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Cobertura: Política brasileira

Renan Santos admite perigo maior com Flávio, mas recusa voto em Lula

Quarto colocado no primeiro turno, dirigente do Missão reconhece a ameaça autoritária do clã Bolsonaro, mas prioriza projeto pessoal no segundo turno.

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Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • Renan Santos afirmou ao UOL que o risco de concentração de poder sob Flávio Bolsonaro é maior do que na reeleição do presidente Lula.
  • Apesar de constatar o perigo da extrema direita, o ex-candidato do Missão declarou que não votará e liberou seus 2,67 milhões de eleitores.
  • Com apenas dois eleitos entre 483 candidatos, o partido de Renan tenta se preservar após terminar o primeiro turno na quarta colocação.

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Imagem da reportagem de poder360.com.br: Renan Santos dispensa apoio a Lula e vê risco maior com Flávio
Reprodução de poder360.com.br. Confira a autoria na fonte. — poder360.com.br · Reprodução

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

Derrotado na disputa presidencial do primeiro turno, o dirigente do partido Missão e integrante do MBL, Renan Santos, admitiu que uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) representa um risco de concentração de poder consideravelmente mais grave para o país do que a continuidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi concedida ao programa Alt Tabet, do portal UOL, veiculada nesta quinta-feira (15 de outubro de 2026). Contudo, apesar de reconhecer publicamente a ameaça representada pelo clã da extrema direita, Renan descartou qualquer apoio à candidatura de Lula e afirmou que sequer comparecerá às urnas para votar no segundo turno.

Na avaliação do dirigente de direita, o desenho institucional e a conduta republicana de Lula asseguram freios democráticos, ao passo que o bolsonarismo carrega um ímpeto perigoso de captura do Estado. Renan expressou o receio com a eventual ascensão do adversário de Lula no pleito.

"Eu acho que, em termos de acúmulo de poder, o perigo do acúmulo do poder, do acúmulo específico, é maior com o Flávio. Eu acho isso aqui, da turma do PT, é o maior argumento que eles têm. Porque, com o Lula, se ganhar a eleição, o Lula não tem poder para passar PEC, para passar nada." — Renan Santos, em entrevista ao UOL

Risco bolsonarista reconhecido pela própria direita

A fala de Renan expõe o tamanho do risco que a candidatura de Flávio Bolsonaro significa para a soberania popular e o equilíbrio democrático nacional, uma constatação que ecoa inclusive em setores que rivalizam com o campo progressista. Enquanto o governo Lula opera sob a égide do diálogo com os poderes constituídos, da valorização dos direitos sociais e da reconstrução econômica, a extrema direita mantém em seu horizonte o avanço sobre salvaguardas institucionais e o aprofundamento de retrocessos.

Ainda assim, Renan Santos optou por liberar sua base eleitoral, declarando: "votem em quem quiserem". Em publicações nas redes sociais, ele reiterou que não pretende orientar voto nulo formalmente como fez em eleições passadas, mas se esquivou de assumir responsabilidade histórica diante da disputa presidencial.

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Cálculo partidário após fraco desempenho eleitoral

O ex-presidenciável encerrou a etapa inicial do pleito na quarta colocação, somando 2.675.887 votos (2,24% do total apurado). O recuo em declarar voto favorável à soberania popular decorre de uma estratégia explícita de tentar preservar sua organização política, que saiu fragilizada das urnas. Das 483 candidaturas lançadas pela legenda em todo o território nacional, apenas duas obtiveram êxito.

Renan justificou a neutralidade afirmando que não pretendia submeter sua sigla a outras forças políticas. Durante o primeiro turno, ele sustentou ataques tanto a Flávio quanto a Lula, além de criticar iniciativas do senador bolsonarista, como a proposta sem detalhamento prático de criar um Ministério da Prosperidade. Em pronunciamentos recentes, negou ter mantido conversas com emissários do PT ou de partidos de centro para composição na etapa derradeira.

Ao colocar ambições de sobrevivência partidária à frente do compromisso com o futuro do país, a postura da cúpula do Missão contrasta com a mobilização ampla liderada por Lula, cujo governo segue demonstrando com trabalho concreto, geração de empregos e avanços na renda da classe trabalhadora a única via de proteção dos direitos do povo brasileiro.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comRenan Santos diz que perigo ‘é maior’ com Flávio Bolsonaro, mas descarta apoio a Lula no 2º turno
  2. 2. poder360.com.brRenan Santos dispensa apoio a Lula e vê risco maior com Flávio