Pular para o conteúdo
Cobertura: Geopolítica

Trump descarta invasão militar e sinaliza acordo com Cuba

Após ameaçar Havana na ONU, presidente dos Estados Unidos muda o tom na Casa Branca e afirma que aposta em negociação em vez de tropas.

BEM10 TV
Redação BEM10 TV

Núcleo editorial

Leitura rápida

Em resumo

  • Donald Trump declarou que Washington e Havana devem chegar a um acordo e descartou o envio de militares.
  • A nova postura contrasta com o discurso agressivo de Trump na ONU dias antes, onde ameaçou usar a força.
  • O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reiterou que Havana está aberta ao diálogo, mantendo críticas ao bloqueio.

3 min de leitura

Imagem relacionada a: Trump descarta invasão militar e sinaliza acordo com Cuba
Reprodução

Ouça esta leitura

Duração disponível ao iniciar

Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou em sua retórica belicista e afirmou neste sábado (26) que não prevê a necessidade de enviar forças militares contra Cuba. Falando a jornalistas na Casa Branca, o mandatário norte-americano sinalizou que aposta em uma saída negociada e estimou que Washington e Havana alcançarão um entendimento bilateral.

"Não acredito que precisaremos dos militares." Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Ao ser questionado sobre relatos de mobilização de reservistas e a hipótese de uma ofensiva armada contra o território caribenho, Trump declarou que seu governo espera firmar um acordo, dizendo ainda ter a intenção de "ajudar" e de "abrir Cuba" para empresários e cidadãos norte-americanos.

O contraste com a postura na Assembleia Geral da ONU

A nova manifestação de Trump destoa profundamente do tom que ele próprio adotou apenas quatro dias antes durante a Assembleia Geral das Nações Unidas. Na tribuna da ONU, o governante republicano havia afirmado abertamente que Havana estava "à beira do colapso", pediu uma "mudança radical" de regime e chegou a ameaçar com o uso da força bélica, o que motivou a retirada imediata da delegação cubana do plenário.

Carregando enquete…

Apesar da mudança no discurso, a Casa Branca manteve a intensidade do sufocamento econômico imposto à população da ilha. Em janeiro, o governo norte-americano decretou estado de emergência sob a alegação de uma suposta ameaça cubana à segurança nacional e impôs tarifas contra importações de nações que fornecem petróleo ao território cubano, aprofundando o estrangulamento energético local.

Havana mantém abertura para o diálogo soberano

Mesmo sob a pressão das medidas coercitivas unilaterais que vigoram desde a década de 1960, a diplomacia cubana reafirmou sua disposição para conversar em termos de respeito mútuo. Também neste sábado, durante pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, declarou que o país permanece disposto a dialogar com Washington e a manter trocas comerciais com empresas norte-americanas.

Leitura que volta até você

Carta do Bemvindo

As principais análises políticas e geopolíticas da BEM10.TV, reunidas por e-mail em duas edições por semana.

O chanceler cubano, contudo, reiterou a condenação categórica ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, que visa desestabilizar os serviços públicos e a economia da ilha. Até o momento, Trump não detalhou quais seriam as diretrizes do acordo cogitado nem revelou se canais oficiais diretos já foram abertos entre os dois Estados.

Comentários

Sem comentários · Membros comentam com o @ do seu canal no YouTube.

Espaço dos membros

Comentar é um benefício de quem é membro da BEM10.TV.

A membresia é a assinatura do canal de Bemvindo no YouTube. Ela libera os comentários, os jogos diários, o Museu Digital e mais. Se você já é membro, entre na sua conta.

Quero ser membro

Carregando comentários…

Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comTrump descarta ação militar e diz que chegará a um acordo com Cuba
  2. 2. diariodocentrodomundo.com.brTrump diz que espera acordo com Cuba sem precisar de ação militar