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Cobertura: Geopolítica

Trump aceita cúpula com Putin e Xi sobre armas nucleares

Republicano sinaliza encontro com líderes da Rússia e da China e eleva pressão sobre Zelensky ao defender novo negociador em Kiev.

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Redação BEM10.TV

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Em resumo

  • Donald Trump declarou que está disposto a se reunir com Vladimir Putin e Xi Jinping para tratar de desarmamento nuclear e controle de armas.
  • O presidente dos Estados Unidos descartou Zelensky e sugeriu que a Ucrânia escolha outro representante para negociar o fim do conflito.
  • Moscou confirmou que a cúpula trilateral foi discutida para novembro durante a Apec, enquanto a chancelaria da Ucrânia criticou a iniciativa.

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Cerimônia de boas-vindas com o líder chinês Xi Jinping e Donald Trump
O líder chinês Xi Jinping durante cerimônia de boas-vindas a Donald Trump — The White House. Wikimedia Commons · domínio público

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (19) que está disposto a participar de uma cúpula trilateral com os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping. Segundo o republicano, a prioridade da mesa de negociações seria o desarmamento nuclear entre as potências. A manifestação pública ocorre no mesmo dia em que Trump elevou as críticas ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, sugerindo abertamente que Kiev troque de interlocutor para negociar o encerramento da guerra.

De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil e pelo G1, Trump afirmou que aceitará sentar-se à mesa se Xi Jinping também confirmar presença. O líder norte-americano desdenhou da intermediação do governo ucraniano e alegou que Zelensky não estaria colaborando para a conclusão de um acordo.

"Zelensky não sabe do que está falando. Zelensky é um homem que deveria ter resolvido esta guerra há muito tempo. E, para ser sincero, acho que chegou a hora de outra pessoa negociar em nome da Ucrânia." — Donald Trump, presidente dos EUA, em tradução livre

Pressão sobre Kiev e articulação em fóruns internacionais

A tensão diplomática entre Washington e Kiev se aprofundou após Trump anunciar, no último sábado, a revogação de sanções aplicadas contra Moscou. Durante a conversa com jornalistas antes de embarcar para o Kansas, o mandatário norte-americano reforçou que pretende buscar o encerramento do confronto no Leste Europeu "independentemente de quem esteja presente ou não".

Mais cedo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que a realização da reunião entre Putin, Trump e Xi foi discutida nos bastidores e poderia ocorrer em novembro, durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), agendada para a China. Peskov ressaltou, contudo, que ainda não há propostas consolidadas sobre a mesa, embora a diplomacia russa considere os esforços de mediação promovidos por Washington.

A diplomacia ucraniana reagiu de forma imediata à articulação tripartite. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, publicou nas redes sociais que a exclusão do país em um diálogo centrado em Moscou, Pequim e Washington apenas incentivaria as forças russas a prolongarem a campanha militar, defendendo em contrapartida um formato que contemple representantes diretos de Kiev.

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Controle de arsenais e nova arquitetura multilateral

A ofensiva retórica em torno do desarmamento já vinha sendo preparada nos dias anteriores. Na quinta-feira (15), em entrevista à emissora Newsmax repercutida pelo Brasil 247, Trump já havia admitido conversas diretas com russos e chineses sobre arsenais atômicos, alertando para o rápido avanço da capacidade militar da China.

O debate sobre acordos atômicos ganhou urgência com o encerramento da vigência do Novo START no início deste ano, instrumento firmado em 2010 que estabelecia limites aos estoques dos Estados Unidos e da Rússia. Dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri) apontam que os russos lideram o inventário bruto de ogivas, ao passo que os norte-americanos conservam a maior quantidade de armamentos operacionais instalados.

Em paralelo às declarações de Trump, a Rússia segue ampliando seus canais diplomáticos com nações do Sul Global e parceiros estratégicos. Também nesta segunda-feira, o chanceler russo Serguei Lavrov esteve em Teerã, capital do Irã, conforme noticiou o Brasil de Fato. No encontro com o ministro Abbas Araghchi, Lavrov reafirmou a manutenção de acordos nucleares e econômicos conjuntos e defendeu saídas diplomáticas para conter agressões militares no Oriente Médio e na Eurásia, reforçando a atuação de mecanismos como Brics e a Organização de Cooperação de Xangai diante das pressões ocidentais.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comTrump diz que está conversando com Rússia e China sobre desnuclearização
  2. 2. brasildefato.com.brEm visita a Teerã, chanceler russo discute crise na Ucrânia e reforça parceria com Irã
  3. 3. g1.globo.comTrump diz estar aberto a reunião com China e Rússia para discutir desarmamento nuclear e fim da guerra na Ucrânia | G1
  4. 4. cnnbrasil.com.brTrump diz estar aberto a participar de reunião trilateral com Xi e Putin | CNN Brasil