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Cobertura: Política brasileira

Richarlison expõe documentos e cobra amigo de Flávio por ilha

Atacante exibiu contratos em Angra dos Reis, ironizou privilégios de Willer Tomaz na Justiça e cobrou a reconstrução de casa demolida.

BEM10 TV
Redação BEM10.TV

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2 min de leitura

Partida entre as seleções de futebol sub-20 de Equador e Brasil no Estádio Olímpico de Riobamba durante o Campeonato Sul-Americano de 2017
Agencia de Noticias ANDES. Wikimedia Commons · CC BY-SA

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

Richarlison decidiu colocar no papel o que a velocidade do compadrio costuma soterrar. Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, o atacante exibiu recibos e escrituras para rebater contestações e comprovar a compra dos direitos de ocupação de um terreno na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. O alvo direto da cobrança é o advogado Willer Tomaz, conhecido pelos laços estreitos com o senador Flávio Bolsonaro.

Segundo o jogador, a negociação teve início em outubro de 2020 e demandou cerca de R$ 10 milhões entre segurança, reformas e o pagamento de R$ 4,66 milhões a antigos posseiros, com acordo formalizado e validado pela Justiça fluminense. Enquanto o pedido de regularização do atleta permaneceu meses sem desfecho na Secretaria do Patrimônio da União (SPU), a transferência dos direitos para a WT Administração de Imóveis, ligada a Tomaz, avançou com celeridade incomum.

Eu, como cidadão brasileiro, queria ter esses privilégios, saber como que faz para ter esse privilégio da Justiça resolver mais rápido para um do que para outros. — Richarlison

No relato, o atleta aponta que a empresa beneficiada passou a ser presidida formalmente por uma senhora que confessou atuar como trabalhadora doméstica. Após a perda da posse em meio a manobras judiciais e a demolição do imóvel erguido na ilha, Richarlison exigiu a devolução da área e a reconstrução integral da casa. Conforme noticiou o Diário do Centro do Mundo, a tramitação acelerada do caso motivou uma representação do coletivo Derrubando Muros junto ao Ministério Público Federal por suspeita de favorecimento.

Nas respostas protocolares, Flávio Bolsonaro nega qualquer ligação com a propriedade e alega exploração eleitoral, enquanto Tomaz declara ter adquirido os direitos de modo legal após desembolsar R$ 5 milhões para regularizar dívidas fiscais. Para quem viu as próprias benfeitorias serem derrubadas enquanto assistia ao processo caminhar a passos largos para o grupo adversário, contudo, a narrativa segue difícil de sustentar.

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Fontes desta notícia

A publicação original comprova o que foi dito. As demais fontes verificam contexto e alegações.

  1. 1. diariodocentrodomundo.com.brVÍDEO: Richarlison exibe documentos e volta a cobrar Flávio Bolsonaro por ilha roubada
  2. 2. Instagram — @richarlisonO Willer Tomaz me desafiou a provar que eu comprei a minha casa na Ilha Comprida de forma legal.