Trump descarta invasão militar e sinaliza acordo com Cuba
Após ameaçar Havana na ONU, presidente dos Estados Unidos muda o tom na Casa Branca e afirma que aposta em negociação em vez de tropas.

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Em resumo
- Donald Trump declarou que Washington e Havana devem chegar a um acordo e descartou o envio de militares.
- A nova postura contrasta com o discurso agressivo de Trump na ONU dias antes, onde ameaçou usar a força.
- O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reiterou que Havana está aberta ao diálogo, mantendo críticas ao bloqueio.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou em sua retórica belicista e afirmou neste sábado (26) que não prevê a necessidade de enviar forças militares contra Cuba. Falando a jornalistas na Casa Branca, o mandatário norte-americano sinalizou que aposta em uma saída negociada e estimou que Washington e Havana alcançarão um entendimento bilateral.
"Não acredito que precisaremos dos militares." Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Ao ser questionado sobre relatos de mobilização de reservistas e a hipótese de uma ofensiva armada contra o território caribenho, Trump declarou que seu governo espera firmar um acordo, dizendo ainda ter a intenção de "ajudar" e de "abrir Cuba" para empresários e cidadãos norte-americanos.
O contraste com a postura na Assembleia Geral da ONU
A nova manifestação de Trump destoa profundamente do tom que ele próprio adotou apenas quatro dias antes durante a Assembleia Geral das Nações Unidas. Na tribuna da ONU, o governante republicano havia afirmado abertamente que Havana estava "à beira do colapso", pediu uma "mudança radical" de regime e chegou a ameaçar com o uso da força bélica, o que motivou a retirada imediata da delegação cubana do plenário.
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Apesar da mudança no discurso, a Casa Branca manteve a intensidade do sufocamento econômico imposto à população da ilha. Em janeiro, o governo norte-americano decretou estado de emergência sob a alegação de uma suposta ameaça cubana à segurança nacional e impôs tarifas contra importações de nações que fornecem petróleo ao território cubano, aprofundando o estrangulamento energético local.
Havana mantém abertura para o diálogo soberano
Mesmo sob a pressão das medidas coercitivas unilaterais que vigoram desde a década de 1960, a diplomacia cubana reafirmou sua disposição para conversar em termos de respeito mútuo. Também neste sábado, durante pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, declarou que o país permanece disposto a dialogar com Washington e a manter trocas comerciais com empresas norte-americanas.
O chanceler cubano, contudo, reiterou a condenação categórica ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, que visa desestabilizar os serviços públicos e a economia da ilha. Até o momento, Trump não detalhou quais seriam as diretrizes do acordo cogitado nem revelou se canais oficiais diretos já foram abertos entre os dois Estados.
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