Trump recua em sanções e acerta compra de diesel russo com Putin
Pressionado pela inflação dos combustíveis após abrir conflito contra o Irã, governo dos EUA emite licença para liberar derivados da Rússia.

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Em resumo
- Trump anunciou que a Rússia liberará 300 mil toneladas imediatas de diesel para abastecer os Estados Unidos e o mercado global.
- O Tesouro norte-americano emitiu licença temporária que suspende restrições sobre o diesel russo até abril do próximo ano.
- A medida ocorre após o preço do barril de petróleo superar US$ 103 com a guerra contra o Irã e pressionar a inflação nos EUA.
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Tempo e progresso aproximados. Ao retomar, um trecho pode se repetir.
Pressionado pela disparada dos preços dos combustíveis e pela proximidade das eleições de meio de mandato, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um entendimento com o presidente russo, Vladimir Putin, para liberar o fornecimento de óleo diesel da Rússia para os Estados Unidos e o mercado internacional. A medida foi detalhada pela CartaCapital e confirmada pelo G1.
Para viabilizar o fluxo do combustível, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos formalizou uma licença temporária permitindo que o derivado russo entre nos mercados globais, com analistas apontando que a suspensão de sanções para o produto se estende até 7 de abril do próximo ano. Pelo cronograma divulgado por Trump em publicação na rede Truth Social, Moscou concordou em liberar inicialmente 300 mil toneladas de diesel, seguidas por 500 mil toneladas em novembro e mais 1 milhão posteriormente, além de um volume adicional de 3 milhões de toneladas condicionado às refinarias russas.
Pressão eleitoral e impacto do conflito com o Irã
A reviravolta na política de sanções ocorre em meio às consequências econômicas diretas da guerra deflagrada pelos Estados Unidos contra o Irã em fevereiro. O conflito no Oriente Médio desestabilizou o mercado internacional de energia, fazendo a cotação do barril de petróleo Brent saltar do patamar anterior de cerca de US$ 73 para mais de US$ 103.
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Conforme registrou a BBC News Brasil, estrategistas de mercado consideram o movimento uma tentativa de conter a inflação interna às vésperas da disputa legislativa. Diante do desgaste popular, Trump já vinha avaliando retirar impostos sobre combustíveis e chegou a cobrar dos países do G7 a liberação de 100 milhões de barris de estoques estratégicos.
Atrito entre aliados e limites do fornecimento
A autorização concedida por Washington gerou fortes reações de seus parceiros ocidentais. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou abertamente a liberação comercial e classificou o arranjo como um presente a Moscou, sustentando que a medida equivale a prolongar o esforço de guerra russo. Já o governo britânico declarou que manterá sem concessões o seu próprio regime de sanções.
Do lado russo, Vladimir Putin confirmou a conversa com Trump e sinalizou disposição de vender petróleo e derivados para os mercados global e norte-americano, mas sem ratificar os números apresentados pela Casa Branca. Enquanto analistas apontam dúvidas sobre a capacidade russa de suprir o volume integral devido a ataques que reduziram a refino no país em quase 30%, a suspensão prática das sanções evidencia a contradição da hegemonia norte-americana, que recorre a exceções de conveniência quando as próprias sanções e ofensivas bélicas penalizam sua economia doméstica.
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Fontes desta notícia
Os links abaixo sustentam os fatos.
- 1. cartacapital.com.brTrump anuncia que Putin se comprometeu a fornecer diesel aos EUA e ao mercado mundial
- 2. g1.globo.comTrump anuncia acordo com Putin para liberar diesel russo para mercado mundial | G1
- 3. bbc.comTrump anuncia acordo com Putin para liberar diesel russo para mercado mundial - BBC News Brasil
