Trump atinge 32% de aprovação e registra pior marca da carreira política
Pesquisa Reuters/Ipsos aponta recorde negativo impulsionado pela alta dos combustíveis e da inflação provocada pela guerra contra o Irã.

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Em resumo
- A aprovação de Donald Trump caiu para 32%, o pior índice de sua carreira política já registrado pela Reuters/Ipsos.
- Apenas 17% dos norte-americanos aprovam a gestão econômica do republicano, impactada pelos custos do conflito contra o Irã.
- Entre eleitores republicanos, o apoio recuou para 73%, abrindo vantagem para os democratas antes das eleições de meio de mandato.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu a pior marca de aprovação de sua trajetória política. Segundo levantamento do instituto Reuters/Ipsos divulgado nesta segunda-feira (21), apenas 32% dos eleitores norte-americanos aprovam o governo do republicano, uma retração de três pontos percentuais em relação aos 35% medidos na semana anterior.
O resultado consolida o menor índice da série histórica desde a entrada de Trump na Presidência, em 2017. O desgaste do governo se aprofundou com a crise do custo de vida e os efeitos econômicos decorrentes da ação militar dos Estados Unidos contra o Irã, iniciada em fevereiro, que desestabilizou o fornecimento de energia global e atingiu diretamente o orçamento popular.
Guerra no exterior e carestia para a população
A desaprovação à política econômica reflete o encarecimento imediato de itens essenciais. Com as disrupções no mercado internacional de petróleo causadas pelo conflito bélico promovido por Washington contra o Irã, as bombas de gasolina e diesel acumularam fortes altas em território norte-americano.
O repasse dos custos de transporte e refino acelerou a inflação no comércio de alimentos básicos, atingindo produtos como a carne bovina. Como consequência direta, 51% dos eleitores republicanos afirmaram desaprovar a forma como o presidente lida com a carestia e o custo de vida, superando pela primeira vez a parcela de 44% que apoia sua atuação nessa área.
Erosão da base e risco de derrota no Congresso
Além de afastar o público independente, o cenário de inflação e intervenção militar corrói os próprios alicerces partidários de Trump. A aprovação geral concedida por eleitores republicanos desabou de 82% para 73% no intervalo de apenas uma semana.
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Esse declínio ocorre a poucas semanas das eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro, momento em que serão disputadas todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Pesquisas apontam forte tendência de que o Partido Democrata recupere a maioria da Câmara, o que pode bloquear o avanço das pautas conservadoras e restringir a margem de manobra do governo até o fim de seu mandato.
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Fontes desta notícia
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