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Cobertura: STF

Trump destina US$ 1 milhão para bancar ofensiva contra o STF

Governo dos EUA usa fundo de direitos humanos para financiar entidades que atacam decisões do Supremo e tentam tutelar o Brasil.

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Redação BEM10 TV

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Em resumo

  • Governo Trump destinou US$ 1 milhão a projeto para financiar entidades que contestem decisões do STF sob pretexto de combater censura.
  • Verba integra pacote de US$ 176,9 milhões do Fundo de Direitos Humanos redirecionado para subsidiar pautas conservadoras pelo mundo.
  • Secretário Marco Rubio assinou memorando ignorando bloqueios parlamentares no Senado americano horas antes do fim do ano fiscal.

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Retrato oficial de Donald Trump feito pelo fotógrafo Daniel Torok para a posse presidencial de 2025
Retrato oficial de Donald Trump para a posse de 2025, registrado por Daniel Torok — Wikimedia Commons · domínio público

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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.

O governo de Donald Trump formalizou o repasse de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,2 milhões) para financiar organizações no Brasil com o objetivo de contestar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). A investida contra as instituições brasileiras foi revelada pelo jornal britânico The Guardian e integra uma guinada na diplomacia de Washington, que passou a instrumentalizar verbas públicas de direitos humanos para impulsionar a extrema direita global.

A verba faz parte de uma fatia de US$ 176,9 milhões distribuída em 43 projetos do Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF, na sigla em inglês), montante que absorveu cerca de 86% dos US$ 205 milhões autorizados pelo Congresso norte-americano. Criado originalmente para proteger vítimas de perseguições em regimes autoritários, o fundo foi capturado pela Casa Branca para subsidiar redes conservadoras em democracias consolidadas.

Manobra de Rubio atropelou o Congresso norte-americano

No documento oficial obtido pela imprensa britânica, o programa brasileiro foi batizado em inglês de Countering Lawfare and Censorship in Brazil (“Combatendo a guerra jurídica e a censura no Brasil”, em tradução livre). O texto prevê explicitamente transferências a grupos da sociedade civil dispostos a contestar o que a administração Trump classifica como “excesso judicial” e “censura” vindos da Corte brasileira.

Para que o dinheiro fosse liberado, a cúpula trumpista precisou contornar travas internas. A senadora Jeanne Shaheen, principal voz do Partido Democrata no Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA, mantinha dez bloqueios que congelavam US$ 22 milhões em concessões direcionadas a ações políticas no Brasil, Nigéria, África do Sul e Europa. No entanto, o secretário de Estado, Marco Rubio, assinou um memorando determinando que os vetos legislativos fossem desconsiderados, selando a liberação no dia 30 de setembro, poucas horas antes de expirar o ano fiscal.

O Congresso destinou dinheiro ao fundo para a democracia, de forma bipartidária, para apoiar defensores dos direitos humanos, ajudar vítimas de violações de direitos humanos e promover o crescimento da democracia no exterior. (Jeanne Shaheen, senadora dos EUA)

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Segundo a parlamentar, as novas propostas usam dinheiro dos contribuintes para promover organizações e programas de extrema direita em democracias consolidadas, prejudicando relações com parceiros democráticos.

Conexão bolsonarista e alinhamento internacional

A ofensiva orçamentária é mais um degrau da coordenação entre o trumpismo e setores bolsonaristas no exterior. A medida sucede as pressões políticas capitaneadas nos Estados Unidos pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que culminaram em sanções do Departamento do Tesouro contra o ministro Alexandre de Moraes em julho de 2025, estendidas posteriormente a seus familiares e ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos.

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Além do caso brasileiro, os recursos orçamentários do HRDF contemplam grupos anticomunistas — como a Victims of Communism Memorial Foundation, contemplada com US$ 40 milhões —, entidades contrárias a legislações sobre igualdade de gênero na Europa Central e organizações no Reino Unido ligadas a articuladores do Brexit, como a Jobs Foundation. Ao direcionar verbas para deslegitimar a mais alta corte do Brasil, a administração norte-americana tenta impor sua cartilha ideológica e intervir abertamente no equilíbrio institucional do país.

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Fontes desta notícia

Os links abaixo sustentam os fatos.

  1. 1. brasil247.comTrump desvia fundos de direitos humanos para campanha contra o STF e promoção de movimentos de extrema-direita
  2. 2. diariodocentrodomundo.com.brTrump destina US$ 1 milhão a grupos que atuam contra o Brasil
  3. 3. operamundi.uol.com.brGoverno Trump injeta R$ 5 milhões em projeto para contestar STF no Brasil
  4. 4. g1.globo.comGoverno Trump destina US$ 1 milhão para contestar STF no Brasil | G1