Pular para o conteúdo
Cobertura: Política brasileira

Secom rechaça investida de Flávio Bolsonaro contra servidor

A Secretaria de Comunicação da Presidência rechaçou a tentativa do bolsonarismo de criminalizar a livre manifestação de George Marques em rede social.

BEM10 TV
Redação BEM10 TV

Núcleo editorial

Leitura rápida

Em resumo

  • A campanha de Flávio Bolsonaro pediu a prisão preventiva e busca e apreensão contra o servidor George Marques por repostagens no X.
  • A Secom classificou o pedido como arbitrário e censório, destacando que as postagens foram feitas em perfil particular e fora do expediente.
  • O juiz Mário Jorge Panno de Mattos não acolheu os pedidos de prisão e encaminhou a análise inicial para o juiz eleitoral de garantias.

4 min de leitura

Senador Flávio Bolsonaro ao lado de seu advogado Frederick Wassef durante coletiva de imprensa
O senador Flávio Bolsonaro e seu advogado Frederick Wassef durante entrevista coletiva concedida à imprensa — Agência Senado. Wikimedia Commons · CC BY

Ouça esta leitura

Duração disponível ao iniciar

Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

A campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou uma notícia-crime junto ao Ministério Público Eleitoral requerendo a decretação de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão contra George Marques da Silva e Silva, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Presidência da República. A ofensiva da extrema direita se baseia em repostagens no perfil pessoal do servidor na rede social X acerca do debate sobre a condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país.

Em pronta resposta para assegurar as garantias individuais e a legalidade, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), rechaçou com veemência a investida autoritária da campanha adversária. A pasta denunciou o caráter desmedido da representação e reafirmou seu compromisso com a defesa intransigente da livre expressão e das liberdades individuais de cada cidadão brasileiro.

Secom desmonta investida autoritária da campanha bolsonarista

Ao se manifestar oficialmente sobre o caso, a Secretaria de Comunicação do governo federal esclareceu que as alegações da campanha de Flávio Bolsonaro tentam criminalizar e atribuir indevidamente ao governo manifestações estritamente individuais.

"É importante esclarecer que, ao atribuir ao governo federal a responsabilidade por uma republicação realizada pelo senhor George Marques, o candidato distorce os fatos e ignora deliberadamente que a manifestação ocorreu em caráter estritamente pessoal, por meio de perfil particular, fora do horário de expediente e com a utilização de equipamento próprio." Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom)

A nota emitida pela Secom ainda enfatizou a “estranheza e indignação com o pedido injusto e arbitrário de prisão de um cidadão brasileiro”, registrando o compromisso republicano da gestão de Lula com a defesa da liberdade religiosa e da livre manifestação, ao mesmo tempo em que manifestou repúdio ao patrulhamento e à censura pretendidos pela ala bolsonarista.

Carregando enquete…

Os pedidos desproporcionais e o andamento na Justiça

A representação protocolada pelos advogados de Flávio Bolsonaro acusa o servidor de ter compartilhado mensagens relacionadas à controvérsia pública sobre Nossa Senhora Aparecida, incluindo um tuíte de outro usuário que pedia para que o tema continuasse em debate após um recuo da emissora GloboNews. A defesa do senador imputa a Marques supostos crimes eleitorais e acusações penais de incitação ao crime e associação criminosa, pedindo a apreensão de seu aparelho celular e computador.

Além da decretação de prisão preventiva, a equipe jurídica do candidato do PL requereu medidas cautelares alternativas, tais como a suspensão do exercício da função pública no governo federal e o bloqueio de uso das redes sociais pelo comunicador.

O pedido, no entanto, não encontrou acolhimento liminar. Ao analisar o requerimento na Primeira Zona Eleitoral do Distrito Federal, o juiz Mário Jorge Panno de Mattos não concedeu as ordens solicitadas pela campanha e determinou o encaminhamento da peça para o juiz eleitoral de garantias, reconhecendo que a demanda está em estágio inicial de apuração e investigação preliminar.

Leitura que volta até você

Carta do Bemvindo

As principais análises políticas e geopolíticas da BEM10.TV, reunidas por e-mail em duas edições por semana.

Com a postura firme da Secom e o respaldo constitucional assegurado pela gestão Lula, o episódio evidencia a solidez do governo democrático frente a arroubos persecutórios da extrema direita, mantendo o compromisso de proteger os direitos civis, a pluralidade e a integridade de seus servidores contra práticas de constrangimento e patrulhamento político.

Comentários

Sem comentários · Membros comentam com o @ do seu canal no YouTube.

Espaço dos membros

Comentar é um benefício de quem é membro da BEM10.TV.

A membresia é a assinatura do canal de Bemvindo no YouTube. Ela libera os comentários, os jogos diários, o Museu Digital e mais. Se você já é membro, entre na sua conta.

Quero ser membro

Carregando comentários…

Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comFlávio Bolsonaro pede prisão de funcionário do Planalto após polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida
  2. 2. diariodocentrodomundo.com.brFlávio Bolsonaro pede prisão de servidor da Secom por repostagens sobre Nossa Senhora Aparecida
  3. 3. iclnoticias.com.brFlávio pede prisão de servidor do Planalto após posts sobre Nossa Senhora Aparecida