras impulsionaram postagens classificadas formalmente como “parceria paga”, exibindo gráficos favoráveis ao senador, sem que a plataforma informe a origem dos pagamentos.
A representação sustenta que o impulsionamento de propaganda eleitoral na internet é prerrogativa exclusiva de partidos, coligações e candidaturas registradas no Brasil, com contratação realizada em território nacional. Ao TSE, o documento cita as Resoluções nº 23.735/2024 e nº 23.610/2019 para caracterizar a operação como financiamento clandestino vindo do exterior.
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"Diversas publicações estão sendo realizadas na plataforma X em manifesta desconformidade com a legislação eleitoral, porque perfis estrangeiros estão, de forma reiterada e massiva, veiculando conteúdos de inequívoco caráter político-eleitoral destinados a promover a candidatura de Flávio Bolsonaro perante o eleitorado brasileiro." — Petição apresentada ao TSE pelo partido Missão
Conexão com a extrema direita internacional
Ao defender a integridade do processo democrático, a peça destaca que as postagens ultrapassam a mera opinião pessoal ao utilizarem engrenagens comerciais remuneradas para interferir na soberania nacional. O partido Missão requereu a identificação formal dos contratantes dos anúncios e a responsabilização subsidiária da plataforma X caso os operadores reais não sejam informados.
O caso expõe a tática recorrente do bolsonarismo de recorrer a redes internacionais de desinformação e a capitais externos para tentar distorcer o debate público local. A proteção das instituições contra a ingerência de interesses estrangeiros reafirma a necessidade de rigor na aplicação das leis eleitorais para salvaguardar a soberania popular e a vontade legítima do eleitorado brasileiro.
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Fontes desta notícia
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