Site reúne 22 ex-aliados e nomes da direita contra Flávio Bolsonaro
Plataforma compila declarações de ex-ministros, parlamentares e articuladores do impeachment de Dilma que rejeitam apoiar o senador no segundo turno contra Lula.

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Em resumo
- Plataforma digital reúne declarações de 22 figuras conservadoras e ex-aliados que rejeitam a candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
- Lista inclui os ex-ministros Santos Cruz e Abraham Weintraub, além de ex-líderes do governo como Joice Hasselmann e Otoni de Paula.
- Declarações compiladas apontam suspeitas de corrupção, elos com milícias no Rio de Janeiro e ameaças à soberania e à democracia.
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Uma plataforma lançada na internet passou a reunir declarações públicas de 22 personalidades identificadas com o campo conservador e liberal que romperam com a família Bolsonaro e declaram voto contrário ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa do segundo turno presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sob o nome "A direita contra Flávio", a página compila falas de ex-ministros de Jair Bolsonaro, ex-integrantes de campanhas bolsonaristas e articuladores do impeachment de 2016.
A autoria do site não está identificada publicamente, mas a página organiza as manifestações por eixos temáticos como corrupção, risco à democracia, autoritarismo e denúncias de vínculos com grupos criminosos, acompanhadas de hiperlinks para as publicações e entrevistas originais.
Ex-integrantes do governo apontam subserviência e desvios
Entre os nomes de maior peso institucional na lista está o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo da gestão Jair Bolsonaro. Em manifestação recente à imprensa, o militar criticou a postura do clã em relação à política externa norte-americana e sustentou que o bolsonarismo desvirtua os preceitos tradicionais da direita.
"A busca de interferência é traição. Nem sei se tem na legislação um enquadramento para isso. Eu me considero de direita. Isso aí que a gente vê, esse extremismo. Isso aí não é direita, isso se chama vigarice." — General Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo
Outro integrante do primeiro escalão da gestão passada que figura na plataforma é o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que rompeu com o grupo em 2020. O ex-ministro sustenta que a candidatura do senador tenta constranger o eleitorado conservador sob o pretexto de combater a esquerda: "Sobrenome não é projeto. [...] Na nossa avaliação, o bolsonarismo hoje tenta usar o medo de Lula para exigir voto em Flávio. É isso que chamamos de fazer o eleitor de refém", declarou Weintraub.
Denúncias de ex-articuladores e parlamentares da base
A plataforma também recupera denúncias formuladas por ex-líderes parlamentares do governo anterior. A jornalista e ex-deputada Joice Hasselmann, que chefiou a liderança governista no Congresso Nacional no início do mandato de 2019, publicou acusações enfáticas sobre a evolução patrimonial e a conduta de Flávio, chamando-o publicamente de criminoso em postagens e entrevistas.
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Em entrevista a um podcast, Otoni de Paula declarou que a eventual vitória do candidato do PL representaria "um perigo para a nação" e afirmou que indicados políticos do senador controlavam instalações públicas no Rio onde milícias operavam serviços terceirizados, como estacionamentos.
Juristas e fundadores de partidos alertam para riscos institucionais
Além de ex-auxiliares da gestão anterior, o portal reúne lideranças civis e juristas que atuaram na oposição aos governos do PT. O professor e ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, um dos autores da denúncia que resultou na cassação de Dilma Rousseff, adverte que o voto em Flávio Bolsonaro representaria a chancela às tentativas de ruptura democrática registradas após o pleito de 2022.
"Nada justifica que, ao se pretender mudar o rumo, tome-se o caminho do precipício [...] Votar em Flávio é, portanto, legitimar o golpe, dando sinal de aprovação à tentativa de assunção ao poder pela força e de desamor à democracia", ressaltou o jurista.
A lista abrange ainda declarações de figuras como o empresário João Amoêdo, fundador do partido Novo, e o deputado federal Kim Kataguiri (Missão). Amoêdo destacou a ausência de explicações do senador sobre repasses milionários ligados à falência do Banco Master, enquanto Kataguiri acusou o governo do ex-presidente de ter mobilizado a máquina pública para blindar o filho em investigações criminais passadas.
O conjunto de registros documentados expõe a resistência que a candidatura do PL enfrenta dentro do próprio espectro conservador, em um momento em que a campanha de Lula busca consolidar apoios institucionais em defesa do regime democrático e da estabilidade institucional do país.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. diariodocentrodomundo.com.br"Direita contra Flávio": site reúne ex-bolsonaristas que votarão em Lula
- 2. brasildefato.com.brGeneral Santos Cruz, Kim Kataguiri, Joice Hasselman: por que ex-aliados de Bolsonaro não votam em Flávio?
- 3. pontodepauta.comEx-ministros de Bolsonaro e lideranças da direita fazem críticas a Flávio e alertam para riscos de sua candidatura - PONTO DE PAUTA - PARÁ
- 4. jb.com.br21 nomes ligados à direita fazem alerta sobre Flávio Bolsonaro
