Trump escala Musk para projeto militar em meio a ataques a minorias
Chefe do Pentágono nomeia bilionário para plano bélico de 120 dias e faz ofensas contra pessoas trans e gordas nas Forças Armadas.

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Em resumo
- Elon Musk, Palmer Luckey e Newt Gingrich vão copresidir o Projeto Meridian sobre o futuro das guerras no Pentágono.
- Pete Hegseth anunciou a iniciativa em discurso na base de Quantico com ofensas explícitas contra pessoas trans e gordas.
- Secretário de Donald Trump determinou entrega de relatório em 120 dias e corte de 20% nos postos de generais e almirantes.
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O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, anunciou nesta quarta-feira (30) a volta oficial de Elon Musk à assessoria do governo de Donald Trump. O empresário foi designado como um dos líderes do chamado Projeto Meridian, iniciativa voltada a traçar as diretrizes tecnológicas e estratégicas dos Estados Unidos para guerras futuras. O anúncio ocorreu na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, na Virgínia, marcado por ataques discursivos contra pessoas trans, gordas e homens de barba nas Forças Armadas.
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Ao justificar a linha doutrinária que pretende impor às tropas, Hegseth apelou para uma retórica discriminatória e de tom agressivo, afirmando que tais grupos não terão espaço no contingente militar sob a atual gestão.
“Nada de gordos, nada de trans, nada de barbudos, nada de esquisitões, nada de frouxos, nada de radicais. Apenas guerreiros”, declarou Hegseth.
Aliança entre tecnologia bélica e setor privado
O Projeto Meridian funcionará sob o comando conjunto de Elon Musk, do empresário Palmer Luckey — cofundador da empresa de tecnologia de defesa Anduril Industries — e de Newt Gingrich, ex-presidente republicano da Câmara dos Representantes, de 83 anos. Segundo Hegseth, o grupo deve apresentar um relatório conclusivo no prazo de 120 dias.
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O retorno de Musk ao governo ocorre após seu afastamento prévio em maio de 2025, quando deixou a chefia do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) em meio a desavenças públicas sobre os gastos federais da gestão Trump. Desde então, o bilionário retomou doações e aportes a candidaturas e organizações do Partido Republicano, consolidando sua influência política e econômica sobre os rumos do governo.
Expurgo de oficiais e reestruturação interna
Além do direcionamento estratégico para novos armamentos, o chefe do Pentágono anunciou uma redução de 20% no total de postos de generais e almirantes. A medida foi apresentada pela gestão republicana sob a justificativa de diminuir os escalões superiores e focar recursos na capacidade operacional imediata das tropas.
Hegseth pontuou que os oficiais que aderiram às diretrizes da administração permaneceram nos seus postos, ao mesmo tempo em que criticou diretrizes anteriores de diversidade e anunciou modificações no atendimento religioso aos militares. A combinação entre concessão de influência a bilionários da tecnologia e expurgo cultural expõe a agenda do Pentágono, que prioriza a militarização acelerada em aliança com magnatas em detrimento de direitos e garantias sociais.
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